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UE um passo mais perto da proibição total de três agrotóxicos tóxicos às abelhas

Agrotóxicos neonicotinóides à base dos ingredientes ativos clotianidina, imadaclopride e tiametoxam na mira da European Food Safety Authority (EFSA). E no Brasil? E no Estado do Paraná?

 

Abelhas UE

 

Com base na notícia One step closer to ban on three bee-toxic pesticides da Pesticide Action Network UK (PAN UK) de 28 de fevereiro, a European Food Safety Authority (EFSA)   Autoridade Europeia de Normas Alimentares ** publicou as revisões que tratam das evidências científicas sobre os danos causados às abelhas pelos agrotóxicos neonicotinóides. As revisões da EFSA, com aproximadamente 1000 artigos científicos, a levaram a concluir que os três agrotóxicos neonicotinóides — clotianidina, imidaclopride e tiametoxam — apresentam alto risco tóxico de dano tanto para as abelhas selvagens quanto para as abelhas domésticas.

Após a publicação desta revisão, o próximo passo é que os Estados-membros da União Europeia (EU Member States) e a Comissão Europeia (European Commission) decidam pela revogação da atual proibição temporária destes três agrotóxicos de forma a abranger todas as suas utilizações.

A PAN UK atua para que a proibição se torne permanente e que seja estendida para banir todos os usos desses três agrotóxicos neonicotinóides. A PAN UK pede também uma avaliação "rigorosa e robusta" de outros agrotóxicos neonicotinóides, incluindo o recém-surgido sulfloxaflor e ativos similares, para que não sejam repetidos os mesmos erros que foram cometidos no passado em detrimento das abelhas. A PAN UK também espera que o compromisso do governo do Reino Unido seja atendido e que qualquer proibição seja mantida após sua retirada da União Europeia.

Leia (em inglês) o relatório completo intitulado Evaluation of the data on clothianidin, imidacloprid and thiamethoxam for the updated risk assessment to bees for seed treatments and granules in the EU da EFSA.

Leia (em inglês) as perguntas e respostas Q&A: Conclusions on neonicotinoids 2018 sobre como a EFSA chegou às suas conclusões. 

Leia o Sumário Executivo do relatório em português Os Riscos Ambientais dos Pesticidas Neonicotinoides: uma análise das evidências pós – 2013

 

Já no Brasil… 

De acordo com a notícia Agrotóxico ameaça vida das abelhas e de outros animais do Greenpeace Brasil de 16 de janeiro:

"(...) Enquanto a Europa estuda estender o banimento dos neonicotinoides de parcial para integral em suas lavouras, o governo brasileiro ainda permite o uso dessas substâncias à torto e à direito. E muitas vezes, esses agentes químicos não são aplicados diretamente nas plantas, mas pulverizados por aviões — uma prática que é perigosa por si só.

Mesmo sob os critérios da lei, a pulverização aérea é extremamente perigosa pois ela raramente atinge apenas o seu alvo, a lavoura – boa parte do veneno se perde pelo ambiente. Estima-se que esse desperdício é de ao menos 30%, mas em alguns casos pode ultrapassar de 70%. O que piora muito essa situação é que a prática é raramente realizada com responsabilidade e dentro da legalidade, ou seja, atingindo frequentemente zonas vizinhas habitadas como comunidades, escolas, meios aquáticos como rios, lagos e lagoas onde a água é captada para consumo, causando a contaminação dessas áreas e a intoxicação da vida animal, vegetal e humana.

Alguns estados estudam acabar com a prática, como o Rio Grande do Sul, onde tramita o Projeto de Lei (PL) 263/2014, que visa proibir a pulverização aérea de agrotóxicos em todo o território gaúcho. Mas por enquanto ainda é permitido em praticamente todo o país, seja de neonicotinoides ou não.

São Paulo é outro estado que possui iniciativas para mudar essa realidade. Tramitam dois Projetos de Lei (PL) na Assembleia Legislativa do Estado: o PL 406/2016, que proíbe o uso e a comercialização de agrotóxicos que contenham clotianidina, tiametoxam e imidaclopride (todos neonicotinoides) em sua composição, e o PL 405/2016, que veta a pulverização aérea de defensivos agrícolas no estado."

