Causa-nos estranheza o "tom de surpresa" contido na nota distribuída pelos sindicatos que compõem o FES.

Como nunca acreditamos na ilusória possibilidade de "negociação" com o atual governo (sic) representado pelos seus prepostos comissionados de confiança tratamos, isso sim, de desencadear ações práticas capazes de efetivamente garantir os justos e legítimos interesses dos nossos sócios.

 

 

Os termos do art. 2º do projeto de lei nº 556 de 2017 não surpreende. Ora, as lideranças sindicais1 não acompanham a legislação? A restrição salarial imposta no art. 2º do referido projeto de lei consta na conhecidíssima Lei Complementar Federal nº 156 de 2016.

É inútil ficar só na reclamação e, o que é pior, incorrer em autoengano pela falsa expectativa de que a "negociação" com o "governo" (sic) de turno tem o condão mágico de "reverter" os calotes já consolidados contra o reajuste (janeiro) e a data-base (maio), os quais que impõem uma gravíssima redução (8,5%) real dos subsídios.

Esses calotes (assim como o do ano que vem) devem ser judicializados, pois o fiscal agropecuário do estado que se omitir não receberá a recomposição remuneratória de 8,5% e nem a data-base do ano quem.

A Afisa-PR não gera e dissemina falsas expectativas entre os seus sócios. A Afisa-PR prefere atuar com rapidez, visto que foi uma das primeiras entidades classistas a ingressar com ação ordinária (Processo nº 003454820178160004) no Poder Judiciário para recuperar, o quanto antes, o reajuste e a data-base de 2017 que traduzem 8,5% de recomposição remuneratória em benefício dos seus sócios. A Afisa-PR aguarda pelo julgamento do seu pedido de liminar. Caso ela seja concedida a recomposição remuneratória de 8,5% será implantada em benefício das remunerações dos seus sócios. No ano que vem, a Afisa-PR também judicializará o calote aplicado contra a data-base de 1º de maio de 2018.

Que os fiscais agropecuários do estado não criem falsas expectativas ou confiem nos literais contos de fadas para adultos disseminados por certas "lideranças" que afirmam "representá-los", porém, só mostram suas caras quando o desastre remuneratório já está consumado, e cujo pano de fundo é o de tentar garimpar, oportunisticamente, algumas filiações a mais.

O projeto de lei nº 556/2017 será aprovado pelo governo (sic) no Legislativo a toque de caixa, na base da urgência urgentíssima e com muita facilidade – como foram todos os demais pacotaços sacramentados contra os justos e legítimos interesses dos fiscais agropecuários do estado. Essa é a realidade!

Que os fiscais agropecuários do estado comecem a trabalhar, e com urgência, pelo resgate do formidável poder reivindicatório da sua categoria por intermédio do associativismo de classe autentico, autônomo e independente!

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1 Principalmente as que dizem "representar" a categoria  dos fiscais agropecuários do estado, porém, que jamais se dedicaram à criação da carreira própria e à transformação dos cargos públicos dos ex-defisianos para que nela fossem reenquadrados; e que atualmente alardeiam junto aos mais desinformados que prepostos comissionados de confiança vinculados ao governo (sic) de turno "analisam com carinho" suas recém-apresentadas reivindicações sindicais.