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Quem perderá mais? O outro lado da moeda da suspensão da recomposição salarial

Com a palavra os dirigentes da Associação Comercial do Paraná...

 

 

Quem perderá mais? Os servidores públicos estaduais ou os comerciantes paranaenses? Com a palavra os dirigentes da Associação Comercial do Paraná...

A Associação Comercial do Paraná - juntamente com as entidades "Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), do Movimento Pró-Paraná, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), do Instituto Democracia e Liberdade (IDL), do Sistema Ocepar [Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná], da Federação das Associações Comerciais e Empresarias do Paraná Faciap e da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar)" -, em carta - "a correção salarial do funcionalismo público neste momento é correta e justa. O sacrifício tem que ser de todos, empresários, trabalhadores e servidores públicos. A crise precisa ser dividida por todos”, conforme reportagem intitulada "Entidades empresariais pedem que deputados barrem aumento a servidores" da Gazeta do Povo - endereçada aos deputados da ALEP, pediu e conseguiu a suspensão do reajuste (reposição da inflação) de janeiro de 2017 em prejuízo de milhares de servidores públicos estaduais do Poder Executivo.

Resultado: Segundo o G1, na reportagem intitulada "Acumulado das vendas no comércio do Paraná tem queda de 4,15%", "As vendas no comércio do Paraná caíram 4,15%, na comparação do acumulado entre janeiro e outubro de 2016 e 2015, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (12) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio)". A pesquisa completa da Fecomércio é disponibilizada aqui

Portanto, as vendas no comércio cairão ainda mais, pois a suspensão do legal e justo reajuste de 6,29% (retorno aos salários do IPCA apurado entre janeiro a dezembro de 2016) achatará dramaticamente os salários de milhares de servidores estaduais vinculados ao Poder Executivo, os quais, evidentemente, deixarão de consumir, situação que aprofundará ainda mais a crise no comércio paranaense.

 

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