Crédito: PAULO WHITAKER/Paulo Whitaker/REUTERS

  

A reportagem da Gazeta do Povo de 29/06/2017, intitulada Paraná vai anunciar fim da vacinação contra febre aftosa[1], afirma:

“Em novembro de 2018, os pecuaristas paranaenses deverão pela última vez cercar a boiada no pasto e levar até as mangueiras para aplicar a vacina que protege contra a febre aftosa. [...] Para garantir uma inspeção mais efetiva (sic) nos frigoríficos, Meneguette sugere terceirizar a atividade dos fiscais, transformando os órgãos de fiscalização em órgãos de monitoramento e auditoria.  [...] Da lição de casa que precisa ser feita antes de pleitear à Organização Mundial de Saúde o status de área livre de febre aftosa, falta ainda a nomeação de alguns fiscais médicos veterinários[2] e a construção de mais três postos de fiscalização nas divisas estaduais (são 33 no total). O último posto a ser construído, por dificuldades operacionais e de logística, será o da BR-116, na divisa com São Paulo.”

Segundo essa reportagem, a Sociedade Rural do Paraná (SRP), que congrega poderosos pecuaristas, é contra essa iniciativa, pois deve ter consciência de que a condição de área livre de febre aftosa sem vacinação (visto que esta doença voltará assim que o resíduo vacinal do rebanho se esgotar) de nada adiantará sem que o estado preliminarmente conte, entre outras providências, com plena infraestrutura em fiscalização agropecuária estatal.

Para a Afisa-PR, a fiscalização agropecuária estatal do Paraná ainda não reúne as plenas condições em infraestrutura (especialmente na fiscalização do trânsito de animais e seus produtos derivados) e em contingente de fiscais e de assistentes (ver a matéria intitulada A verdade sobre a febre aftosa no Paraná - The true about FMD in the State of Parana, Brazil[3]) para sustentar por médio e longo prazos essa eventual condição em benefício do estado.

 

A imprescindível e urgente adequação do sistema de fiscalização do trânsito de animais, vegetais e seus produtos derivados

A adequação do sistema de fiscalização do trânsito de animais e seus produtos derivados está intrinsecamente relacionada à viabilização da área livre de febre aftosa sem vacinação.

O inadequado sistema de fiscalização do trânsito animal e seus produtos derivados deste estado implica, entre outras mazelas, na detectada deficiência imunológica dos rebanhos das regiões fronteiriças do estado.

Na matéria intitulada Diagnóstico da Afisa-PR sobre o monitoramento sorológico da febre aftosa nas áreas de fronteira do Paraná (Diagnosis of the Afisa-PR about serological monitoring for FMD in Parana’s border areas)[4] esta Afisa-PR concluiu:

“Em abril de 2015 o DSA do MAPA publicou o relatório final do monitoramento sorológico para avaliação da eficiência da vacinação contra a febre aftosa na zona livre com vacinação [Monitoramento sorológico para avaliação da eficiência da vacinação contra a febre aftosa na zona livre/Relatório final/abril de 2015] para o ano de 2014.

Foram realizadas 4.270 amostras de sangue de bovinos no país. Tal qual no ano de 2010, os animais provenientes de pequenas propriedades e nas regiões de fronteira, apresentaram menores índices de imunização.

Os resultados do monitoramento de 2014 foram esperados e muito parecidos com os de 2010. Houve, no entanto, uma diferença significativa em prejuízo do Estado do Paraná: o índice de imunização dos animais provenientes das suas regiões fronteiriças caiu de 81% para 57,5%, enquanto que o índice no restante do estado aumentou de 87,3% para 88,3%.

O desmantelamento e a precarização da fiscalização do trânsito animal e seus produtos derivados nas fronteiras do estado, explica em grande parte a deficiência imunológica dos rebanhos existentes nas regiões fronteiriças.”

 

Área livre de febre aftosa sem vacinação: De 2014 para 2015 para 2017 para [?] 2018...

A intensificação da propagada governamental e empresarial, principalmente sobre a possível “reestruturação” do sistema de fiscalização do trânsito de animas, vegetais e seus produtos derivado, não por coincidência, intensifica-se no começo de 2015, justamente após o alerta feito por Afisa-PR junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e de o Ministério Público do Estado do Paraná ter instaurado Inquérito Civil para investigar as reais condições da fiscalização do transito de animais, vegetais e seus produtos derivados.

