Relatórios da FDA e da Cornell University mostram resíduos do agrotóxico glifosato em milho, soja e ração animal

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Relatórios da FDA e da Cornell University mostram resíduos do agrotóxico glifosato em milho, soja e ração animal

Em 1999, o "nível seguro" (MRL, em inglês) estabelecido pela EPA para soja foi elevado de 0,1 mg / kg (100 ppb) para 20 mg / kg (20.000 ppb) nos EUA e na Europa. Da mesma forma, em 2004, o Limite Máximo de Resíduo (LMR) do agrotóxico glifosato no Brasil para soja foi elevado de 0,2 mg / kg (200 ppb) para 10 mg / kg (10.000 ppb)

 

Crédito imagem: Sustainable Pulse

 

Segundo a notícia US FDA and Cornell University Reports Show Glyphosate Residues in Corn, Soybeans and Pet Food do Sustainable Pulse de 4 de outubro, o agrotóxico mais utilizado do mundo, o glifosato, foi encontrado em milho, soja e rações para animais de estimação por dois diferentes estudos de testes divulgados nesta semana pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e pela Cornell University.

O relatório Pesticide Residue Monitoring Program Fiscal Year 2016 Pesticide Report da FDA divulgado segunda-feira (1º) em seu programa de testes de resíduos de agrotóxicos para 2016, mostrou que 2.670 amostras de alimentos foram testadas, e 99% dos quais estavam em conformidade com os padrões federais estabelecidos pela Environmental Protection Agency (EPA) para resíduos de agrotóxicos e 4.276 amostras de alimentos importados, e 90% estavam em conformidade com os padrões estabelecidos.

A FDA também testou o glifosato e o AMPA (o principal metabólito do glifosato) pela primeira vez em uma pequena faixa de produtos em 2016, incluindo milho, soja, ovos e leite. Os resultados mostraram que o glifosato foi encontrado em altos níveis, mas legais em soja e milho, mas não em ovos ou leite. Para mais informações e citações sobre o relatório em questão, consulte a notícia a notícia FDA releases pesticide residue report; scope of glyphosate testing inadequate, says Detox Project (por Elaine Watson) do Food Navigator de 2 de outubro de 2018. 

O diretor do Sustainable Pulse, Henry Rowlands, reagiu ao relatório da FDA: "Os níveis de glifosato encontrados na soja e no milho são uma grande preocupação. Em 1999, o "nível seguro" (MRL, em inglês) estabelecido pela EPA para soja foi elevado de 0,1 mg / kg (100 ppb) para 20 mg / kg (20.000 ppb) nos EUA e na Europa. Da mesma forma, em 2004, o Limite Máximo de Resíduo (LMR) do agrotóxico glifosato no Brasil para soja foi elevado de 0,2 mg / kg (200 ppb) para 10 mg / kg (10.000 ppb). Segundo a notícia, um estudo revisado de 2014 sugeriu que os ajustes nos LMRs foram feitos apenas em resposta aos observados aumentos reais de resíduos do agrotóxico glifosato na soja transgênica.

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Fiscalização de produtos de origem animal do Paraná: MAPA presta esclarecimentos à Afisa-PR

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Fiscalização de produtos de origem animal do Paraná: MAPA presta esclarecimentos à Afisa-PR

As opções de "gestão pública" em detrimento de parte da fiscalização de produtos de origem animal do governo do Paraná são equivocadas e possuem potencial para colocar em risco a segurança alimentar da população paranaense: o governo Richa nomeou o staff comissionado em turno para o órgão de fiscalização agropecuária do estado; o governo Borghetti o manteve

Inspection of products of animal origin of Paraná: map provides clarifications to AFIs-PR & The "public management" options to the detriment of part of the inspection of animal products of the Government of Paraná are misguided and have the potential to put in risk the food security of the Paraná population: the government of the Richa appointed the staff Commissioned in turn for the inspection of the State; The Borghetti government kept him

 

 

Preocupada com a segurança alimentar da população paranaense, a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) requereu do Ministério da Agricultura e do Abastecimento (MAPA) quais providências foram tomadas contra a Portaria 158 de 2014 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Em sua resposta, a Coordenação Geral de Articulação Institucional (CGAI) do MAPA, anexou documentos que comprovam a realização, em meados de 2016, de uma auditoria para verificação de possíveis não conformidades na fiscalização de produtos de origem animal do Paraná em frigoríficos sob chancela do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA). Esta auditoria em suas verificações constatou uma série de não conformidades que foram consideradas graves e que comprometiam a equivalência do serviço de inspeção de produtos de origem animal do Paraná com o SISBI, obtida em 2010. À época, as não conformidades encontradas implicaram a suspensão da prerrogativa de a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) indicar novos frigoríficos para o cadastro geral do SISBI-POA e que este órgão deveria corrigir de forma imediata as não conformidades descritas no relatório de auditoria.