Leia (em francês) o novo relatório do Greenpeace Risques enrirnnementaux des pesticides néonicotinoïdes

 

A França proibiu os agrotóxicos neonicotinóides clotianidina, imidacloprida, tiametoxam, tiaclopride e acetamipride

Conforme a notícia France becomes first country in Europe to ban all five pesticides killing bees do The Telegraph de 31 de agosto, a França deu um passo radical no último sábado para proteger sua população de abelhas, tornando-se o primeiro país da Europa a proibir todos os cinco agrotóxicos que os pesquisadores apontam como matadores de abelhas.

A medida para proibir os cinco agrotóxicos neonicotinóides foi saudada por apicultores e ambientalistas, mas os produtores de cereais e de beterraba açucareira alertam que isso poderia deixá-los indefesos na proteção de cultivos valiosos contra outros insetos nocivos.

Ao impor a proibição geral, a França está indo além da restrição da União Europeia, que votou pela proibição do uso de três agrotóxicos neonicotinóides — clotianidina, imidacloprida e tiametoxam — em campos abertos de cultivo, a partir de 19 de dezembro.

A França proibiu esses três, juntamente com o tiaclopride e o acetamipride, não apenas ao ar livre, mas também em estufas.

 

Estudo da Universidade do Texas liga o agrotóxico glifosato à morte de abelhas

Segundo a notícia Glyphosate Linked to Bee Deaths in Shocking New University of Texas Study do Sustainable Pulse de 24 de setembro, o agrotóxico mais usado no mundo também pode indiretamente matar abelhas. Uma nova pesquisa da Universidade do Texas em Austin mostra que as abelhas expostas ao agrotóxico glifosato, o ingrediente ativo do Roundup, perdem algumas das bactérias benéficas em suas entranhas e são mais suscetíveis à infecção e à morte por bactérias nocivas.

Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que o agrotóxico glifosato pode estar contribuindo para o declínio das abelhas e abelhas nativas em todo o mundo.

"Precisamos de melhores diretrizes para o uso do glifosato, especialmente em relação à exposição das abelhas, porque as de agora presumem que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida", disse Erick Motta, estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, juntamente com a professora Nancy Moran. "Nosso estudo mostra que isso não é verdade".

Os resultados são publicados na revista Proceedings of National Academy of Sciences.

Como o glifosato interfere com uma importante enzima encontrada em plantas e microorganismos, mas não em animais, há muito tempo os chamados reguladores (que concedem registros) o consideram não tóxico para animais, incluindo humanos e abelhas. Mas este último estudo mostra que alterando o microbioma intestinal de uma abelha - o ecossistema de bactérias que vivem no trato digestivo da abelha, incluindo aquelas que o protegem de bactérias nocivas - o glifosato compromete sua capacidade de combater infecções (...)."

 

Glifosato: o agrotóxico mais utilizado no mundo danifica as bactérias benéficas nas entranhas das abelhas e as torna mais propensas a infecções mortais

Segundo a notícia Monsanto's global weedkiller harms honeybees, research finds do The Guardian de 24 de setembro de 2018, uma nova pesquisa descobriu que o agrotóxico mais utilizado no mundo danifica as bactérias benéficas nas entranhas das abelhas e as torna mais propensas a infecções mortais.

Estudos anteriores mostraram que certos agrotóxicos como os neonicotinóides causam danos às abelhas, cuja polinização é vital para cerca de três quartos de todas as culturas alimentares. O glifosato, fabricado pela Monsanto, tem como alvo uma enzima encontrada apenas em plantas e bactérias. No entanto, o novo estudo mostra que o glifosato danifica a microbiota que as abelhas precisam para crescer e combater patógenos que as atacam. As descobertas mostram que o glifosato pode contribuir para o declínio global das abelhas, juntamente com a perda de habitat.

Erick Motta e seus colegas da Universidade do Texas em Austin, EUA, em seu novo artigo afirmaram que "demonstraram que as abundantes espécies da microbiota intestinal dominantes diminuem nas abelhas expostas ao glifosato em concentrações existentes no ambiente". Eles descobriram que as abelhas operárias jovens expostas ao agrotóxico glifosato morreram com mais frequência quando mais tarde foram também expostas a uma bactéria comum.

