Novo estudo evidencia que ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte do que o anteriormente relatado

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Novo estudo evidencia que ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte do que o anteriormente relatado

Novo estudo da Universidade de Washington, EUA, fornece a análise mais atualizada do agrotóxico glifosato e sua ligação com o linfoma não-Hodgkin (LNH), e incorpora um estudo realizado em 2018 em mais de 54 mil pessoas que trabalham como aplicadores de agrotóxicos licenciados. Vários estudos e avaliações internacionais tiveram conclusões diferentes sobre se esse agrotóxico leva ao câncer em humanos

New study shows that the link among glyphosate and non-Hodgkin's lymphoma is stronger than previously reported & New study by the University of Washington, USA, provides the most up-to-date analysis of glyphosate agrotoxicity and its linkage to non-Hodgkin lymphoma (LNH), and incorporates a study conducted in 2018 in more than 54000 people working as pesticide applicators Licensed. Several international studies and assessments had different conclusions about whether this agrotoxicity causes cancer in humans

 

Uso massivo glifosato dessecacao linfoma Afisa PR

Crédito imagem: GMO Sciense

 

Com base na notícia Exposure to Chemical in Roundup Increases Risk of Cancer – New Review do Sutainable Pulse de 14 de fevereiro de 2019, a  exposição ao agrotóxico glifosato — o ingrediente ativo do herbicida de amplo espectro mais utilizado no mundo — "aumenta em mais de 40% o risco de alguns tipos de câncer", de acordo com o estudo Exposure to Glyphosate-Based Herbicides and Risk for Non-Hodgkin Lymphoma: A Meta-Analysis and Supporting Evidence da Universidade de Washington, EUA.

A equipe de pesquisadores conduziu uma atualizada meta-análise — que considerou uma abrangente revisão da literatura disponível — e se concentrou em cada estudo realizado nos grupos mais expostos ao agrotóxico. Eles descobriram que "a ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte" do que o anteriormente relatado. As descobertas foram publicadas neste mês no jornal online Mutation Research/Reviews in Mutation Research.

"A análise se concentrou em fornecer a melhor resposta possível à questão de saber se o glifosato é ou não cancerígeno", disse a autora sênior Lianne Sheppard, professora do Department of Environmental and Occupational Health Sciences da Universidade de Washington. "Como resultado desta pesquisa, estou ainda mais convencida de que é", disse Sheppard.

O exame de cada estudo epidemiológico publicado entre 2001 e 2018 possibilitou aos pesquisadores determinaram que a exposição ao glifosato "pode aumentar o risco de linfoma não-Hodgkin em até 41%". Os pesquisadores priorizaram seu estudo na pesquisa epidemiológica em humanos, mas também consideraram as evidências constatadas em animais de laboratório.

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Japão: a alarmante escalada da PSC

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Japão: a alarmante escalada da PSC

"Estamos diante de uma situação extremamente séria", disse em Tóquio o ministro da Agricultura do Japão, Takamori Yoshikawa, diante da alarmante escalada da peste suína clássica (PSC)

Japan: The alarming escalation of the CSF & "We are facing an extremely serious situation," Japan Minister of Agriculture Takamori Yoshikawa said in Tokyo in the face of the alarming escalation of classical swine fever (CSF)

 

Japan CSF The Japan Times News

Crédito imagem: The Japan Times News


Com base na notícia Japan sees CSF cases rise alarmingly (por Vincent ter Beek) do Pig Progress de 9 de fevereiro de 2019, na Ásia, onde os chineses lutam contra o brutal vírus da [epidemia] peste suína africana (PSA), os japoneses têm sua própria batalha contra o vírus da peste suína clássica (PSC). No Japão, nas últimas semanas, o vírus da PSC rapidamente se espalhou na sua região central.

No início de setembro do ano passado, a PSC foi detectada em uma criação de suínos na Província de Gifu. Até janeiro deste ano, foram registrados surtos regulares, mas a maioria dos casos concentrados em javalis selvagens nas províncias de Gifu e Aichi. Em 2018, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), os surtos de PSC no Japão levaram ao abate de 8.704 suínos.

