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EUA: as perigosas drogas flagradas na carne

Como é tratada essa questão no Brasil? E no Paraná, onde os frigoríficos habilitados sob a chancela estadual operam com "fiscalização" terceirizada? A segurança alimentar da população é uma questão muito séria! É preciso fiscalização agropecuária pública (e não privatizada ou terceirizada) plena e de excelência. É preciso valorizar o fiscal agropecuário público

USA: the dangerous drugs found in meat is treated As this issue & in Brazil? And in Parana, where enabled refrigerators under the State certification operate with "oversight" outsourced? The food security of the population is a very serious issue! Agricultural surveillance is needed (and not privatized or outsourced) full and excellence. It is necessary to value the agricultural inspection

 

Crédito imagem: https://www.consumerreports.org 

 

[Tradução livre] Segundo a notícia "Are Banned Drugs in Your Meat?" (por Rachel Rabkin Peachman e reportagem adicional de Lea Ceasrine) do Consumer Reports de 29 de agosto, as drogas cetamina, um alucinógeno e antidepressivo experimental; fenilbutazona, um anti-inflamatório considerado de uso muito arriscado às pessoas e cloranfenicol, um poderoso antibiótico ligado à anemia potencialmente fatal às pessoas. Todas estas drogas, segundo a notícia em questão, são proibidas nos EUA na carne de gado, de aves e de suínos. O Consumer Reports questiona, entre outras coisas, como estas drogas estão presentes na carne; o que se conhece sobre seus riscos em prejuízo da saúde das pessoas e o que pode ser feito para mantê-las longe da carne consumida pela população.

No entanto, dados do próprio governo dos EUA obtidos pelo Consumer Reports, sugerem que quantidades mínimas destas e de outras drogas proibidas ou severamente restritas, podem aparecer na carne com mais frequência do que anteriormente se sabia. Os dados — além da análise de outros documentos oficiais e de entrevistas com agricultores, especialistas do setor, funcionários do governo e médicos —, levantaram sérias preocupações sobre as salvaguardas postas em prática para proteger o fornecimento de carne saudável nos EUA.

As preocupações começam com a forma como o gado, aves e suínos são criados nos EUA. E eles incluem perguntas sobre como o governo dos EUA — através do United States Department of Agriculture (USDA) e do Food Safety and Inspection Service (FSIS) — fiscaliza e testa a carne proveniente do abaste destes animais e como ocorre a investigação e imposição de punições contra as proibições das normas de segurança alimentar. Os dados vêm do próprio FSIS, o serviço oficial do governo encarregado de garantir a segurança alimentar da carne fornecida nos EUA. Segundo a notícia em questão, Emilio Esteban, Ph.D., cientista-chefe do FSIS, sustenta que os "resultados devem ser desconsiderados porque vieram de testes de rastreamento não confirmados". De fato, segundo a notícia, "permanece muito incerto os resultados" dos testes; por um lado, nem sempre é claro como as drogas acabam na carne, embora os especialistas tenham algumas ideias, incluindo a contaminação e o uso intencional indevido. Existem também dúvidas sobre se as quantidades de resíduos dessas drogas encontradas na carne representam potenciais riscos às pessoas, em parte "porque existem poucas pesquisas para investigar essa possibilidade".

Ainda assim, os cientistas de segurança alimentar da Consumer Reports e outros especialistas consultados por ele, afirmam que são significativos e preocupantes os resultados dos testes de drogas na carne nos EUA. "Estes resultados são críveis o suficiente para que se espere que o governo leve a sério os sinais de alerta", diz James E. Rogers, Ph.D., que por 13 anos foi micro biólogo no FSIS, antes de se tornar diretor de pesquisa e testes de segurança alimentar na Consumer Reports: "você esperaria que esses resultados levassem o FSIS à investigar por que essas drogas podem [na carne] estar presentes; que riscos elas [às pessoas] poderiam representar e o que poderia ser feito para proteger os consumidores".