Segundo a notícia do The Guardian, outra pesquisa, da China e publicada em julho de 2018, mostrou que as larvas de abelhas crescem mais lentamente e morrem com mais frequência quando expostas ao glifosato. Um estudo anterior, em 2015 , mostrou que a exposição de abelhas adultas ao agrotóxico em níveis nos campos onde foi pulverizado "prejudica as capacidades cognitivas necessárias para um retorno bem-sucedido à colmeia".

"O maior impacto do glifosato nas abelhas é a destruição das flores silvestres das quais elas dependem", disse Matt Sharlow, do grupo de conservação Buglife. "As evidências até o momento sugerem que a toxicidade direta para as abelhas é bastante baixa, no entanto, o novo estudo demonstra claramente que o uso de agrotóxicos pode ter consequências não intencionais significativas".

 

Equipe de pesquisa documenta as principais alterações comportamentais em abelhas expostas ao imidacloprido com o uso de um sistema de câmeras roboticamente guiadas

A notícia Research Team Documents Key Behavioral Changes in Bumblebees Exposed to Neonic Imidacloprid Using Robot-Guided Camera System da Hygeia Analytics de 5 de dezembro de 2018, alerta que os agrotóxicos neonicotinóides não são bons para abelhas e outros insetos polinizadores, mesmo em níveis muito baixos de exposição. Sabe-se que o imidacloprido é o único agrotóxico altamente tóxico para as abelhas já descoberto, superando de perto o primeiro, o paration metílico.

Os cientistas ainda tentam descobrir como e a razão de o imidacloprido parece provocar o colapso das colmeias de abelhas e dos insetos polinizadores silvestres em níveis de exposição bem abaixo do que seria suficiente para matar as abelhas.

Em um novo estudo publicado na revista Science no mês passado, uma equipe liderada por pesquisadores de Harvard usou métodos de alta tecnologia para medir o impacto do imidacloprido sobre o comportamento das abelhas.

Nesse modelo experimental, o comportamento das abelhas foi monitorado por um sistema de câmeras roboticamente guiadas sobre as colônias de abelhas. Havia 18 colônias ao todo, e cada uma tinha acesso a uma câmara de forrageio abastecida com néctar. Metade das colônias foram alimentadas com néctar contendo quantidades do agrotóxico imidacloprido equivalentes à exposição ambiental real como nos campos tratados com o agrotóxico.  A outra metade (o grupo controle) foi alimentada com néctar livre do agrotóxico.

A câmera robótica foi capaz de monitorar de uma só vez até 12 colônias. Além disso, abelhas individuais foram marcadas com códigos QRs simples, para que a câmera pudesse rastrear o comportamento individual de cada abelha.  Isso significa que os pesquisadores agora têm "uma plataforma automatizada e robótica para monitoramento contínuo e multicolônias de abelhas exclusivamente identificadas" (Crall et al., 2018).

"Muita coisa acontece à noite nos ninhos de abelhas, incluindo a alimentação e o cuidado das novas", escreve Stephanie Parker em um artigo sobre a pesquisa publicado no Mongabay.com. Mas, "a noite é frequentemente pouco estudada quando se trata de observar os impactos dos neonicotinóides nas populações de abelhas" (Parker, 2018).

O sistema de câmeras funcionou bem e os pesquisadores observaram algumas mudanças distintas de comportamento nas abelhas expostas ao agrotóxico imidacloprido quando comparadas com às do grupo controle. Em particular, o agrotóxico prejudicou a capacidade de termorregulação das colônias expostas, o que é fundamental à medida que as temperaturas sobem e descem nas colmeias lotadas.

A dificuldade em regular a temperatura afetou mais o desenvolvimento das abelhas jovens e larvas. Em todas as colônias que foram expostas ao agrotóxico imidacloprido, as abelhas operárias não construíram uma importante cobertura de cera sobre os ovos, larvas e pupas em desenvolvimento — o comportamento normal das abelhas durante os períodos de frio. "Esse comportamento foi completamente eliminado em colônias expostas ao agrotóxico”, disse o autor James Crall no artigo de Parker. As colónias de controle responderam às temperaturas frias construindo as coberturas de cera, ou seja, o comportamento normal das abelhas.

