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Exportação de carne bovina: Negociação de 17 anos naufragará?

O barco "exportador" brasileiro naufragará em decorrência do protecionismo de Trump?

 

 

Após uma negociação de 17 anos, o governo (sic) do Brasil formalizou perante o governo Obama a "abertura do mercado norte-americano para a carne bovina in natura brasileira" com "expectativa de aumentar em US$ 900 milhões os ganhos com exportações" do produto. Com a chamada "equivalência dos controles oficiais de carne bovina", tanto "o Brasil poderá vender o produto ao mercado norte-americano, quanto os Estados Unidos para o brasileiro".

O oficialismo de plantão, porém, não contava com a derrota da Wall Street (é iminente o colapso do neoliberalismo norte-americano), ou seja, a eleição do mega-protecionista Donald Trump. O barco "exportador" brasileiro naufragará em decorrência do protecionismo de Trump (a National Cattlemen's Beef Association agradecerá) em favor dos norte-americanos.

A forte política protecionista prometida por Trump afetará dramaticamente o comércio mundial e, consequentemente, o Brasil. "Trump quer criar milhões de empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do mundo, o que inclui o Brasil. Nesse caso, ou teríamos que importar mais deles ou exportar menos. Ainda há risco de alguma política de restrição para o exportador", vislumbra José Augusto Castro, presidente da AEB - Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Hoje, "os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e recebem 20% das exportações brasileiras, atrás da China, que é o principal destino de produtos brasileiros".

O ministro da agricultura, pelo jeito, rendeu-se à robusta evidência: "O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o Brasil poderá 'ter problemas' no setor de exportações caso o presidente eleito adote de fato uma postura 'protecionista'".

 

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