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Diagnóstico da Afisa-PR sobre o monitoramento sorológico da febre aftosa nas áreas de fronteira do Paraná

O índice de imunização dos animais provenientes das regiões fronteiriças do Paraná caiu de 81% para 57,5%, enquanto que o índice no restante do seu território aumentou de 87,3% para 88,3%

Diagnosis of Afisa-PR about serological monitoring of foot-and-mouth disease in the border areas of Paraná & The rate of immunization of animals from the border regions of Paraná decreased from 81% to 57.5%, while the rate in the rest of the territory increased from 87.3% to 88.3%

 

Imagem crédito: www.gmoutlook.com

 

Monitoramento sorológico da febre aftosa nas áreas de fronteira do PR

Em novembro de 2011, o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou o relatório final Monitoramento sorológico para avaliação da eficiência da vacinação contra a febre aftosa na zona livre/Relatório final/Novembro de 2011 para o ano de 2010. Neste monitoramento foram colhidas 4.324 amostras de sangue de bovinos em diversas estados do Brasil. 

 

2010 - AC, MS, MT, PR, RO e RS

Situação dos estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Rio Grande do Sul:

1 - Os estados do Acre/AC, Mato Grosso do Sul/MS, Mato Grosso/MT, Paraná/PR, Rondônia/RO e Rio Grande do Sul/RS foram divididos em (i) área de fronteira e (ii) área de não fronteira com países vizinhos, exatamente porque as regiões fronteiriças tendem a possuir maior concentração de circulação de animais não vacinados originários de outros países. Em todos os estados com vacinação, o índice de imunização nos municípios localizados nas regiões fronteiriças, foi menor que nas áreas não fronteiriças, ou seja, quando se analisa - por estado ou a soma dos dados colhidos nos seis estados analisados - os resultados obtidos na "fronteira" e na "não fronteira" mostram que nas regiões de "não fronteira" a imunização contra a febre aftosa é menor.

2 - Também foram separadas as amostras de (i) animais provenientes de rebanhos com até cinquenta (50) bovinos e de (ii) animais provenientes de rebanhos com mais de cinquenta (50) bovinos. Em quase todos os estados, a imunização em pequenas propriedades é menor que nas grandes propriedades.

Com esse relatório, pode-se concluir que há regiões de maior risco de introdução do vírus da febre aftosa: (i) municípios fronteiriços e (ii) pequenas propriedades rurais. Para atender a essas áreas de maior risco, os estados deveriam intensificar as ações de fiscalização (i) no controle do trânsito de animais e seus produtos derivados e (ii) nas pequenas propriedades rurais, respectivamente.

 

2010 a 2014: O que aconteceu? 

Em abril de 2015 o DSA do MAPA publicou o relatório final do Monitoramento sorológico para avaliação da eficiência da vacinação contra a febre aftosa na zona livre & Relatório final & Abril de 2015 para o ano de 2014.

Foram realizadas 4.274 amostras de sangue de bovinos no país. Tal qual no ano de 2010, os animais provenientes de pequenas propriedades e nas regiões de fronteira, apresentaram menores índices de imunização.

Os resultados do monitoramento de 2014 foram esperados e muito parecidos com os de 2010. Houve, no entanto, uma diferença significativa em prejuízo do Estado do Paraná: o índice de imunização dos animais provenientes das suas regiões fronteiriças caiu de 81% para 57,5%, enquanto que o índice no restante do estado aumentou de 87,3% para 88,3%.

O desmantelamento e a precarização da fiscalização do trânsito animal e seus produtos derivados nas fronteiras do estado, explica em grande parte a deficiência imunológica dos rebanhos existentes nas regiões fronteiriças. 

Modificado em 17-9-2018 em 12:43

 

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