Outro comportamento incomum foi observado nas abelhas expostas ao imidacloprido, incluindo uma tendência a permanecer nas bordas de seu ninho e passar "menos tempo alimentando, cuidando do ninho e interagindo com os companheiros de ninho". De fato, as abelhas expostas ao agrotóxico "eram menos ativos em geral do que as abelhas que tinham acesso ao néctar sem agrotóxico" (Parker, 2018).

Dada a natureza complexa das interações sociais em uma colônia de abelhas e o papel crítico que desempenha na divisão de tarefas que permite que uma colônia sobreviva, esse tipo de impacto comportamental é preocupante. Dado que os agrotóxicos neonicotinóides também têm mostrado impacto no forrageamento e infecções, essas novas descobertas se somam às razões pelas quais agricultores e reguladores precisam encontrar formas mais eficazes de proteger os polinizadores dos quais os agricultores e consumidores dependem.

Para mais informações sobre os impactos dos agrotóxicos neonicotinóides sobre os insetos polinizadores, consulte o relatório da Sociedade Xerces para Conservação de Invertebrados How Neonicotinoids Kill Bees (como os neonicotinóides matam as abelhas). O relatório completo e o resumo executivo estão disponíveis on-line. Eles também desenvolveram um banco de dados de artigos de pesquisa sobre impactos dos agrotóxicos em polinizadores, aqui disponível.

 

Afisa-PR

Opinião da Afisa-PR

O interessante é que o Decreto 4.074 de 2002 exige em seu art. 8º que "os agrotóxicos, seus componentes e afins só poderão ser produzidos, manipulados, importados, exportados, comercializados e utilizados no território nacional se previamente registrados no órgão federal competente, atendidas as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente"

 

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O interessante é que o Decreto 4.074 de 2002 exige em seu art. 8º que "os agrotóxicos, seus componentes e afins só poderão ser produzidos, manipulados, importados, exportados, comercializados e utilizados no território nacional se previamente registrados no órgão federal competente, atendidas as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente".

Segundo seu art. 7º, II, o Ministério do Meio Ambiente é obrigado a "realizar a avaliação ambiental, dos agrotóxicos, seus componentes e afins, estabelecendo suas classificações quanto ao potencial de periculosidade ambiental". O citado Decreto, inclusive, proíbe (art. 31, VIII) o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins "cujas características causem danos ao meio ambiente".

O mais interessante ainda é que os agrotóxicos neonicotinóides, à base de nicotina, notórios neurotóxicos, constituem um  grande risco não apenas às abelhas, ameaçadas de extinção, mas também, para outros animais como borboletas, aves e insetos. As abelhas do mundo inteiro estão ameaçadas sobretudo pelos neonicotinóides, e isso não é mais novidade para ninguém.

Desde 2008 a comunidade internacional discute os perigos dos agrotóxicos neonicotinóides. Em 2013, a União Europeia (UE) proibiu parcialmente sua aplicação nas lavouras, como forma de proteger as populações de abelhas, insetos fundamentais para a produção agrícola e que se encontram em forte declínio. Um novo relatório do Greenpeace publicado na Europa aponta que agrotóxicos neonicotinóides impõem um sério risco não apenas às abelhas, mas também para diversas outras espécies.

 

Já no Brasil…

Enquanto outros países estudam o banimento parcial ou integral dos agrotóxicos neonicotinoides em suas lavouras, os governos brasileiros os liberam "sob égide" das legislações federal (registro) e estadual (cadastramento). Será que a legislação vigente nesta plaga é para inglês ver?

Modificado em 10-12-2018 em 10:33

 

Informações vinculadas:

4-1-2019 - Gaz & Contaminação por agrotóxico mata cerca de 12 milhões de abelhas [Seis famílias de apicultores tiveram perda total das colmeias no dia 31 de dezembro]

3-1-2019 - Sul21 & Cerca de 12 milhões de abelhas morrem contaminadas por agrotóxico no norte do RS [Cerca de 200 colmeias, com uma população estimada de 12 milhões de abelhas, foram dizimadas nos últimos dias de 2018, na Linha Progresso, localizada no município de São José das Missões, região norte do Rio Grande do Sul. Seis famílias de apicultores tiveram perda total em suas colmeias, uma de suas principais fontes de renda]

