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Influenza aviária: recente relatório avalia sua ameaça ao Reino Unido

A considerar os aspectos semelhantes, os alertas do relatório Living and Dying with Avian Influenza também são válidos para nós

 

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Crédito imagem: Labiotech.eu

 

De acordo com a notícia Assessing the threat of AI (por Jake Davies) do Poultry World de 28 de dezembro de 2018, o Reino Unido deve investir mais na sua preparação para enfrentar um surto em larga escala de influenza aviária (IA), de acordo com uma nova análise feita por Daniel Roberts, autor do recente relatório Living and Dying with Avian Influenza de julho de 2018. O autor afirma que atualmente o Reino Unido teria dificuldade em administrar um grande surto dessa doença.

A pesquisa de Roberts levou-o a vários países que já sofreram grandes surtos de IA incluindo os EUA, o Canadá, os Países Baixos e Hong Kong. Um consenso formado em todos esses países foi a falta de preparação contra a IA antes da ocorrência de um surto em larga escala.

Não obstante exista uma série de sistemas e procedimentos de controle, a afirmação de Roberts é a de que o Reino Unido "atualmente não tem capacidade para enfrentar um grande surto [de IA] e precisa investir significativamente para mitigar o risco de uma devastadora incursão [da doença]".

Roberts alerta que a incursão da IA é inevitável, e preventivamente se preparar conta essa doença exigirá a melhoria dos atuais protocolos de controle.

Para começar, Roberts identifica problemas com as criações de aves de quintal e recomenda que todos os criadores, independentemente da quantidade de aves, sejam obrigados ao registro. "É preciso encontrar uma solução que permita identificar todas as criações de aves — não importa quão pequenas sejam". Ele cita como exemplo o registro de cães na Nova Zelândia como um potencial modelo para essa medida de controle.

Para uma escala internacional, ele sugere que o modo como as criações de quintais são definidas precisa ser revisto; p. ex., no Reino Unido uma criação para ser considerada como de quintal  precisa ter menos que 50 aves, mas na França é possível manter até 3.200 patos sem a obrigatoriedade de qualquer registro.

Roberts também pergunta se as criações de quintal poderiam ser classificadas como aves selvagens, removendo a necessidade de notificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) — ou seja, é preciso revisar como suas recomendações são usadas pelos países membros —, potencialmente permitindo que os países imponham barreiras comerciais desnecessárias.

No Reino Unido, segundo a notícia, os esforços de controle deveriam ser voltados ao monitoramento de aves selvagens e que a vigilância ativa é a maneira mais eficaz para compreender a ameaça da IA. 

 

Aprendizados sobre IA

Aprendizados da China também destacam que o Reino Unido "pode ter que reconsiderar a intensidade" da sua indústria avícola. "O papel dos sistemas avícolas globais cada vez mais intensificados na disseminação da IA não pode ser ignorado e futuramente precisará ser abordado em qualquer planejamento estratégico no Reino Unido, se quisermos realmente atenuar o risco de um surto catastrófico [de IA] à indústria avícola e aos cidadãos britânicos".

Isso pode significar a restrição de novas unidades de criação — particularmente em locais livres da IA — em áreas onde se sabe que se reúnem aves selvagens, sugere Roberts. "Perguntas difíceis precisam ser feitas sobre como podemos equilibrar a intensificação da indústria avícola versus o risco de IA versus a saúde humana.”

O relatório Living and Dying with Avian Influenza de Daniel Roberts também está disponível para download no Nuffield website.

 

Matérias vinculadas:

28-12-2018 - Poultry World & Assessing the threat of AI [It may have been a quiet winter for avian influenza last year, but that doesn’t mean the threat is gone. Poultry World reports]

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