Opinião da DIREX: Os bastidores nada republicanos

Afisa-PR

Opinião da DIREX: Os bastidores nada republicanos

Os grotescos bastidores nada republicanos de uma atividade exclusiva e típica de Estado, indelegável ao setor privado e que deveria ter como obrigação institucional a preservação do interesse público em benefício da população

 

 

Os desdobramentos da Operação Carne Fraca revelam os grotescos bastidores nada republicanos de uma atividade exclusiva e típica de Estado, indelegável ao setor privado e que deveria ter como obrigação institucional a preservação do interesse público em benefício da população.

Para a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), não é possível que a fiscalização agropecuária promovida pelo Estado continue a ser degradada e desmoralizada pela crescente ingerência do setor privado e da política partidária (entenda-se estruturas comissionadas com deveres de lealdade e confiança para com governos que transitam o poder).

Em tempos neoliberais (preferência pelos mercados em vez do Estado) convivemos com o Fator Destruição do serviço público: as decisões são tomadas em desarmonia com o interesse público, em atrelamento às boas relações (parceria entre as estruturas comissionadas - com deveres de confiança e lealdade para com governos que transitam o poder - com os setores privado e político partidário) e aos poderes econômico e político partidário. Explica-se, portanto, a degradação e desmoralização de um setor que deveria preservar integralmente seu caráter autônomo e cumpridor de seus objetivos e obrigações institucionais em estrita observação ao Estado de Direito.

Para a Afisa-PR, todos os cargos de confiança com deveres de confiança de lealdade para com governos que transitam o poder deveriam ser extintos nos três âmbitos da fiscalização agropecuária, e substituídos por funções gratificadas em ambiente de plena valorização da ética, eficiência e competência profissional.

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Opinião da DIREX: "Fim da vacinação: um caminho sem volta"?

Afisa-PR

Opinião da DIREX: "Fim da vacinação: um caminho sem volta"?

O suscitado "caminho sem volta" poderá significar o contrário, ou seja, a volta da febre aftosa em nosso território

 

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), com base nos conteúdos dos artigos "Fim da vacinação: um caminho sem volta" e "Declarar o Paraná área livre da aftosa sem vacinação é um estímulo à economia", espera que o marco legal (Lei 17026/2011) definidor das atividades institucionais permanentes da fiscalização agropecuária deste estado, que também são submetidas ao escrutínio de legislação mandatária superior (Decreto 5.741/2006), não tenha "mudado" seu eixo. 

A Afisa-PR também espera que o cogitado "fim da vacinação contra febre aftosa" não seja estabelecido mediante canetaço, com o propósito de atender momentânea demanda da política partidária ou subjetividades alheias às inalienáveis legalidade e tecnicidade inerentes à fiscalização agropecuária estatal.

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Uso de agrotóxicos no Brasil e sua conexão com a União Europeia

De Olho nos Ruralistas

Europa compra do Brasil comida produzida com agrotóxicos que ela proíbe

Atlas lançado na Geografia-USP mostra que país exporta alimentos com pesticidas banidos pela UE; 27 países importam café regado com 30 venenos que eles vetam

Por Alceu Luís Castilho

 

 

O Brasil exportou para 16 países da Europa mais de 13 milhões de toneladas de soja em 2016. Em grão, triturada, óleo ou farelo. Essa soja foi produzida com nada menos que 150 agrotóxicos diferentes. Detalhe: 35 deles são proibidos na União Europeia. Holanda, Alemanha, Espanha e França foram os principais importadores.

Os dados constam de pesquisa que está sendo lançada nesta segunda-feira (27/11) pelo Laboratório de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP). A professora Larissa Mies Bombardi vem trabalhando os dados há anos, no Brasil e no Reino Unido. E os apresenta em forma de mapas.

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Agrotóxicos: Brasil usa quantidade até 5 mil vezes maior que a Europa

Repórter Brasil

Agrotóxicos: Brasil libera quantidade até 5 mil vezes maior do que Europa

Oito brasileiros se intoxicam com agrotóxicos por dia devido à permissividade da lei brasileira, aponta estudo inédito

Por Thais Lazzeri

 

Arte crédito: Repórter Brasil & Marco Vergotti 

 

O debate sobre o uso de agrotóxicos ganhou um novo capítulo, e ele não é bom para o Brasil. Estudo inédito revelou o abismo que existe entre a legislação brasileira e a da União Europeia sobre o limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos. A contaminação da água é o que mais chama a atenção, com a lei brasileira permitindo limite 5 mil vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa. No caso do feijão e da soja, a lei brasileira permite o uso no cultivo de quantidade 400 e 200 vezes superior ao permitido na Europa.

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Tour internacional pelo agrotóxico paraquate

Brasil de Fato

Syngenta patrocina viagem de parlamentares ruralistas brasileiros à Suíça

Viagem ocorreu após proibição de uso no Brasil de substância produzida pela empresa transnacional

 

Por Rafael Tatemoto

 

 

Parlamentares brasileiros integrantes da bancada ruralista realizaram uma viagem à Suíça com o apoio da transnacional Syngenta, uma das maiores produtoras de agrotóxicos. A visita ao país ocorreu após a Agência Nacional da Vigilância Sanitária proibir o uso e comercialização do paraquate, agrotóxico banido em diversos países.

Um documento obtido com exclusividade pelo Brasil de Fato, aponta que a viagem foi bancada pela Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, com apoio da Syngenta e da própria Confederação Suíça.

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