Segundo essa notícia, "há razões para supor" que no Japão a disseminação da PSC "fica cada vez mais preocupante". Nas primeiras 5 semanas de 2019, mais de 18.369 suínos foram abatidos porque várias criações comprovaram a presença do vírus da PSC. No dia 6 de fevereiro, conforme a OIE, foram notificados vários surtos de PSC que atingiram planteis com quantidades variadas.

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UE: como os MEPs do Parlamento Europeu lidam com os agrotóxicos

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UE: como os MEPs do Parlamento Europeu lidam com os agrotóxicos

Por outro lado, na Câmara dos Deputados tramita o amplamente criticado pacote do veneno

EU: How MEPs in the European Parliament deal with pesticides & On the other hand, in the Chamber of brazilians deputies is being voted the widely criticized package of the poison

 

 MEPs PE UE regulamentacao agrotoxicos

Crédito imagem: The Organic & Non-GMO Report

 

Segundo a notícia Pesticides in food: What is the European Parliament doing to help? do Eureporter de 28 de janeiro de 2019, os cidadãos europeus estão preocupados com os resíduos de agrotóxicos nos alimentos que consomem e seus potenciais efeitos sobre a saúde. Como os membros do Parlamento Europeu — Members of the European Parliament (MEPs) — da União Europeia (UE) estão lidando com esse problema?

Em 2016, cerca de 50% dos alimentos testados pela European Food Safety Authority (EFSA) continham resíduos de agrotóxicos, com 3,8% acima dos limites legais. Na UE, os agrotóxicos e suas substâncias ativas são cuidadosamente monitorados pelo governo, mas nos últimos anos uma grande preocupação foi levantada contra o processo de autorização de uso, especialmente após a controvérsia sobre a renovação da autorização do glifosato em 2017.

Para melhor proteger a saúde dos europeus, o Parlamento Europeu (PE) vem aprovando medidas que melhoram a gestão do uso de agrotóxicos na UE.

 

Procedimentos mais transparentes na autorização de uso de agrotóxicos

Em fevereiro de 2018, o Parlamento da UE nomeou uma comissão especial — EU authorisation procedure for pesticides (PEST) — com a missão de analisar o procedimento de autorização de uso de agrotóxicos. Em 16 de janeiro deste ano, os eurodeputados do PE aprovaram o relatório final — Report on the Union’s authorisation procedure for pesticides (2018/2153(INI)) — da Comissão PEST, para que procedimentos mais transparentes possam garantir a responsabilidade política no processo de autorização de uso de agrotóxicos.

Os eurodeputados recomendam que:

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UE: novo escândalo da carne exige regulamentação mais rigorosa

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UE: novo escândalo da carne exige regulamentação mais rigorosa

Como fica o "autocontrole", ou seja, a privatização da fiscalização pública de produtos de origem animal? O governo do Paraná, através de portaria1 que introduz um "modelo" rejeitado pelo DIPOA do Ministério da Agricultura, na prática privatizou a fiscalização de produtos de origem animal nos frigoríficos que exigem a presença permanente de um fiscal agropecuário público

EU: New beef scandal requires hardest regulation & How is self-control, that is, the privatisation of public inspection of products of animal origin? The Government of Paraná state, through a ordinance1 that introduces a "model" rejected by the Ministry of Agriculture's  - DIPOA, in practice privatized the supervision of animal products in slaughterhouses that require the permanent presence of  agricultural inspector public.

 

Escandalo alimentar Polonia carne bovina

Crédito imagem: TVN24

Segundo a notícia Secret filming shows sick cows slaughtered for meat in Poland (por Christian Davies) do The Guardian de 27 de janeiro de 2019, imagens secretas denunciaram que animais doentes  contrabandeados para um frigorífico polonês que vendia carne com pouca ou nenhuma fiscalização. Esse escândalo alimentar chama a atenção para os "padrões de fiscalização" da Polônia que é um dos maiores exportadores de carne da União Europeia (UE).