O fato inequívoco é que essa espécie de “ideia-força” criada, ou seja, à da área livre de febre aftosa sem vacinação, de 2014[5] ficara para maio de 2015[6]; de maio de 2015 ficara para maio de 2017[7] (“Paraná inicia processo de reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação”) [8] (“Aftosa: porque área livre sem vacinação”) [9]) e de maio de 2017 ficou para [?] novembro de 2018[10] (“Paraná vai anunciar fim da vacinação contra febre aftosa”)...

A promessa para 2018 está também na propaganda oficial de março este ano intitulada Paraná discute estratégia para se tornar área livre de aftosa sem vacinação.

Em outubro de 204 a promessa do governo era a de “suspender” a vacinação contra a febre aftosa a partir de 2016.

Em abril de 2015 o governo também prometeu a “última campanha de vacinação”.

As promessas não se tornam realidade, visto que no transcorrer de sucessivos governos até hoje não se proveu a fiscalização agropecuária estatal de plena infraestrutura e de contingente adequado de fiscais e de assistentes. Isso é comprovado pelo histórico de propagandas governamentais e empresariais que trata da promessa do “fim da vacinação contra a febre aftosa”, da promessa de “área livre de febre aftosa sem vacinação”, da suposta “reestruturação” do sistema de fiscalização o trânsito de animais, vegetais e seus produtos derivados entre outras coisas, a seguir exposto:

 

1 – Ano de 2012

1.1 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema FAEP nº 1176, semana de 14 a 20 de maio de 2012, p. 2, em matéria intitulada O homem certo no lugar certo![11]:

“Não vamos trabalhar só combatendo doenças e pragas, vamos promover sanidade. O que se ressentia o serviço? Não havia nessa estrutura capacidade de promoção da sanidade. Por que não alcançamos certos mercados? Porque temos um determinado problema sanitário. Pequeno, grande, justificado ou não, não é a questão. Os países podem levantar barreiras, mas as únicas legitimas são as sanitárias. No momento em que estamos promovendo a sanidade, estamos como um todo promovendo o status sanitário no mais alto nível para que nenhum país mais possa dizer que o Paraná tem um problema com tal praga ou o Paraná tem tal doença. Isso nós vamos acabar. Esse é o projeto, terminar com a ideia de que alguma coisa pode restringir o nosso produto.”

1.2 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 01/11/2012 intitulada Começa segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa[12]:

“O objetivo é fazer o Paraná ser considerado área livre de febre aftosa sem vacinação. ‘A pretensão, se tudo der certo, é entrar com esse pedido junto ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento e em organismos internacionais em 2014’, disse Ortigara.”

 

2 – Ano de 2013

2.1 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 30/04/2013 intitulada Paraná lança campanha estadual de vacinação contra febre aftosa[13]:

“O secretário Norberto Ortigara disse que a meta do governo do Estado é alcançar o status de área livre de febre aftosa, sem vacinação, num prazo de três a quatro anos[14].”

 

3 – Ano de 2014

3.1 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 20/05/2014 intitulada Paraná estuda novas estratégias para avançar na exportação de carnes[15]:

“O assunto central dos debates foi a possibilidade de tornar o Estado reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa, sem a necessidade de vacinação.”

3.2 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 30/10/2014 intitulada Estado lança campanha contra aftosa e prepara suspensão da vacina em 2016[16]:

“O lançamento da campanha, ocorrido em Curitiba, foi marcado pela expectativa de suspender a vacinação do rebanho paranaense a partir de 2016, após quase cinco décadas de campanhas consecutivas, com elevados investimentos do governo do Estado em estrutura de fiscalização e de custos com vacinas.” 