5-12-2018- Hygeia analytics & Research Team Documents Key Behavioral Changes in Bumblebees Exposed to Neonic Imidacloprid Using Robot-Guided Camera System [We know that neonicotinoid insecticides are no-good for bees and other pollinators, even at very low levels of exposure. We know the major neonic — imidacloprid (Admire®) — is the single most acutely toxic pesticide to bees ever discovered, narrowly edging out the former #1 methyl parathion. But scientists are still trying to figure just how and why neonics seem to trigger honeybee and wild pollinator colony collapse at exposure levels well below those sufficient to kill bees outright. In a new study published in the journal Science last month, a team led by researchers from Harvard used high-tech methods to measure the impact of the imidacloprid on bumblebee behavior]

21-11-2018 - Mongabay & Camera-wielding robot records effects of pesticide on bees' behavior ["It's easy to quantify if insects are dead," said Harvard post-doctoral fellow James Crall, lead author of the recent study "Neonicotinoid exposure disrupts bumblebee nest behavior, social networks, and thermoregulation." What’s more challenging, according to Crall, is studying behavioral changes in living insects, specifically bees in this case. It’s now well-known that bees, vital to crop production and the survival of flowering plants, are in trouble. Neonicotinoid compounds, the most popular type of insecticides, have been shown in various studies to negatively impact wild bee populations as well, most notably by reducing colony sizes. However, the specific ways that these compounds shrink a colony’s size is still not well-understood. That’s where the robot comes in]

9-11-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & O relatório da ONU contra os agrotóxicos não pode ser esquecido ["Usar mais agrotóxicos não tem nada a ver com a eliminação da fome. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somos capazes de alimentar 9 bilhões de pessoas hoje. A produção está definitivamente aumentando, mas o problema é a pobreza, a desigualdade e a distribuição [de alimentos]". — Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação]

16-10-2018 - The Guardian & Invasion of the ‘frankenbees’: the danger of building a better bee [Beekeepers are sounding the alarm about the latest developments in genetically modified pollinators]

27-9-2018 - Galileu & Agrotóxico mais usado no mundo está ajudando a exterminar abelhas [Segundo estudo, o glifosato, princípio ativo do Roundup da Monsanto, afeta o microbioma intestinal das abelhas e as deixa vulneráveis à infecções]

24-9-2018 - Sustainable Pulse & Glyphosate Linked to Bee Deaths in Shocking New University of Texas Study [The world’s most widely used weedkiller glyphosate may also be indirectly killing bees. New research from The University of Texas at Austin shows that honey bees exposed to glyphosate, the active ingredient in Roundup, lose some of the beneficial bacteria in their guts and are more susceptible to infection and death from harmful bacteria]

24-9-2018 - The Guardian & Monsanto's global weedkiller harms honeybees, research finds [Glyphosate – the most used pesticide ever – damages the good bacteria in honeybee guts, making them more prone to deadly infections] 

13-9-2018 - Greenpeace & S.O.S., as abelhas pedem socorro [O doce das abelhas vai muito além do mel. Esses insetos oferecem um serviço de valor inestimável: a polinização. Colocá-las sob ameaça é um tiro no pé]

7-9-2018 - Sustainable Pulse & France Becomes First Country in Europe to Ban All Bee Killing Neonics [France took a radical step towards protecting its dwindling bee population last Saturday by becoming the first country in Europe to ban five pesticides researchers believe are killing off insects]

1-9-2018 - Le Monde & Les pesticides néonicotinoïdes désormais interdits pour protéger les abeilles [Disponibles depuis le milieu des années 1990, les néonicotinoïdes sont devenus les insecticides les plus utilisés dans le monde]

31-8-2018 - The Telegraph & France becomes first country in Europe to ban all five pesticides killing bees [France will take a radical step towards protecting its dwindling bee population on Saturday by becoming the first country in Europe to ban all five pesticides researchers believe are killing off the insects]

30-8-2018 - UOL & Abelhas criam dependência em pesticidas como humanos se viciam em nicotina

29-8-2018 - The Guardian & 'Like nicotine': Bees develop preference for pesticides, study shows [Insects’ acquired taste for pesticide-laced food is similar to nicotine addiction in smokers, say scientists]

29-8-2018 - Imperial College London & The more pesticides bees eat, the more they like them [Bumblebees acquire a taste for pesticide-laced food as they become more exposed to it, a behaviour showing possible symptoms of addiction] 