Os documentos encaminhados pela CGAI informam que um parecer da Consultoria Jurídica (Conjur) do MAPA e uma decisão da Ministra Delaíde Miranda Arantes, da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), são desfavoráveis ao "modelo de serviço de inspeção privatizada" do Paraná, devendo a gerência de inspeção de produtos de origem animal da Adapar "buscar pela melhoria continua e sistemática com o objetivo de garantir a proteção à saúde pública e preservação dos interesses dos consumidores".

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Opinião da Direx: Paraná, suspensão da vacinação, área livre de febre aftosa, equipe gestora e fiscalização agropecuária pública

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Opinião da Direx: Paraná, suspensão da vacinação, área livre de febre aftosa, equipe gestora e fiscalização agropecuária pública

A "suspensão da vacinação, reconhecimento e manutenção de zona livre de febre aftosa sem vacinação" deve ser condicionada à comprovação de adequada prestação de serviço público na fiscalização do trânsito de animais e seus produtos derivados

Opinion of Direx: Paraná, suspension of vaccination, foot-and-mouth disease free area, management team and public agricultural inspection & "Suspension of vaccination, recognize and maintenance of a foot-and-mouth disease-free zone without vaccination" must be conditional upon proof of adequate public service provision in the surveillance of the transit of animals and their products derived

 

Imagem crédito: www.gmoutlook.com

 

No Diário Oficial do Estado de 13 de setembro, Edição 10273, páginas 29-30, publica a Portaria 248/2018 da autarquia de fiscalização agropecuária do estado que designa uma equipe gestora para um Plano Estratégico do Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PEFA) no âmbito do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), com vistas "à suspensão da vacinação, reconhecimento e manutenção de zona livre de febre aftosa sem vacinação", que são antigas propostas do governo estadual e "ideias-força" do sindicato ruralista patronal. Porém, "suspensão da vacinação, reconhecimento e manutenção de zona livre de febre aftosa sem vacinação" à revelia da Instância Central do Brasil, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e, sobretudo, de uma adequada prestação de serviço público em fiscalização agropecuária?

Essa equipe gestora, integrada por comissionados com deveres de lealdade e confiança, entre outras coisas, comprovará documentalmente a existência física e plena funcionalidade de cada um dos supostos 33 postos de fiscalização do trânsito de animais, vegetais e seus produtos derivados ao longo das regiões de fronteiras interestaduais do Paraná com Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul?

A Instância Central do Brasil comprovará documentalmente que cada um desses supostos postos estarão plenamente conformados ao Decreto 5.741, ou seja, nenhuma deles representará qualquer prejuízo à vigilância do trânsito interestadual de animais e vegetais?

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Carne de frango com Salmonella: relatório do RASFF da Comissão Europeia elencou o Brasil como "top 10" de rechaços nas fronteiras do UE

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Carne de frango com Salmonella: relatório do RASFF da Comissão Europeia elencou o Brasil como "top 10" de rechaços nas fronteiras da UE

Brasil: "Top 10 - number of notifications by country of origin". É preciso fiscalização agropecuária pública — credibilidade e confiabilidade — plena e de excelência. É preciso valorizar o fiscal agropecuário público

 

Fonte: The Rapid Alert System for Food and Feed 2017 Annual Report

 

Conforme a notícia Poultry issues dominate European Commission Rapid Alert System for Food and Feed annual report do britânico Poultry World de 26 de setembro, de acordo com um relatório animal recém-publicado pelo European Commission's Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF) da Comissão Europeia, os rechaços (notificações) nas fronteiras da União Europeia (UE) foram dominados pelos problemas encontrados na carne de frango e seus derivados.

O relatório final chamado The Rapid Alert System for Food and Feed 2017 Annual Report mostra que em 2017 o RASFF registrou 3.832 rechaços nas áreas de fronteiras, que visaram a segurança alimentar e a prevenção de riscos; destes, 942 foram classificados como "alerta", situação que estabelecia um risco grave para a saúde das pessoas e contra os quais foi necessária uma rápida ação da fiscalização agropecuária europeia.

Salmonella em carne de frango — Os tipos de risco que mais preocuparam a RASFF da Comissão Europeia vincularam-se à contaminação da carne de frango pela bactéria Salmonella. Em 2017, os rechaços de produtos à base de carne de frango contaminados por essa bactéria, além da contaminação do peixe-espada por mercúrio, foram os problemas mais frequentes relatado pelos controles oficiais de segurança alimentar nas fronteiras da União Europeia (UE). 