3.3 – O governador do Paraná, Carlos Alberto Richa, em reportagem à revista “Paraná Cooperativo”, nº 113, out. de 2014, pp. 8-9, Entrevista, “Os desafios do segundo mandato”, afirmou:

“Paraná Cooperativo – O Paraná deixou de fazer parte da relação de estados livres de peste suína clássica, enviada pelo Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil] para a Organização Internacional de Saúde Animal. O que seu governo pretende fazer na área de sanidade? Beto Richa – Estamos intensificando esforços para que o Paraná seja incluído e obtenha o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal, a partir de maio de 2015. Mobilizamos dirigentes da [Agência de Defesa Agropecuária do Paraná] Adapar, da [Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Estado do Paraná] Secretaria da Agricultura, da [Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Estado do Paraná] Ocepar, [Federação da Agricultura do Paraná, Estado do Paraná] Faep, [Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Estado do Paraná] Fiep, da [Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná Fetaep, dos (sic) Sindicatos dos Produtores de Leite (sic) (Sindleite), dos [Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar)] Produtores de Aves, [Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne)] de Carnes (sic) (Sindicarnes) e da [Associação Paranaense de Suinocultores (APS)] Associação Paranaense de Suinocultores. No dia 30 de setembro, foi lançada a campanha contra a febre aftosa. Além disso, estão programadas ações para a estruturação das barreiras interestaduais nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul, incluindo reformas e construção de novas instalações. Ficou acordado, ainda, que haverá melhorias no controle do trânsito de animais, nas divisas estaduais e no trânsito em geral de animais e material de risco, assim como a estrutura física dos órgãos de defesa e recursos humanos para cumprimento das atribuições da Adapar. Cerca de 200 profissionais aprovados no concurso realizado pela Adapar, em junho, já fizeram exames médicos e serão chamados brevemente para compor o seu quadro.”

 

4 – Ano de 2015

4.1 – O então secretário de Estado (Casa Civil), Eduardo Sciarra, em reportagem à revista “Paraná Cooperativo”, nº 117, jan./fev. de 2015, p. 8, Entrevista, “Estreitar relações com o governo federal”, afirmou:

“Paraná Cooperativo – Em relação ao agronegócio paranaense, que responde por mais de 70% das exportações do estado e 1/3 do PIB do Paraná, quais ações que o governo pretende implantar para incentivar o setor? Eduardo Sciarra – [...]  Na pecuária vamos perseguir a meta de tornar o Paraná livre da febre aftosa sem vacinação até 2017.”

4.2 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 19/03/2015 intitulada Paraná busca status de área livre da peste suína para ampliar exportações[17]:

“MEDIDAS - Para conquistar o reconhecimento internacional, o governo do Paraná investirá R$ 5 milhões na construção e reforma de 23 postos de fiscalização instalados nas divisas com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. As obras deverão começar no mês de abril. A intenção é controlar a entrada de veículos com produtos de origem animal ou vegetal que não estejam dentro dos padrões e registros definidos pelo Paraná.”

4.3 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema FAEP nº 1293, semana de 16 a 22 de março de 2015, p. 10, em matéria intitulada Ortigara: ‘Ajuste fiscal cavalar’”[18]:

“No agronegócio, por exemplo, estamos tratando com o MAPA e com os demais Estados o aproveitamento daqueles mercados que estão abertos para nós se tivermos competência e provarmos que estamos bem. Precisamos fazer umas casinhas na beira do Paranapanema e do Rio Paraná para o controle de trânsito de produtos e botar alguns profissionais já concursados para melhorar nossa capacidade de ação.”

4.4 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 31/03/2015 intitulada Paraná inicia processo de reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação[19]:

“O Governo do Paraná apresentou ao Conselho Estadual de Sanidade Animal (Conesa), em reunião na segunda-feira (30), proposta para iniciar o processo para que o Estado seja reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação, sob a chancela da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). [...] POSTOS DE FISCALIZAÇÃO - O Paraná já cumpriu quase todos os requisitos necessários aos processos para o reconhecimento, faltando apenas a reestruturação física de postos de fiscalização nas áreas de fronteiras com São Paulo e Mato Grosso do Sul e a nomeação de servidores concursados para reforçar a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), executora do processo. Segundo Inácio Afonso Kroetz, diretor presidente da Adapar, responsável pelo serviço de defesa agropecuária do Estado, já está em curso o processo de construção e de reformas de postos de fiscalização, com a colaboração financeira da iniciativa privada, que será beneficiada diretamente com esse processo. Outros cinco postos já existentes serão adequados e serão reforçadas as fiscalizações volantes que monitoram o trânsito de animais e produtos de origem animal em todo Estado, para saber se estão de acordo com a legislação. O Estado também se comprometeu em autorizar a nomeação de 169 novos servidores para reforçar os quadros de fiscalização da Adapar, já no início de maio.” [...] ROTEIRO - Para alcançar o novo status sanitário para as duas doenças, o Estado do Paraná terá que cumprir um roteiro que será avaliado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Se for iniciado agora, tem grande chance de obter o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação a partir de maio de 2017, afirmou Guilherme Marques, do Ministério da Agricultura. Antes disso, o ministério fará uma auditoria para conferir se o Estado cumpriu todas as exigências feitas pelos órgãos federal e internacional, ação que será seguida de sorologia epidemiológica para demonstrar definitivamente a ausência de circulação do vírus no Paraná. Se tudo correr bem, o ministério apresenta o pedido à OIE em setembro do próximo ano, informou Marques.