 

Como os dados relacionados às drogas na carne foram fornecidos pelo governo dos EUA

Os dados foram fornecidos pelo governo dos EUA em decorrência de uma solicitação amparada na Freedom of Information Act — análoga à Lei de Acesso à Informação do Brasil —, como parte de uma ação judicial em curso que é movida por várias organizações de proteção da segurança alimentar contra o frigorífico Sanderson Farms, uma dos maiores produtores de carne de frango dos EUA. Essas organizações alegam que o Sanderson Farms faz "alegações enganosas" sobre a carne de frango que produz, pois alega que ela é "natural e livre de antibióticos". O frigorífico, contudo, nega que seus rótulos sejam enganosos. Porém, segundo a notícia da Consumer Reports, "os dados levantaram questões" para além de apenas um frigorífico ou classe de drogas.

Os dados mostraram que centenas de amostras de carne de gado, de aves e de suínos "pareciam mostrar resíduos de drogas que, segundo o governo, nunca deveriam ser usadas nos animais". Outras amostras apresentaram evidências de drogas que não deveriam estar presentes no organismo dos animais "no momento em que foram abatidos". As amostras vieram de grandes e pequenos frigoríficos, e "incluíam carne destinada para os supermercados, restaurantes, hospitais, escolas entre outros lugares".

A notícia em questão alega que "os funcionários do FSIS tomaram pouca ou nenhuma ação" diante dos dados apresentados. E quando foi solicitado para explicar os motivos da inação, Emilio Esteban, cientista-chefe do FSIS, alegou que "as amostras não atendem a vários critérios usados" pelo FSIS "para decidir quando uma amostra requer testes de acompanhamento". Esteban disse "que alguns resultados vieram de testes que nunca foram validados para certos animais ou drogas" e "que, em muitos casos, os resultados estavam abaixo do nível" que o FSIS "considera preocupante". Posteriormente, o FSIS divulgou um segundo conjunto de dados que, segundo Esteban, "refletia os resultados dos testes, depois que esses critérios foram aplicados e que invalidaram os resultados iniciais". Em uma resposta por escrito, um porta-voz do FSIS afirmou que seria "enganoso relatar dados preliminares não confirmados, uma vez que esses dados não representam nenhum risco à saúde pública [e] aos consumidores".

Porém, os cientistas de segurança alimentar da Consumer Reports discordaram das opiniões do FSIS, pois sustentam que os testes e a metodologia utilizados pelo FSIS para verificação de presença de resíduos nocivos de drogas na carne "são rigorosos, capazes de detectar até mesmo quantidades muito pequenas de drogas". Os cientistas da Consumer Reports também observaram "que os [níveis de resíduos] cortes do FSIS parecem muito mais altos do que os usados ​​por outros cientistas", mesmo por outros órgãos do governo dos EUA. E em documentos fornecidos à Consumer Reports, o FSIS reconheceu que, mesmo para drogas que não deveriam estar presentes na carne, ele "define seus pontos de corte acima do que o teste pode mensurar". O Consumer Reports alega que a análise que fez sobre os dados fornecidos pelo governo permitiu identificar "[de carne] muitas amostras com resultados acima do próprio ponto de corte" estabelecido pelo FSIS.

 

A metodologia para detectar drogas na carne

Os resultados analisados pelo Consumer Reports, que abrangeram testes realizados entre os meses de outubro de 2015 a setembro de 2016, são provenientes de cerca de 6.000 amostras aleatoriamente selecionadas pelo FSIS em frigoríficos de todo os EUA. As amostras foram enviadas para um laboratório e testadas com um dispositivo capaz de medir dezenas de compostos de uma só vez, muitas vezes até o nível de partes por trilhão.

Esse dispositivo, que o FSIS começou a usar em 2012, substituiu a tecnologia que mensurava menos drogas e apenas o nível de partes por milhão, alega o médico veterinário Parthapratim Basu, que por 35 anos trabalhou no FSIS,  antes de se aposentar em janeiro de 2018 como veterinário-chefe de saúde pública (atualmente, segundo a notícia, Basu presta consultoria para um escritório de advocacia que representa o frigorífico Sanderson Farms).

