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Rosselkhoznadzor russo impede importação ilegal de carne do Brasil

Russia Beyond

Rússia impede importação de 42 toneladas de carne brasileira ilegal

Produto detido na segunda maior cidade russa e será devolvido ao país latino-americano

Por Vassíli Krilov

 

 

Na última segunda-feira (5), agentes do Rosselkhoznadzor (Serviço Federal de Controle Veterinário e Fitossanitário da Rússia) impediram a importação não autorizada de 42 toneladas de carne bovina brasileira que chegavam a São Petersburgo, segunda maior cidade do país.

A empresa brasileira Marfrig Global Foods S.A. planejava introduzir ilegalmente em território russo subprodutos de carne bovina, que entrariam pelo porto de São Petersburgo.

A empresa gaúcha já havia sido inclusa na lista de embargos russos, e seus produtos estavam sendo verificados com cautela pelos inspetores do Rosselkhoznadzor.

Segundo o serviço, o navio levava um carregamento de 42 toneladas de corações, línguas e fígado de carne bovina. Todos os produtos serão devolvidos ao Brasil.

A Rússia proibiu o fornecimento de carne suína e bovina do Brasil em 1° de dezembro de 2017, devido à repetida detecção do hormônio ractopamina, substância usada como suplemento alimentar para acelerar o crescimento de animais, sobretudo da massa muscular, e reduzir os custos de produção. A substância é proibida na Rússia.

 

Notícias vinculadas:

19/01/2018 - Afisa-PR & Cloridrato de ractopamina foi banido em 160 países! E no Brasil? 

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Ex-fiscais governamentais do USDA & FSIS dizem que há déficit crítico de pessoal

Afisa-PR

Ex-fiscais governamentais do USDA & FSIS dizem que há déficit crítico de pessoal

Ex-fiscais governamentais preveem que a falta de pessoal altamente qualificado diminuirá a segurança alimentar dos EUA 

 

 

Em 21/08/2017 o Food Safety News divulgou a notícia "Former USDA officials say feds critically short of veterinarians" & Veterinarians' groups predict shortage of highly educated staff will decrease U.S. food safety (por Cookson Beecher), onde ex-fiscais governamentais  do U. S. Departament of Agriculture (USDA) & Food Safety and Inspection Service (FSIS), alertam que a falta de pessoal diminuirá a segurança alimentar dos EUA.

Os veterinários envolvidos valem-se do ditado "sometimes when a door swings open, opportunity for change has the chance to enter" na expectativa de que mudanças ocorram para melhor diante das mudanças que ocorreram em dois altos cargos do FSIS.

A oportunidade que os veterinários de supervisão de saúde pública (SPHVs) - equivalentes aos fiscais agropecuários brasileiros - esperam é que essas mudanças renovem o compromisso assumido pela liderança do USDA de "aumentar a hierarquia dos SPHVs federais em frigoríficos, cargos administrativos e cargos de supervisão do FSIS".

O aumento do contingente de SPHVs federais nessas três áreas é parte intrínseca de um plano de pessoal divulgado em fevereiro (2017) pela American Veterinary Medical Association and supported e National Association of Federal Veterinarians.

Esse plano também recomenda que o FSIS forneça ou pague 40 horas por ano de treinamento profissional e/ou treinamento em segurança alimentar para seus veterinários de supervisão de saúde pública. Isso inclui reuniões profissionais realizadas pelo FSIS que podem ser aplicadas ao [inspeção de produtos de origem animal] ao trabalho.

O plano de pessoal em questão foi desencadeado visto que o FSIS, pela primeira vez, discutiu a possibilidade de valer-se de "responsáveis" nos frigoríficos que não são veterinários públicos. Isto, para o ex-fiscal governamental do USDA & FSIS, veterinário William James, é "um desastre à espera de acontecer" e "por isso [o plano] fazemos isso agora antes que aconteça". James encerrou sua carreira de 28 anos no FSIS e por 3 anos (2008-2011) foi seu principal veterinário. 

 

Você come carne?

"Se você come carne, então é algo de que você gosta", disse James. Ele disse que, por causa da segurança alimentar, é importante contar com veterinários de supervisão de saúde pública experientes, desde os que executam suas atividades nos frigoríficos até o topo do USDA, "para proteger as pessoas de doenças transmitidas por alimentos".

Para o ex-fiscal governamental do USDA & FSIS, veterinário Brian Ronholm, que foi seu vice-subsecretário de segurança alimentar abril de 2011 a janeiro de 2017, "aumentar o número de veterinários no FSIS [também] aumentaria sua capacidade para reduzir as taxas de doenças transmitidas por alimentos".