4.5 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema nº 1297, semana de 13/04/2015 a 19/04/2015, pp. 4-5, intitulada Sanidade: hora de pegar o touro à unha[20]:

“Reestruturação de um sistema de barreiras sanitárias, sobretudo nos 23 postos de fronteira existentes com São Paulo e Mato Grosso do Sul; construção de instalações, barreiras e equipamentos nessas unidades de vigilância e atuação de equipes volantes” [...] Em julho, solicitação de auditoria e autorização pelo governo do Estado, para a suspensão de vacinação junto ao MAPA.”

4.6 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 20/04/2015 intitulada Paraná lança última campanha de vacinação contra febre aftosa[21]:

“No lançamento da campanha, o governador irá inaugurar uma das barreiras físicas que estão sendo implantadas nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul, que irá aperfeiçoar o sistema de vigilância sanitária e o trânsito de animais no Estado, além de nomear os servidores aprovados em concursos para reforçar a estrutura da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), executora do processo.”

4.7 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de  07/05/2015 intitulada Beto Richa autoriza contratação de 169 novos servidores para a Adapar[22]:

“Além das contratações, o governador Beto Richa autorizou a reforma e adequação de 23 postos de fiscalização localizados na divisa com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que também vão contribuir para ampliar a vigilância e fiscalização do trânsito interestadual de animais e subprodutos de origem animal, expostos a maiores riscos.”

4.8 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 11/05/2015 intitulada Debate avalia se Paraná tem condições de requerer área livre de aftosa[23]:

“Outra medida adotada pelo Estado é a reforma e adequação de 23 postos de fiscalização localizados na fronteira entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que também vão contribuir para ampliar a vigilância e fiscalização do trânsito interestadual de animais e subprodutos de origem animal, expostos a maiores riscos.”

4.9 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema FAEP nº 1301, semana de 18 a 24 de maio de 2015, pp. 6-7, em matéria intitulada Aftosa: porque área livre sem vacinação[24]:

“A Adapar e a Seab, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estabeleceram um calendário exigido pela OIE para a suspensão da vacina. Assim, além da contratação de 169 técnicos pela Adapar (BI 1300) e a instalação de 23 postos de controle nas divisas com Estados e nas fronteiras com a Argentina e Paraguai, haverá restrições ao ingresso de animais vacinados. Em setembro de 2016, o enviará pleito à OIE com as auditorias e exames sorológicos já realizados. A expectativa é que em maio de 2017 ocorra a formalização desse reconhecimento por parte da OIE. O cumprimento desse calendário estabelecido para a obtenção de área livre sem vacinação – que vem sendo religiosamente cumprido pelos órgãos oficiais – coloca a FAEP em posição favorável à essa tese.”

4.10 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 23/06/2015 intitulada Paraná está próximo de se tornar área livre de aftosa, sem vacinação[25]:

“[O governador] Ele explicou que, para conquistar o status de livre de aftosa sem vacinação e a certificação internacional de área livre da peste suína, o Governo do Paraná está investindo R$ 5 milhões na construção e reforma de 23 postos de fiscalização instalados nas divisas com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A intenção é controlar a entrada de veículos com produtos de origem animal ou vegetal que não estejam dentro dos padrões e registros definidos pelo Paraná.”

4.11 – Segundo (Notícias) a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) em matéria de 24/06/2015 intitulada Febre Aftosa – Ministra afirma que Paraná está no caminho certo[26]:

“A Seab, a Adapar, a FAEP e pecuaristas estão atuando na busca do reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) do status ao Paraná como estado livre da febre aftosa, sem vacinação. Várias etapas vêm sendo cumpridas com esse objetivo. Além da instalação de postos de controle nas divisas e fronteiras do estado e a contratação de novos profissionais em sanidade, o governo estadual já entrou com o pedido de reconhecimento de área livre de aftosa no MAPA. ‘Agora, com os investimentos realizados, vamos esperar a auditoria no Ministério da Agricultura. A conquista desse importante certificado trará mais crescimento para os produtores paranaenses’, disse Norberto Ortigara, secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná.”