Basu e outros especialistas dizem que o FSIS estabeleceu [níveis de resíduo] cortes maiores — que se chama de "nível mínimo de aplicabilidade" — minimum level of applicability (MLA) —, em parte como resposta à nova tecnologia capaz de mensurar até o nível de partes por trilhão. "O equipamento analítico ficou tão sensível que é possível detectar coisas que você não encontraria há 20 anos", diz Robert Poppenga, Ph.D., professor de toxicologia veterinária no California Animal Health & Food Safety Laboratory System da Universidade da California em Davis, que também trabalhou no FSIS. Usar o nível mínimo de aplicabilidade, alega Poppenga, oferece "às autoridades alguma flexibilidade, pois se encontrarem algo em um nível muito baixo, não precisam necessariamente tomar medidas regulatórias".  "É um sistema perfeito?", alega Poppenga. "Provavelmente não. Mas não temos recursos para fazer uma avaliação de risco para todos os possíveis produtos químicos que possam estar [na carne] presentes".

Alguns especialistas, no entanto, temem que, ao se "confiar em [limite de resíduos] cortes mais altos", o FSIS esteja a ignorar "possíveis ameaças à saúde" das pessoas. Algumas pesquisas, incluindo uma revisão de 2015 no Journal of Veterinary Science & Toxicology, sugerem que a exposição prolongada a baixos níveis de resíduos de drogas presentes na carne pode aumentar o risco de câncer, danos fetais, resistência a antibióticos e muito mais.

Os especialistas também se preocupam com o fato de que o FSIS não esteja conseguindo fiscalizar e investigar completamente o problema das drogas presentes na carne. "Qualquer serviço que é responsável deve entender como a contaminação é generalizada", diz Charles Benbrook, Ph.D., professor visitante na Bloomberg School of Public Health da Universidade Johns Hopkins, que prestou consultoria às organizações de defesa da segurança alimentar contra no processo que movem contra o frigorífico Sanderson Farms. "Certamente [isso] deveria ter [como] resultado [uma] em ação agressiva... para descobrir por que essas drogas [são encontradas] entram em produtos de origem animal".

 

"Regulamento inconsistente"

Outros serviços do governo dos EUA parecem se preocupar com as drogas presentes na carne, mesmo em níveis abaixo do ponto de corte utilizado pelo FSIS. A Food and Drug Administration (FDA), por exemplo, "bloqueou o camarão [importado] da Malásia porque continha cloranfenicol em níveis tão baixos quanto 0,3 partes por bilhão". Em contraste, o limite regulatório do FSIS para a presença do cloranfenicol na carne é de 3 ppb, uma quantidade 10 vezes maior.

De acordo com um relatório de 2014 do Government Accountability Office (GAO), a Environmental Protection Agency (EPA) também discordou dos pontos de corte aplicados pelo FSIS. O relatório do GAO observou que "para os produtos nacionais e importados derivados da carne e ovos processados, os dados disponíveis mais recentes" do FSIS do USDA entre 2000 a 2011, mostram que o Serviço "encontrou uma baixa taxa de violação de resíduos de agrotóxicos" e "seus dados tinham limitações"; especificamente, para este período, "o FSIS não testou carne, aves e produtos de ovos processados para todos os agrotóxicos com níveis estabelecidos de tolerância" pelo EPA; como a FDA, o FSIS "não é obrigado por lei a testar os alimentos que coleta para agrotóxicos específicos", mas a "divulgação dessa limitação em relatórios anuais atenderia às melhores práticas de relatórios do Escritório de Gestão e Orçamento [Office of Management and Budget (OMB Reports)]"; desde 2011, o FSIS "aumentou o número de agrotóxicos testados e as amostras coletadas e se envolveu com a EPA em relação às mudanças no seu programa de monitoramento para melhor fornecer à EPA os dados necessários para avaliar os riscos dos agrotóxicos".