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O "HIMP" piorado que tenta privatizar a fiscalização agropecuária

Afisa-PR

O "HIMP" piorado que tenta privatizar a fiscalização agropecuária

"No entanto, o FSIS não demonstrou verdadeiramente que o seu programa piloto de abate de suínos reduz as contaminações, e, portanto, as taxas de doenças. Ao contrário, a evidência disponível sugere que o HIMP para o abate de suínos irá minar a segurança alimentar"

 

Crédito imagem: Kharkhan Oleg/Shutterstock

 

O governo dos EUA atua há vários anos para tentar privatizar sua fiscalização de produtos de origem animal . O "modelo" privaticionista norte-americano chama-se Inspection Models Project (HIMP) que preconiza a instalação de alguns "frigoríficos piloto" de suínos e de aves que "operam" sob o binômio Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC)1  e avaliação/monitoramento do United States Department of Agriculture (USDA) & Food Safety and Inspection Service (FSIS). 

Nos últimos 20 anos a qualidade da autofiscalização privada "realizada" nesses "frigoríficos piloto" vem sendo avaliadas e monitoradas e, caso seu “funcionamento” seja satisfatório, o USDA intenciona expandir o HIMP para os  demais frigoríficos dos EUA.

Porém, o HIMP vem sofrendo pesadas críticas. Na legislatura passada, 60 congressistas do Congresso norte-americanos, na "Carta a Vilsack", pediram que o USDA retardasse a expansão do HIMP sob a alegação de que comprovadamente2 minaria a segurança alimentar da população norte-americana. 

Na "Carta a Vilsack", os congressistas advertem: "No entanto, o FSIS não demonstrou verdadeiramente que o seu programa piloto de abate de suínos reduz as contaminações, e, portanto, as taxas de doenças. Ao contrário, a evidência disponível sugere que o HIMP para o abate de suínos irá minar a segurança alimentar". E mais: "Antes de expandir o programa HIMP para instalações de abate de suínos em todo o país, o FSIS deve fornecer alguma garantia de que a remoção de fiscais do governo dessas instalações, e a substituição de muitas de suas funções por funcionários da planta de abate, não conduziria a atalhos de processos de controle, aumento de contaminação fecal, adulterações de produtos derivados da carne, maior incidência de contaminação microbiana e, finalmente, um aumento nas doenças de origem alimentar. Até agora não se forneceu tal segurança". Os congressistas disseram que apoiam modernização do sistema oficial de segurança alimentar, porém, "não à custa da saúde pública, da segurança do trabalhador ou bem-estar animal".

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Cloridrato de ractopamina foi banido em 160 países! E no Brasil?

Afisa-PR

Cloridrato de ractopamina foi banido em 160 países! E no Brasil?

Reportagem do Sputnik afirma que o "aditivo" de crescimento ractopamina, proibido na maioria dos países, incluindo a União Europeia, China e a Rússia, encontra-se "autorizado no Brasil"1

 

 

Crédito imagem: Holistic Health

 

No mês passado, o Serviço Federal de Controle Veterinário e Fitossanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor) impôs restrições às importações de carne bovina e suína do Brasil para a Rússia. Na ocasião, a porta-voz da organização, Yulia Melano, segundo o Sputnik, afirmou que "as medidas foram impostas após a descoberta de que a carne produzida no Brasil contém traços do estimulante de crescimento ractopamina".

A reportagem de ontem (18-I) do Sputnik "Rússia se compromete a avaliar rapidamente a reabertura ao mercado a carne do Brasil", informa que o hormônio de crescimento ractopamina, proibido na maioria dos países, incluindo a União Europeia, China e a Rússia, encontra-se "autorizado no Brasil"1 e, com base no que divulgou a assessoria de imprensa do lado embargado, "(...) o governo russo comprometeu-se a 'avaliar com o máximo de celeridade, uma vez que o Brasil é um importante fornecedor' do país". Para a Afisa-PR, porém, é necessário que o Serviço Federal de Controle Veterinário e Fitosanitário (Rosselkhoznadzor) confirme esta informação.

