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A ingerência do setor privado na fiscalização agropecuária pública

Para conferir confiabilidade e credibilidade às commodities agrícolas destinadas à exportação, a iniciativa privada não pode ser considerada "parceira" visto que é objeto de fiscalização pública 

 

Crédito imagem: Brasil 247

  

A notícia Joesley: Eu pedia favores e Temer pedia propinas" do Brasil 247 de 2 de setembro de 2017, afirma que "Em sua entrevista à jornalista Thais Oyama, publicada neste fim de semana, o empresário Joesley Batista revelou a natureza da sua relação com Michel Temer; 'Era propina, ilícito. Ele me pedindo dinheiro, eu pedindo alguma coisa a ele no Ministério da Agricultura', afirma; nunca antes na história do Brasil um ocupante da presidência da República foi acusado de forma tão direta por um grande empresário; em nota, Temer chamou Joesley de 'grampeador-geral da República' e recebeu uma dura resposta, imediatamente, ao ser classificado pelo dono da JBS como 'ladrão-geral da República'; na guerra entre os dois, Temer usa a máquina do Estado para quebrar a J&F e afastar a família do comando de suas empresas".

A iniciativa privada não pode ser tratada como "parceira" da fiscalização agropecuária pública, muito pelo contrário, visto que é alvo de fiscalização pública, com poder de polícia administrativa, justamente para que seja conferido confiabilidade e credibilidade às commodities agrícolas destinadas à exportação, para que não mais aconteçam operações de escândalos alimentares como a Carne Fraca.  

 

Matérias vinculadas:

2-9-2017 - Brasil 247 & Joesley: eu pedia favores e Temer pedia propinas ["Era propina, ilícito. Ele me pedindo dinheiro, eu pedindo alguma coisa a ele no Ministério da Agricultura", afirma]

1-9-2017 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & O estado mínimo impede a modernização da fiscalização agropecuária pública [Nova onda neoliberal impede o Estado e investimento público]

 

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