Brasil de Fato

Le Monde denuncia práticas irregulares da Monsanto

Em artigo investigativo, jornal afirma que para salvar o glifosato, a empresa usa de práticas ilícitas 

Por Stéphane Foucart e Stéphane Horel & Tradução de Ana Corbusier

 

 

Em artigo de nove páginas, jornalistas do Le Monde apresentam uma trama digna de filmes hollywoodianos. A descoberta que o glisofato, principal componente do Roundup, pesticida da Monsanto é "provavelmente cancerígeno" irritou bastante a multinacional. Utilizado há mais de quarenta anos, o glifosato entra na composição de nada menos de 750 produtos comercializados por uma centena de empresas, em mais de 130 países.

Disponível no mercado desde 1974, seu uso passou de 3 mil toneladas por ano para 825 mil toneladas em 2014. Para defender seu principal produto, a empresa estaria se valendo de intimidação, espionagem e tráfico de influência. 

Leia o artigo na íntegra abaixo

 "Já fomos atacados no passado, já sofremos campanhas de difamação, mas somos desta vez o alvo de uma campanha orquestrada, de amplitude e duração inéditas." Essas foram as palavras iniciais de Christopher Wild  diretor do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIRC).

Christopher Wild pesou cada palavra com uma gravidade à altura da situação. Há dois anos, inúmeros ataques foram feitos à instituição que ele dirige: a credibilidade e a integridade de seu trabalho são desafiadas, seus especialistas difamados, pressionados por meio de advogados, seus financiamentos fragilizados. Encarregada há cerca de meio século, sob os auspícios da Organização Mundial da Saúde (OMS), de fazer o inventário das substâncias cancerígenas, a venerável agência começa a vacilar sob o assalto.

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Notícia vinculada:

11-7-2018 & Brasil de Fato & Monsanto vai a julgamento nos EUA por agrotóxico cancerígeno [Composto à base de químico glifosato corresponde a 50% do mercado brasileiro de agrotóxicos]

 

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