4.12 – Segundo a Comunicação da ADAPAR em matéria de 31/07/2015 intitulada Trânsito Agropecuário - Adapar realiza capacitação de Assistentes de Fiscalização de Defesa Agropecuária[27]:

“Adapar está realizando no mês de julho de 2015, capacitação dos Assistentes de Fiscalização de Defesa Agropecuária (AFDA) que atuam no controle do trânsito agropecuário do Paraná. Até o momento foram capacitados 167 (cento e sessenta e sete) servidores lotados nas regiões de Toledo, Umuarama, Paranavaí, Maringá, Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Ponta Grossa, Curitiba, Paranaguá, União da Vitória, Pato Branco e Francisco Beltrão. O curso esta (sic) sendo ministrado por Fiscais de Defesa Agropecuária da Adapar, tendo como conteúdo todos os procedimentos relacionados ao controle e fiscalização de trânsito animal em postos fixos. ‘A intenção é que sejam realizados novos treinamentos periodicamente, buscando-se concluir dois eventos ao ano em cada Unidade Regional de Sanidade Agropecuária (URS)’, relata Gilmar Neves, coordenador do Programa de Controle de Trânsito Animal. ‘A promoção de capacitações e atualizações para os servidores da Adapar sempre foi uma constante desde a criação da instituição, porém a busca do reconhecimento por parte da OIE de estado livre de Peste Suína Clássica, e do status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação, reforçam ainda mais esta necessidade, resultando sempre na melhoria dos serviços prestados a sociedade paranaense’ conclui Marcos Kanashiro, gerente do Trânsito Agropecuário da Adapar.”

4.13 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 05/08/2015 intitulada Paraná vai manter o calendário de vacinação contra febre aftosa[28]:

“De acordo com Ortigara, a contratação de novos servidores para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) ocorreu recentemente em junho, e estão passando por fases de treinamento e capacitação para exercerem o papel de fiscais agropecuários e de assistentes de fiscalização. Da mesma forma, as obras de adequação dos 23 postos de fiscalização do trânsito agropecuário, nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul, não estão concluídas[29].”

4.14 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 11/08/2015 intitulada Paraná lança programa para se tornar referência em qualidade de carne[30]:

“[O governador] Ele reafirmou o compromisso do governo estadual com o setor e enumerou avanços dos últimos anos, como a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que atua na adoção de medidas de prevenção e preservação da sanidade da produção agropecuária. ‘O governo estadual faz o que está ao seu alcance para que o Paraná possa conquistar o reconhecimento de área livre de aftosa, sem vacinação. Isso garantirá mais exportações e renda aos produtores paranaenses’, disse Richa.”

4.15 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema FAEP nº 1314, semana de 17 a 23 de agosto de 2015, p. 3, em matéria intitulada Pecuária Moderna[31]:

“(...) Richa reafirmou o compromisso do governo estadual com o setor e enumerou os avanços dos últimos anos, como a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que atua na prevenção e preservação da sanidade da produção agropecuária. ‘O governo estadual faz o que está ao seu alcance para que o Paraná possa conquistar o reconhecimento de status de área livre de aftosa, sem vacinação.’”

4.16 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de 04/11/2015 intitulada Vacinação contra febre aftosa segue até dia 30 com reforço na fiscalização[32]:

“A Adapar também está revitalizando os 33 postos de fiscalização existentes nas fronteiras com os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, dos quais cinco estão em processo de licitação para construção de unidades novas. “Com os postos adequados, aumenta a fiscalização do trânsito interestadual de animais”, explicou Dias.”

 

5 – Ano de 2016

5.1 – Segundo (Notícias) a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) em matéria de 09/04/2016 intitulada Entrevista: assessor da FAEP fala sobre erradicação da febre aftosa[33]:

“Em encontro no Uruguai, Cosalfa definiu medidas para erradicar a doença até 2020. Em entrevista, Antônio Poloni comenta sobre as duas principais resoluções que precisam ser adotadas pelos países. Estamos a um passo de alcançar o status de uma área livre de febre aftosa57. O assunto foi levantado durante a quadragésima terceira reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa, a Cosalfa, entre os dias 7 e 8 de abril, em Punta del Este, no Uruguai.”