Outros países também parecem estar preocupados com as drogas presentes na carne em níveis abaixo do limiar estabelecido pelo FSIS. Depois do escândalo que abalou a Europa em 2013, cuja carne bovina foi contaminada com carne de cavalo, os reguladores europeus se preocuparam que os consumidores pudessem estar expostos à droga fenilbutazona aprovada para uso em cavalos. Em resposta ao escândalo, os reguladores europeus reafirmaram que a carne com fenilbutazona era imprópria para consumo humano, publicando pontos de corte variando de 1 a 11 partes por bilhão (ppb). Por outro lado, o FSIS define seu corte à fenilbutazona na carne de suíno em 50 ppb.

 

Por que a fiscalização dos limites de resíduos nos alimentos são importantes?

Cientistas do Consumer Reports e vários especialistas em segurança alimentar que foram consultados — incluindo Basu, ex-funcionário do FSIS — alegam que, em vez de seu [limite de resíduos] ponto corte menos rigoroso, o FSIS deveria "usar padrões científicos amplamente mais aceitos". Isso inclui o limite de quantificação [limit of quantitation (LOQ)], que é a "menor quantidade de uma substância que um instrumento e um procedimento de teste podem medir com confiabilidade". "Acho isso muito perturbador que [o FSIS tenha] padrões diferentes", diz Ronald Baynes, Ph.D., diretor do Center for Chemical Toxicology Research and Pharmacokinetics da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual da Carolina do Norte.

Porém, o FSIS alga que não utiliza os LOQs. Então, os cientistas da Consumer Reports, "usando outros documentos do governo e entrevistas com especialistas", fizeram uma "melhor estimativa de cortes conservadores e apropriados para algumas das drogas que mais preocupam". Com essa informação, eles identificaram amostras nas quais resíduos de drogas "pareciam estar realmente presentes, e não apenas ruído estatístico ou de instrumento" (and not mere statistical or instrument noise).

Os resultados dessa análise — conforme o infográfico elaborado pelo Consumer Reports —, que se concentraram em quatro drogas — cloranfenicol, fenilbutazona, cetamina e nitroimidazóis1 —, são "particularmente preocupantes", disseram os cientistas da Consumer Reports e alguns especialistas externos. "Estou impressionado com esses resultados", disse Andrew Gunther, especialista em produção de alimentos e diretor executivo da A Greener World, organização sem fins lucrativos que promove a agricultura sustentável. "Essas são drogas potencialmente muito perigosas, aparecendo em mais amostras e em níveis mais altos do que eu jamais pudesse esperar".

Grupos da indústria de carne nos EUA, no entanto, apoiam o FSIS. "Conclusões baseadas em resultados preliminares 'trarão medo e alarme desnecessário'", diz Ashley Peterson, Ph.D., vice-presidente sênior de assuntos científicos e regulatórios do National Chicken Council, ecoando declarações de outros grupos que representam a produção de carne bovina, de suínos e produtores de perus.  

 

Como as drogas proibidas "entram" na carne?

Segundo a notícia em questão, "isso nem sempre é claro, mas especialistas oferecem algumas possibilidades":

Exposição de fundo. Com medicamentos prescritos tão amplamente em humanos como em animais, traços de escoamento ou excrementos podem acabar no solo e na água, diz o médico veterinário Gail Hansen, que se concentra na saúde pública. Esse resíduo pode atingir a água ou o alimento que os animais consomem e, finalmente, ser detectado na carne. Outra explicação é que certas drogas podem ocorrer naturalmente no meio ambiente. O cloranfenicol, na verdade, foi originalmente desenvolvido a partir de um composto encontrado no solo.

Uso impróprio. Os resíduos de drogas também podem ser encontrados na carne se um animal recebeu a dose errada ou não passou [carência] tempo suficiente, antes do seu abate, que permitisse que o medicamento desaparecesse do seu organismo.