29-8-2018 - The Royal Society & Foraging bumblebees acquire a preference for neonicotinoid-treated food with prolonged exposure

4-8-2018 - The Guardian & Trump administration lifts ban on pesticides linked to declining bee numbers [Environmentalists say lifting the restriction poses a grave threat to pollinating insects]

6-5-2018 - Rede Brasil Atual & MPF aponta série de inconstitucionalidades no 'Pacote do Veneno' [Relatório do ruralista Luiz Nishimori, que deve ser votado nesta terça (8), ignora os efeitos à saúde e ao meio ambiente e permite o registro de produtos que causam câncer e malformações]

4-5-2018 - Rede Brasil Atual & Conselho Nacional de Saúde recomenda veto ao ‘Pacote do Veneno’ [Para o órgão do Ministério da Saúde, projeto aumenta a permissividade e flexibilização do uso de agrotóxicos ao reduzir a atuação dos órgãos de saúde e meio ambiente, ampliando a competência do setor agrícola]

30-4-2018 - Afisa-PR & União Europeia (UE) proibirá totalmente o uso externo de três agrotóxicos neonicotinóides [O uso externo será totalmente proibido e os agrotóxicos neonicotinóides imidaclopride, clotianidina e tiametoxame só poderão ser usados em estufas permanentes sem contato com as abelhas]

27-4-2018 - European Commission - Daily News & Protecting bees: EU set to completely ban outdoor use of pesticides harmful to bees

27-4-2018 - European Commission & Current status of the neonicotinoids in the EU [27 April 2018: Member States endorsed the Commission's proposals to completely ban the outdoor uses of the three active substances (...) The Commission will adopt the Regulations in the coming weeks] 

27-4-2018 PAN UK & A win for all pollinators/Grat result for pollinators as ban on bee-toxic pesticides made permanent [The new restrictions amount to an almost complete ban since the three neonictoinoids in question – clothianidin, imidacloprid and thiamethoxam – are no longer allowed to be used on any crop that is grown outdoors. The only permitted use is for plants that are grown within a permanent greenhouse and spend their entire lifecycle, from germination to harvest, inside]

28-2-2018 - European Food Safety Authority & Neonicotinoids: risks to bees confirmed [Most uses of neonicotinoid pesticides represent a risk to wild bees and honeybees, according to assessments published today by EFSA. The Authority has updated its risk assessments of three neonicotinoids – clothianidin, imidacloprid and thiamethoxam – that are currently subject to restrictions in the EU because of the threat they pose to bees] 

23-2-2018 - Pesticide Action Network (PAN UK) & One step closer to ban on three bee-toxic pesticides

16-1-2017 - Greenpeace Brasil & Agrotóxico ameaça vida das abelhas e de outros animais [Pesticidas à base de nicotina são grande risco não apenas às abelhas, ameaçadas de extinção, mas também para outros animais como borboletas, aves e insetos]

18-12-2017 - Rede Brasil Atual & Para governo Temer, parceria com setor do agrotóxico para pesquisar abelhas é 'avanço' [Especialistas ouvidos pela RBA defendem pesquisas públicas e isentas, sem financiamento direto e a influência dos fabricantes de produtos relacionados à mortandade dos insetos que atuam na reprodução vegetal]

5-10-2017 - The Guardian & Honey tests reveal global contamination by bee-harming pesticides [Neonicotinoid insecticides are found in 75% of global honey samples and half contain a cocktail of chemicals]

31-7-2017 - Stupnik & Mel venenoso: 'ingrediente de Monsanto' está matando apicultura [O uso do polêmico herbicida glifosato em plantações de soja está causando dores de cabeça em outros setores agrícolas]

7-3-2017 - Rede Brasil Atual & Mortandade de abelhas por agrotóxicos põe em risco produção de alimentos e biodiversidade [Mais do que produzir mel, elas são fundamentais na polinização de mais de 70% das culturas agrícolas, da flora e têm papel importante na preservação das matas e florestas]

16-7-2013 & European Commission & Bee Health: EU takes additional measures on pesticides to better protect Europe’s bees

s/d - Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Europeias (APACAME) & Um alerta sobre os prejuízos causados pelos pesticidas na apicultura e meliponicultura no Brasil

 

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