Resíduo do agrotóxico fipronil em ovos — O  RASFF também registrou um elevado número de rechaços relacionadas ao resíduo do agrotóxico fipronil em ovos, devido ao seu ilegal uso como "biocida". O problema do fipronil resultou na "troca mais intensa de informações" na história do RASFF e ajudou a rastrear e a remover os ovos contaminados com essa substância ilegal do mercado consumidor.

 

A Comissão Europeia, antes de eliminar 20 frigoríficos de carne de frango do Brasil, exigiu 100% de controles prévios para detecção de Salmonella

Conforme a notícia Exportação de carne: Comissão Europeia auditou o Brasil no início de 2018 desta associação de classe de 31 de julho, na Seção Antecedentes do relatório de auditoria DG(SANTE)2018-6460 efetuado pela Directorale-General for Health and Food Safety (DG)SANTE da Comissão Europeia foi descrito que a Polícia Federal desencadeou investigações na Operação Carne Fraca para descobrir irregularidades nos principais estados produtores de carne, envolvendo grandes FBOs (food business operators) e alegada corrupção entre servidores públicos. Esta situação levou a Comissão Europeia a realizar uma auditoria em maio de 2017, referente (DG(SANTE) 2017-6261. Esta auditoria identificou uma série de deficiências críticas, levantando sérias questões sobre não apenas a confiabilidade das garantias oferecidas pelos responsáveis brasileiros para abordar as recomendações anteriores de auditoria, mas mais geralmente sobre a credibilidade geral dos controles oficiais existentes e nas garantias fornecidas e atestadas em relação à carne e seus derivados que eram exportados à UE, que impediu a suspensão de todas as exportações de carne de cavalo; a suspensão da inclusão de novos frigoríficos autorizados para exportarem à UE e a exigência de 100% de prévios controles de detecção de Salmonella na carne de afrango, preparados de carne e produtos à base de carne para a exportação à União Europeia (UE).

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Opinião da Direx: a mudança de comando na DG(SANTE) da Comissão Europeia

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Opinião da Direx: a mudança de comando na DG(SANTE) da Comissão Europeia

Sem que se garanta plena credibilidade e confiabilidade —  que só a fiscalização agropecuária pública pode oferecer, para o desgosto dos neoliberais brasileiros —, o Brasil pode enterrar suas expectativas de "retomar a exportação" a pleno vapor de proteína animal para a União Europeia (UE). A intenção de privatizar a fiscalização agropecuária pública está absolutamente fora de cogitação

Opinion of the Direx: the change of command in DG (SANTE) of the European Commission to ensure full & Without credibility and reliability — that only agricultural public inspection oversight can offer, to the chagrin of the Brazilian neo-liberal —, the Brazil can bury their expectations of "resume export" the full blast of animal protein to the European Union (EU). The intention to privatize agricultural public inspection is absolutely out of the question

  

Crédito imagem: John Thys/AFP/Getty Images


Segundo a notícia "Brussels bulletin: A round-up of news and views from the EU" (por Niamh Michail) da Food Navigator de 14 de setembro, no início deste ano, a Saúde e Segurança dos Alimentos — DG(SANTE) da Comissão Europeia que, no início deste ano, auditou a inspeção pública de produtos de origem animal do Brasil: a consequência desta auditoria foi o Regulamento de Execução (UE) nº 2018/700.

A DG(SANTE) é responsável pela política europeia de saúde e segurança dos alimentos e pelo controle da aplicação da legislação na União Europeia (UE). Assim sendo, sem que se garanta plena credibilidade e confiabilidade —  que só a fiscalização agropecuária pública pode oferecer, para o desgosto dos neoliberais brasileiros —, o Brasil pode enterrar suas expectativas de "retomar a exportação" de proteína animal a pleno vapor para a União Europeia (UE). A intenção de privatizar a fiscalização agropecuária pública, por exemplo, está absolutamente fora de cogitação.

Não há mais espaço para qualquer amadorismo, ineficiência e politicagem contra o interesse público em fiscalização agropecuária tutelada pelo Estado.

A partir de 1º de outubro, Anne Bucher assumirá o cargo de diretora-geral da DG(SANTE). Bucher é cidadã francesa e trabalha na Comissão há 35 anos, onde se concentrou em economia e finança, desenvolvimento e política social e tributação. Nos últimos 10 anos, Bucher foi gestora sênior nas direções gerais da Comissão para assuntos econômicos e para redes de comunicação, conteúdos e tecnologia - DG(CONNECT). À Comissão, Bucher afirmou que traria sua posição de "experiência de sólida gestão e uma visão ampla das políticas da Comissão em uma variedade de áreas" que serão essenciais "nos momentos em que a gestão eficaz da saúde e da segurança alimentar está interligada com a economia e tecnologia".

Para um bom entendedor meia palavra basta.

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