Medicamentos de uso veterinário falsificados. Um relatório de 2017, "New Report: Illegal Veterinary Medicines Impact and Effective Control", do grupo sem fins lucrativos Health for Animals, observou que medicamentos de uso veterinário  falsificados, originários principalmente da China e da Índia, podem ameaçar a saúde humana "através do consumo de alimentos [originários] de animais tratados com esses produtos". No ano passado, a FDA advertiu que os portos [ports of entry (POE)] dos EUA "recebiam remessas de vários desses medicamentos — incluindo cloranfenicol, cetamina e fenilbutazona — que eram rotulados para fabricação, mas que poderiam ser destinados para usos veterinários não aprovados".

Alimentação contaminada. Vários especialistas do setor dizem que essa é uma explicação particularmente provável. Jonathan Buttram, um fazendeiro que criou galinhas por muitos anos, disse que "os alimentos frequentemente contêm partes de outros animais, como o gado". A antes do abate, "os animais que são transformados em ração poderiam estar mais propensos a ter estado doentes e tratados com drogas", alega a médica veterinária Jennifer Burton, que se dedica à agricultura sustentável. Os resíduos desses medicamentos podem se transformar "em alimentos" e depois [tornarem-se residuais] nos animais que os consomem. A contaminação também pode ocorrer se um medicamento aprovado para uso em animal não destinado à alimentação, mas que é "introduzido na alimentação de um animal" de interesse alimentício, talvez porque "uma fábrica de ração não esteja bem limpa entre usos ou devido à mistura dos sacos de ração", disse Hansen.

Uso indevido intencional. Os agricultores que foram contatados pela Consumer Reports "não podiam ou não apontaram para casos específicos", mas alguns disseram "que às vezes os criadores fazem uso incorreto de drogas para acelerar o crescimento, aumentar a proteína magra ou tratar animais doentes". "Se as pessoas perguntam: 'As pessoas fazem isso?', Eu diria 'as pessoas aceleram?'", afirmou Will Harris, dono da White Oak Pastures, uma fazenda orgânica em Bluffton, no Estado da Georgia. "Eles acham que podem se safar". Harris ressalta que a maioria da carne produzida "nunca é fiscalizada, então os produtores algumas vezes 'sucumbem à tentação, especialmente quando há uma recompensa financeira'". Segundo o médico veterinário Parthapratim Basu, ex-funcionário do FISIS, o bovino coxo que não pode ficar em pé sozinho não deve ser utilizado para [produção de] carne" e "às vezes recebe fenilbutazona — um analgésico — pouco antes do seu abate, para que possam 'leva-lo pelos portões do matadouro sem que ninguém o observe mais de perto'" (so they can "get the animal through the slaughterhouse gates without anybody looking closer")".

Mercado negro. Segundo a notícia, "também parece haver um ativo mercado negro para os medicamentos de uso veterinário" nos EUA. Em março de 2017, um homem do Estado da Virginia que se declarou culpado de vender ilegalmente medicamentos de uso veterinário afirmou, durante sua sentença, que ele não tinha atuado sozinho.

 

A luta pela aplicação das normais legais nos EUA (coincidência?)

Segundo a notícia, às vezes, os testes da carne realizados pelo FSIS levam os responsáveis a serem citados por violações legais. Mas essas citações são geralmente para drogas, principalmente os antibióticos, que são aprovados para uso em animais e que simplesmente excedem seus limites de resíduos. "Existem muito poucas violações" do FSIS contra as drogas ilegais que jamais deveriam estar na carne. A análise da Consumer Reports, que se concentrou em apenas quatro drogas — cloranfenicol, fenilbutazona, cetamina e nitroimidazóis —, no entanto, "identificou numerosas amostras que pareciam conter quantidades detectáveis ​​destas drogas de tolerância zero, tanto acima quanto abaixo do limiar regulatório do FSIS".