 

A proibidíssima ractopamina

A consultora estratégica que cobre a indústria de alimentos nos EUA, Robyn O'Brien, em seu artigo "Meet Ractopamine: The Drug in Your Meat that Is Banned in 100 Countries", relata que existem 196 países no mundo, e estima-se que em 160 o uso da droga ractopamina foi banida ou restringida e que a indústria de carne dos EUA a usa para acelerar o aumento de peso, promover a eficiência alimentar e a magreza (produção de carne magra) em suínos, bovinos e perus. Essa droga imita os hormônios do estresse.

Segundo O'Brien, a ractopamina está ligada a sérios problemas de saúde em animais, e estudos sobre seu impacto na saúde dos humanos são limitados, mas evocam preocupações, de acordo com uma publicação do Center for Food Safety2

Os efeitos da ractopamina incluem toxicidade e outros riscos de exposição, como alterações comportamentais e problemas cardiovasculares, musculoesqueléticos, reprodutivos e endócrinos. Também está associado a altos níveis de estresse em animais, "downer" ou animais coxos, hiperatividade, membros quebrados e morte.

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DESTAQUES DA AFISA-PR

Revisão salarial geral anual de 2017: Afisa-PR ingressa na Justiça

Afisa-PR

Revisão geral anual de 2017 (8,53%)

Afisa-PR ingressa na Justiça em favor dos seus filiados

 

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), nesta quinta-feira (3), protocolou processo ordinário no Poder Judiciário do Estado do Paraná pela revisão geral anual (mora do Executivo, inc. X, art. 37, CF 1988) em favor dos seus sócios.

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Opinião da DIREX: O Estado que protege

Afisa-PR

Opinião da DIREX

O Estado que protege

 

 

O empresário Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (SCN) escreveu (hoje) na Folha de S. Paulo ("Só obras financiadas e estimuladas pelo setor público tiram país da crise") que "não há outro caminho para sair da recessão que não passe por obras financiadas e estimuladas pelo setor público. Estradas precisam e podem ser recapeadas; rodovias, asfaltadas; ferrovias, concluídas; obras de saneamento, iniciadas; concessões públicas, continuadas; escolas, construídas; habitações, financiadas". Steinbruch tem razão. 

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NOTA À POPULAÇÃO DO PARANÁ

Afisa-PR

Nota à população do Paraná

 

A Afisa-PR e sua Diretoria Executiva (DIREX) são ilegalmente perseguidas pelo atual governo do Paraná.

Que todos os paranaenses de boa-fé tomem conhecimento de abjeta, reiterada e ilegal perseguição!

A Afisa-PR irá à UNIÃO EUROPEIA (UE) se for necessário! A Afisa-PR fará novos alertas à ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE ANIMAL (OIE)! Que não exista nenhuma dúvida quanto à tomada desses providências!

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MP instaura Inquérito Civil para investigar realocações de fiscais agropecuários

Afisa-PR

MP instaura Inquérito Civil

Investigação das realocações sumárias de fiscais agropecuários

 

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) já tinha tomado conhecimento de que o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) fora informado, através de representação anônima, sobre a ocorrência de possível desvio de finalidade nas portarias de realocações contra fiscais agropecuários do estado.

A representação anônima, segundo informações, baseou-se no conteúdo da carta 27-Afisa-PR (inteiro teor disponível na Página do Associado), de 15/04/2016, encaminhada (registro mediante AR SB191624828BR) à CGE - Controladoria Geral do Estado.

O MP-PR, através da Portaria nº MPPR-0046.16.099038-1, objeto do DOE nº 9838, de 08/12/2016, instaurou Inquérito Civil (consulta/interesse público) contra o órgão público responsável, com o objetivo de apurar "possível desvio de finalidade nas portarias de realocação expedidas" que envolvem fiscais agropecuários do estado.  

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MP investiga privatização de parte da inspeção de POA

Afisa-PR

MP instaura Inquérito Civil

Investigação da privatização de parte da inspeção de produtos de origem animal

 

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) já tinha representado  - representação 23-Afisa-PR/2015, de 04/08/2015, protocolo nº 14726/2015, de 11/08/2015 - no Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) contra os termos da Portaria nº 158 de 2014.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), a privatização de parte do Sistema de Inspeção do Estado (SIE), conforme dispõe a portaria em questão, é inconstitucional e ilegal

Não obstante, decorrente de outra representação (anônima), o MP-PR publicou a Portaria nº MPPR-0046.16.099593-5, objeto do DOE nº 9838, de 8 de dezembro de 2016, que instaura Inquérito Civil  (consulta/interesse público) para "(...) apurar a legalidade de Portaria nº 158/2014-ADAPAR, que dispõe sobre o credenciamento de pessoas jurídicas para inspeção sanitária".

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