5.2 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de  13/05/2016 intitulada “Alckmin enaltece trabalho de Richa: Vamos na proa do Paraná[34]:

“O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, e o secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, participaram do evento. Ortigara disse que algumas ações conjuntas já estão acontecendo. ‘Estamos trabalhando entrosados na área de sanidade. O Paraná tem pretensões de, em breve, obter o reconhecimento de área livre de febre aftosa. Estamos construindo barreiras físicas na divisa do Paraná com São Paulo e vamos operar em conjunto na fiscalização’, explicou.”

5.3 – Segundo a Agência de Notícias do governo em matéria de  26/05/2016 intitulada Organização mundial reconhece Paraná como área livre da peste suína clássica[35]:

“O Paraná se preparou para apresentar o pleito com mais intensidade nos últimos anos, informou Kroetz. ‘Para isso foi necessário adotar medidas de biossegurança nas granjas, controle e monitoramento mais rígido no trânsito de animais, e vigilância sanitária por meio de testes laboratoriais’, disse ele. ‘Essas ações fazem parte de um conjunto de requisitos que obrigatoriamente são apresentados à OIE’”.

5.4 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema FAEP nº 1347, semana de 06 a 12 de junho de 2016, p. 9, em matéria intitulada O primeiro passo foi dado[36]:

“O próximo passo é adquirir o status internacional de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Essa, sim, será uma medida capaz de colocar a carne paranaense em mercados mais exigentes e que pagam mais pela qualidade, como Japão, Coréia do Sul e União Europeia. ‘A certificação da Peste Suína Clássica é, certamente, um passo importante, mas não é o suficiente para o que a cadeia suinícola pode e merece no Paraná’, destaca o secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara. Segundo ele, para que o Paraná conquiste esse reconhecimento é preciso enfrentar questões técnicas e políticas. No quesito técnico, falta instalar barreiras fixas nos limites interestaduais para realizar a vigilância[37] e contratar mais profissionais para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Foi realizado um concurso para contratação de 200 profissionais, mas até o momento apenas 133 tomaram posse.”

5.5 – Segundo o Boletim Informativo do Sistema FAEP nº 1368, semana de 07 a 13 de novembro de 2016, p. 3, em matéria intitulada Hora de vacinar[38]:

“A projeção da Adapar é atingir um índice de vacinação acima de 95% do rebanho estadual. Para isso, o órgão intensificou a fiscalização dos procedimentos nas propriedades e a movimentação de animais no Estado.”

 

6 – Ano de 2017

6.1 – Segundo a Comunicação da ADAPAR em matéria de 27/03/2017 intitulada Paraná discute estratégia para se tornar área livre de aftosa sem vacinação[39]:

“O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, deverá anunciar na reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa - Cosalfa 2017, o cronograma da mudança da vacinação contra a febre aftosa e maiores detalhes da retirada gradual da vacinação no país, com a apresentação das ações que serão adotadas para isto. A reunião da Cosalfa será realizada entre 3 e 7 de abril, em Pirenópolis (GO). O Mapa trabalha com a possibilidade de retirar a vacinação de 80 milhões de cabeças a partir de novembro de 2018. Para tanto, serão promovidas reuniões no país com todos os integrantes da cadeia produtiva.”

6.2 – Segundo a Comunicação da ADAPAR em matéria de 23/06/2017 intitulada Conquistas e Desafios nos 5 Anos da Adapar[40]:

“Destaques na Área de Trânsito Agropecuário: - A construção, reformas e melhorias em 10 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário – PFTA ao longo das divisas com MS, SP e SC; - O compartilhamento dos 10 PFTA com Santa Catarina e cooperação entre a Adapar e a Cidasc em faixa de até 12 Km da divisa dos estados, em consonância com Resolução CODESUL 1.170/2013; - Aquisição e adaptação de veículos para operações volantes que atualmente somam 5.213 operações volantes realizadas em rodovias no Estado.”