As imagens secretas feitas no interior de um frigorífico polonês flagram animais tão doentes que eram incapazes de ficarem de pé, sendo arrastados de caminhões para o abate através de um guincho, com cordas amarradas em torno de seus chifres ou pernas.

Segundo o The Guardian, o abate dos animais doentes ocorria à noite, sem a presença de um médico veterinário no local, irregularidade que violava os padrões básicos de segurança alimentar. Os trabalhadores do frigorífico removiam partes das carcaças como feridas ou tumores, que poderiam indicar que os animais estavam doentes ou que ficaram deitados de lado por seguidos dias.

Especialistas que assistiram ao filme afirmaram que essa situação levanta a possibilidade de sérios riscos para a saúde das pessoas, e pediram que governo polonês atuasse rapidamente para notificar todos os Estados-membros da UE. Chris Elliott, professor de segurança alimentar da Queen's University de Belfast, fundador do Institute for Global Food Security e que, após o escândalo a carne de cavalo de 2013, liderou uma revisão independente feita pelo governo britânico sobre o sistema alimentar do Reino Unido, disse ao jornal inglês que parte da carne produzida pelo frigorífico irregular deixou a Polônia, desta forma, existe o potencial para um alerta de segurança alimentar em toda a UE, com o envolvimento de muitas agências reguladoras e potencialmente até mesmo o uso de forças policiais.

No final do ano passado, um repórter do Superwizjer, um programa televisivo policial transmitido pelo canal polonês de notícias TVN24, se infiltrou no frigorífico irregular e por quase três semanas trabalhou nele disfarçado.

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UE: Parlamento aprova relatório da Comissão PEST que propõe mais rigor na autorização de agrotóxicos

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UE: Parlamento aprova relatório da Comissão PEST que propõe mais rigor na autorização de agrotóxicos

"A PAN Europe alerta há anos que a legislação da UE não é respeitada no sistema de autorização de agrotóxicos: a ciência é mal utilizada, conflito de interesses persistem e a indústria de agrotóxicos domina todo o processo realizando seus próprios estudos de avaliação e até mesmo projetando os métodos usados nos procedimentos de avaliação. Não temos ideia sobre quantos agrotóxicos estamos expostos e como essas misturas impactam o meio ambiente, a nós mesmos e a saúde de nossos filhos." — Angeliki Lysimachou 

EU: Parliament approves report by the PEST Commission that proposes more rigor in the authorisation of pesticides & "PAN Europe has been alert for years that EU legislation isn´t respected in the pesticide authorisation system: Science is poorly used, conflict of interests persist and the agrochemicals industry dominates the entire process by conducting its own evaluation studies And even projecting the methods used in the evaluation procedures. We have no idea how many pesticides we´re exposed to and how these mixtures impact the environment, ourselves and the health of our children." — Angeliki Lysimachou

 

Parlamento Europeu relatorio PEST aprovacao

Crédito imagem: Multimedia Centre & Antonio Tajani

 

Segundo a notícia European Parliament votes to improve the pesticide authorisation system do Pesticide Action Network Europe (PAN Europe) de 16 de janeiro de 2019, a União Europeia (UE) deve reformar com urgência seus procedimentos de autorização do uso de agrotóxicos para que haja garantia de proteção contra seus danos. Essa é a mensagem enviada na última quarta-feira (16) pelo Parlamento Europeu, que aprovou o relatório da Comissão PEST que pede independência, objetividade, transparência e melhor uso da ciência em todo o processo de autorização do uso de agrotóxicos na UE. "Este é um marco na reforma da avaliação de risco de agrotóxicos, que há muito é necessária na UE", destaca o PAN Europe.

No último dia 16, num esforço de reconstrução da confiança dos cidadãos da UE, uma grande maioria dos deputados do Parlamento Europeu votou (526 favoráveis; 66 contrários) em favor do relatório da Comissão PEST que alerta para as insuficiências do sistema vigente de autorização do uso de agrotóxicos e apela para que ocorram melhorias substanciais capazes de garantir que os agrotóxicos utilizados na agricultura e gestão de áreas verdes/urbanas não causem efeitos adversos aos seres humanos, aos animais e ao meio ambiente, como exige a legislação da UE.

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