Charles Benbrook, pesquisador da Universidade Johns Hopkins, suspeita que o FSIS "pode definir altos limites em parte devido não ter recursos para lidar com violações extras resultantes, se fossem usados ​​níveis mais baixos". Outros especialistas apontam para o que eles veem como "deficiências adicionais nas práticas de teste e execução" por parte do FSIS. Ronald Baynes, por exemplo, questiona o motivo que leva o FSIS a não validar "seu teste para todas as drogas observadas pelo Consumer Reports, especialmente fenilbutazona na carne bovina" — visto que outros cientistas conseguiram validar testes semelhantes —, pois sabe-se que esta droga [nos EUA] é "mal utilizada no gado" (because it's known that the drug has been misused in cattle).

E Parthapratim Basu e Baynes temem que os testes do FSIS geralmente "se concentrem nas partes erradas dos animais". Para detectar o uso indevido de drogas, eles dizem que é necessário amostrar rins ou fígados, onde as drogas tendem a se acumular (should sample kidneys or livers, where drugs tend to accumulate). No entanto, o FSIS testa, com mais frequência, os músculos dos animais, pois afirma que são os músculos "que os consumidores costumam comer". Mas Basu e Baynes afirmam que essa prática também significa "que é menos provável que seja descoberto o uso indevido de drogas".

Mesmo quando as violações são relatadas, Basu acredita que "as penalidades da FDA são muitas vezes ineficazes". Por outro lado, as autoridades da FDA dizem que as penalidades podem incluir "cartas de advertência, mandados de segurança, apreensões e inserção de novos infratores em uma lista [que é] divulgada publicamente". As penalidades, porém, raramente leva os infratores a mudarem a forma com que operam, afirma Basu. "Eu fui a fazendas onde eles tinham orgulho de receber cartas da FDA", diz ele. "Eles cobrem os buracos no celeiro com as [da FDA] cartas. E continuam fazendo isso (They cover the holes in the barn with the letters. And just keep on doing it)".

 

O que os consumidores norte-americanos podem fazer

Os especialistas em segurança alimentar da Consumer Reports não acreditam "que as preocupações levantadas" na investigação realizada significam que os consumidores norte-americanos devam "desistir ou necessariamente cortar" o consumo de carne, pois "as descobertas são muito incertas e os riscos potenciais ainda são desconhecidos". A investigação levada a cabo pela Consumer Reports, no entanto, sugere que muitos norte-americanos consomem mais carne do que é recomendado à boa saúde e que a redução do consumo pode ser benéfica para o meio ambiente. "Os problemas potenciais identificados" na investigação "podem ser suficientes para que alguns considerem consumir menos carne".

Os dados snalisados pelo Consumer Reports "​​não são robustos o suficiente" para afirmar se frigoríficos de carne específicos são mais propensas que outros para oferecer carne com resíduos de drogas.

Segundo a notícia, também não houve "informação suficiente para dizer com certeza que é menos provável que a carne orgânica tenha resíduos de drogas". Ainda assim, fazendas orgânicas dos EUA estão sujeitas a um "monitoramento adicional do governo e de organizações independentes, e a lei federal geralmente exige que elas criem seus animais sem [o uso de] drogas ou outros produtos químicos". Charlotte Vallaeys, especialista em alimentos orgânicos da Consumer Reports, afirma que o "selo orgânico do USDA [USDA Organic seal] não pode garantir que a carne esteja livre de drogas, contudo, as regras e a supervisão adicionais aumentam essa chance".

 

Drogas proibidas na carne: o que os dados mostram2

A análise da Consumer Reports realizada nos dados do FSIS, sugere e que as drogas proibidas ou restritas podem aparecer na carne dos EUA com mais frequência do que anteriormente se supunha. Abaixo estão as descrições de quatro dessas drogas, juntamente com as estimativas de quantas amostras de carne testadas pelo FSIS estavam acima do seu ponto de corte para determinar quando uma droga está presente na carne, bem como quantas estavam acima do ponto de corte.

