Afisa-PR

Paraná perde mais 10 fiscais agropecuários veterinários para o Ministério da Agricultura

E continuará a perder mais, se nada for feito!

 

 

 

Com base no Edital ESAF 27 de 27 de março de 2018, que trata do resultado final do concurso público para provimento de cargos de auditor fiscal federal agropecuário médico veterinário para suprir o quadro de pessoal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a carreira própria de fiscais veterinários da fiscalização agropecuária do Estado do Paraná perdeu mais 10 fiscais em prejuízo da vigilância e defesa sanitária animal, fiscalização do trânsito de animais e seus derivados e inspeção de origem animal (segurança alimentar).

O governo Richa propagandeia que nomeou, via o Decreto 8.650, mais 20 fiscais agropecuários veterinários para a carreira própria da autarquia responsável. Para a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) esse contingente recém-nomeado, obviamente, é flagrantemente insuficiente, ainda mais para um governo que há anos promete a condição de área livre de febre aftosa sem vacinação.

O governo Richa mal nomeou alguns novos fiscais agropecuários e já é alvo de nova e grave defasagem, diante da perda de mais 10 fiscais agropecuários médicos veterinários que migrarão, em virtude de um justo subsídio em início de carreira, para o serviço público federal.

O crônico problema — fator limitante — da fiscalização agropecuária do Paraná, que impede a formação de um quadro de fiscais agropecuários adequado, qualificado, estável e permanente, concentra-se no injusto subsídio pago em início de carreira, que decorre de uma tabela de subsídios mal construída, que anuí injusta e gritante diferença entre os subsídios de início e fim de carreira.

A carreira própria foi criada em 2012 e desde então está estagnada, pois não sofreu nenhum aperfeiçoamento corretivo na sua tabela de subsídios. Após quase 7 anos de sua criação, a gestão governamental em turno não resolveu até o presente momento um crônico problema que prejudica a fiscalização agropecuária pública do estado.

Enquanto as autoridades responsáveis não atuarem administrativamente e politicamente para resolver o crônico problema que se concentra no injusto subsídio em início de carreira do fiscal agropecuário do Paraná, não haverá contingente adequado para atender fundamental e estratégia atividade do Poder Público, em prejuízo de um estado altamente dependente da sua agropecuária.

Diante dessa gravíssima conjuntura, o mais inaceitável é que o sindicalismo patronal, que apoia e faz coro pela “área livre de febre aftosa sem vacinação”, investiu sobre os deputados da ALEP para que eles aprovassem leis que reduziram/reduzirão de forma real, pela ausência das  constitucionais revisões gerais anuais de 2017 (8,53%), de 2018 (2,76%) e, tudo indica, de  2019 (4,5%), os já injustos subsídios em início de carreira em prejuízo financeiro de centenas de fiscais agropecuários.

Atualizado em 21-11-2018 às 10:54

 

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