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[1] http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/pecuaria/bovinos/parana-vai-anunciar-fim-da-vacinacao-contra-febre-aftosa-2vy6ndhxwmivgyemnaplx6t41

[2] A Lei Complementar nº 159, de 19/05/2017 (Institui o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal e altera as Leis Complementares no 101, de 4 de maio de 2000, e no 156, de 28 de dezembro de 2016), art. 8º, V, veda novos concursos públicos por três anos (prorrogáveis por mais três).

[3] http://www.afisapr.org.br/noticias/154-a-verdade-sobre-a-febre-aftosa-no-paran%C3%A1-the-true-about-fmd-in-the-state-of-parana,-brazil

[4] http://www.afisapr.org.br/noticias/136-diagn%C3%B3stico-da-afisa-pr-sobre-o-monitoramento-sorol%C3%B3gico-da-febre-aftosa-nas-%C3%A1reas-de-fronteira-do-paran%C3%A1

[5] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=71487

[6] Paraná Cooperativo nº 113, out. de 2014, pp. 8-9.

[7] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=83559

[8] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2015/05/BI1301.pdf

[9] Paraná Cooperativo nº 117, jan./fev. de 2015, p. 8.

[10] http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/pecuaria/bovinos/parana-vai-anunciar-fim-da-vacinacao-contra-febre-aftosa-2vy6ndhxwmivgyemnaplx6t41

[11] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2013/11/220.pdf

[12] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=71487

[13] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=74279

[14] A “meta”, segundo a notícia da Gazeta do Povo “Paraná vai anunciar fim da vacinação contra febre aftosa”11, de 29/06/2017, ficou para “novembro de 2018”.

[15] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=80461

[16] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=81909

[17] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=83424&tit=Parana-busca-status-de-area-livre-da-peste-suina-para-ampliar-exportacoes

[18] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2015/03/BI1293c.pdf

[19] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=83559

[20] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2015/04/BI1297.pdf

[21] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=83825

[22] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=84021

[23] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=84057

[24] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2015/05/BI1301.pdf

[25] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=84651

[26] http://www.sistemafaep.org.br/febre-aftosa-ministra-afirma-que-parana-esta-caminho-certo.html

[27] http://www.adapar.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=219&tit=Transito-Agropecuario-Adapar-realiza-capacitacao-de-Assistentes-de-Fiscalizacao-de-Defesa-Agropecuaria

[28] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=85221 

[29] Esta afirmação comprova, inequivocamente, que todas as demais informações oficiais veiculadas pela propaganda governamental ou empresarial vinculadas à suposta “reestruturação” do sistema de fiscalização do trânsito de animais, vegetais e seus produtos derivados” ao longo das regiões fronteiriças do Paraná não se confirmaram.  

[30] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=85304

[31] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2015/08/BI13141.pdf

[32] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=86582

[33] http://www.sistemafaep.org.br/entrevista-assessor-da-faep-fala-sobre-erradicacao-da-febre-aftosa.html

[34] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=89106

[35] http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=89274

[36] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2016/06/BI-13471.pdf

[37] Esta afirmação comprova, inequivocamente, que todas as demais informações oficiais veiculadas pela propaganda governamental e empresarial vinculadas à suposta “reestruturação do sistema de fiscalização do trânsito de animais, vegetais e seus produtos derivados” ao longo das regiões fronteiriças do Paraná não se confirmaram. .

[38] http://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2016/11/BI-1368.pdf

[39] http://www.adapar.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=386&tit=Parana-discute-estrategia-para-se-tornar-area-livre-de-aftosa-sem-vacinacao-

[40] http://www.adapar.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=403&tit=Conquistas-e-Desafios-nos-5-Anos-da-Adapar

 

Matérias vinculadas

27-06-2017 - Afisa-PR & MP-PR investiga a fiscalização do trânsito de animais, vegetais e seus produtos derivados

11-08-2015 - Afisa-PR & Afisa-PR informa à OIE precariedade na fiscalização do trânsito de animais no Paraná - Afisa-PR denounces to the OIE the precariousness in the animals traffic inspection in the Parana, Brazil

18-07-2015 - Afisa-PR & A verdade sobre a febre aftosa no Paraná - The true about FMD in the State of Parana, Brazil

19-05-2015 - Afisa-PR & Diagnóstico da Afisa-PR sobre o monitoramento sorológico da febre aftosa nas áreas de fronteira do Paraná (Diagnosis of the Afisa-PR about serological monitoring for FMD in Parana's border areas 

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