Droga cloranfenicol. Droga antibiótica, em qualquer nível de exposição, pode desencadear anemia aplástica com risco de vida, ou a incapacidade de produzir novas células sanguíneas em número suficiente, em 1 em 10.000 pessoas. Para amostras combinadas de carne de gado, aves e porcos, 148 (2,6%) de 5.756 amostras apresentaram níveis de cloranfenicol acima dos pontos de corte recomendados pelos especialistas do Consumer Reports; 25 estavam acima do limite estabelecido pelo FSIS.

Droga fenilbutazona. Droga anti-inflamatória e analgésica que, segundo a notícia, não é mais usada em seres humanos porque pode causar anemia aplástica e outros distúrbios sanguíneos, além de poder ser carcinogênica às pessoas. Na carne suína, 24 das 1448 amostras estavam acima do limiar recomendado pelos especialistas do Consumer Reports; uma estava acima do limite estabelecido pelo FSIS (que não validou seu teste para fenilbutazona em carne bovina ou de aves).

Droga cetamina. Droga anestésica usada experimentalmente como antidepressiva e que é restringida pelo governo dos EUA porque pode ser usada como uma droga alucinógena. Em carne suína e em carne combinada, 225 de 4.313 amostras estavam acima do limiar recomendado pelos especialistas da Consumer Reports; 15 estavam acima do limite do estabelecido pelo FSIS (que não validou seu teste para cetamina para amostra retirada do músculo de aves).

Droga nitroimidazol. Uma droga antifúngica usada com grande cautela porque é provavelmente cancerígena. Em carne de aves, bovina e suína combinadas, 667 de 5.756 amostras estavam acima do limite recomendado pelos especialistas do Consumer Reports; 136 estavam acima do limite estabelecido pelo FSIS.

 

Providências do Consumer Reports

Resíduo de drogas na carne. A investigação da Consumer Reports sugere que o FSIS/USDA não consegue garantir que a carne esteja livre de resíduos potencialmente perigosos.

A Consumer Reports pede a tomada das seguintes providências:

Uso de [níveis de resíduos] cortes apropriados. O FSIS deve abandonar seu padrão de "nível mínimo de aplicabilidade" para determinar quando um resíduo de droga viola as normas.

Informação aos consumidores. O FSIS deve alertar os consumidores sobre todas as violações, incluindo os nomes e locais de todas os frigoríficos, e não apenas os nomes dos infratores.

Investigação dos riscos. O FSIS deve investigar como os resíduos de drogas não aprovados acabam na carne; validar seus testes para as drogas mais preocupantes e estudar os riscos para a saúde humana causados pela exposição de longo prazo pelos traços de resíduos de drogas.

Aplicação efetiva de punições aos infratores. Além disso, a FDA deve garantir que as violações sejam atendidas prontamente e impor de forma consistente multas pelo descumprimento das normas.

A Consumer Reports encaminhou uma carta ao U. S. Department of Agriculture dos EUA.

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1 Conceito e classificação, mecanismo de ação, propriedades farmacológicas, indicações clínicas e efeitos colaterais.

2 Fonte: análise do Consumer Reports dos dados do FSIS/USDA de outubro de 2015 a setembro de 2016.

 

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25-4-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Congressistas americanos repudiam a “autofiscalização” privada da carne! [O governo dos EUA atua há vários anos para tentar privatizar sua fiscalização de produtos de origem animal. O “modelo” privaticionista norte-americano chama-se Inspection Models Project, que preconiza a instalação de alguns “frigoríficos piloto” de suínos e de aves  para “operar” sob o binômio Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle  e avaliação/monitoramento do USDA e FSIS. E no Brasil?? A União Europeia (EU) bloqueou a carne brasileira e entre as inconformidades apontadas em seu Relatório de Auditoria está a inconstitucional e ilegal “autofiscalização” privada da carne!]

29-3-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: "Autofiscalização" privada e o "incentivo" ao consumo de carne no Paraná [Os consumidores paranaenses são informados sobre quais frigoríficos operam com "autofiscalização" privada da carne no Paraná?]

15-3-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: Proteína animal, ilusões e apologia à ilegalidade [Constitucionalmente, a fiscalização agropecuária promovida pelo Poder Público é atividade típica de Estado e não delegável ao setor privado]

13-3-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & “Autofiscalização” privada: Fiscais agropecuários da carne do USDA & FSIS fazem graves denúncias [Trata-se do programa governamental preconizado pelo United States Department of Agriculture (USDA) chamado HIMP - HACCP-Based Inspection Models Project que atualmente é testado em alguns frigoríficos piloto, antes de ser adotado como “regra” e expandido para todos os demais frigoríficos norte-americanos — no Brasil, lamentavelmente, certos gestores públicos e certos congressistas intencionam seu “HIMP” piorado!]

9-3-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & A ascensão de um perigoso e nocivo “sistema” de inspeção de carne [Sob o pretexto da “modernização”, a Trump's Pork Rule privatiza os deveres de trabalho dos fiscais agropecuários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) & Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) e os “transfere” aos empregados dos frigoríficos que não são treinados para a “inspeção” de produtos de origem animal]

4-3-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & No Reino Unido mais da metade dos frigoríficos apresentam violações de higiene e segurança alimentar [A dimensão dos problemas que envolvem a segurança alimentar e a higiene em grande parte dos frigoríficos processadores de carne do Reino Unido é revelada por uma nova análise, que mostra que mais de metade de todos os frigoríficos auditados tiveram nos últimos três anos pelo menos uma violação “importante” em segurança alimentar]

26-2-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & A ascensão de um perigoso e nocivo “sistema” de inspeção de carne [Sob o pretexto da “modernização”, a Trump's Pork Rule privatiza os deveres de trabalho dos fiscais agropecuários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) & Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) e os “transfere” aos empregados dos frigoríficos que não são treinados para a “inspeção” de produtos de origem animal]

20-1-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & O "HIMP" piorado que tenta privatizar a fiscalização agropecuária ["No entanto, o FSIS não demonstrou verdadeiramente que o seu programa piloto de abate de suínos reduz as contaminações, e, portanto, as taxas de doenças. Ao contrário, a evidência disponível sugere que o HIMP para o abate de suínos irá minar a segurança alimentar"]

9-6-2017 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Produtos de origem animal: Relatório do Ministério da Agricultura aponta ilegalidade no SIE do Paraná ["O modelo de inspeção do Paraná, com médico veterinário vinculado à empresa privada realizando inspeção, infringe os artos. 9º, § 6º, incisos II, III e VI, e 133, incisos II, III e VI do Decreto nº 5.741/2006. Além disso, infringe as Leis nº 1283/50, nº 7889/89, nº 8171/91 e a Constituição Federal, Art. 37, inciso II" - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)]

31-10-2016 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & PLS 326: Modus operandi importado? [É necessário dar um rotundo não ao inconstitucional e prejudicial PLS 326!]

19-6-2016 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & The Australian: Reportagem aponta para estado caótico da inspeção de carne privatizada da Austrália ["Muito tempo e esforço é desperdiçado tentando encontrar uma solução para uma situação, quando a resposta está bem debaixo do nariz – um retorno à inspeção governamental completa." - Wenonah Hauter, diretora executiva do Food & Water Watc]

16-6-2016 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & EUA: 60 congressistas pedem que o USDA atrase a nova regra de inspeção privada no abate de suínos [Segurança alimentar:Congressistas americanos podem moratória contra a privatização do abate de suínos]

26-6-2015 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & União Europeia (UE) rejeita privatização da fiscalização pública de produtos de origem animal [A Comissão Europeia divulgou o relatório final de auditoria sobre o sistema privatizado da carne australiana e o rejeitou, pois não estava em conformidade com os regulamentos de segurança alimentar da União Europeia (UE)]

 

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