Estudo francês: alimentos orgânicos sem agrotóxicos reduzem em 86% o risco de câncer no sangue

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Estudo francês: alimentos orgânicos sem agrotóxicos reduzem em 86% o risco de câncer no sangue

O maior impacto foi observado no risco de linfoma não-Hodgkin, que despencou entre aqueles que evitavam alimentos pulverizados com agrotóxicos, de acordo com um estudo feito em quase 70 mil adultos franceses

French study: Organic foods without pesticides reduce in 86% the blood cancer risk in the blood & the greatest impact was observed in the risk of non-Hodgkin's lymphoma, which crashed among those who avoided food sprayed with pesticides, according to a study made in almost 70000 french adults

Crédito imagem: Mieux Vivre Autrement

 

A notícia Pesticide-free organic food lowers your blood cancer risk by 86% - and slashes breast and skin cancer risk by more than a third, study finds (por Mia de Graaf Health Editor for dailymail.com e Dailymail.com reporter) do britânico Daily Mail de 22 de outubro de 2018, diz que cortar os agrotóxicos pelo consumo de alimentos orgânicos reduz o risco de câncer no sangue em 86% e no de mama e pele em mais de um terço, segundo um estudo — Association of Frequency of Organic Food Consumption With Cancer Risk — realizado por pesquisadores franceses.

O maior impacto foi observado no risco de linfoma não-Hodgkin, que despencou entre aqueles que evitaram consumir alimentos pulverizados com agrotóxicos, de acordo com a pesquisa feita em quase 70 mil adultos franceses.

No geral, os consumidores orgânicos tinham uma probabilidade 25% menor de desenvolver qualquer tipo de câncer, e seus riscos de câncer de pele e mama caíram em um terço.

A descoberta ocorre em meio ao crescente interesse pelos riscos de câncer de causados pelos agrotóxicos, estimulado pelo recente julgamento nos EUA, quando um júri originalmente concedeu U$ 289 milhões — a juíza do caso rejeitou o apelo para derrubar o veredicto, porém, reduziu a indenização por danos punitivos para US$ 39 milhões — a um ex-jardineiro de escola com linfoma não-Hodgkin1 em fase terminal, depois de chegar à conclusão que seu câncer estava vinculado a um agrotóxico.

"Nossos resultados indicam que o maior consumo de alimentos orgânicos está associado a uma redução no risco de câncer em geral", disse a autora Julia Baudry, PhD, do Centre of Research in Epidemiology and Statistics Sorbonne Paris Cité.

Baudry relatou que foram observados "riscos reduzidos para cânceres em órgãos específicos — câncer de mama na pós-menopausa, linfoma não-Hodgkin e todos os linfomas —- entre os indivíduos com frequência maior de consumo de alimentos orgânicos" e "Embora nossos resultados ainda precisem de confirmação, promover o consumo de alimentos orgânicos entre a população em geral pode ser uma promissora estratégia preventiva contra o câncer."

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União Europeia (UE): Eurostat revela quais países consomem mais agrotóxicos

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União Europeia (UE): Eurostat revela quais países do Bloco consomem mais agrotóxicos

Espanha, França, Itália e Alemanha estão entre os maiores consumidores de agrotóxicos; eurodeputado francês rejeita e denuncia lobby e vice-campeã do consumo, França fracassa na sua tentativa de reduzir o uso de agrotóxicos

European Union (EU): Eurostat reveals which bloc countries consume more pesticides & Spain, France, Italy and Germany are between the largest consumers of pesticides; euro french deputy rejects and denounces lobbying and runner of consumption, France fails in its attempt to reduce the use of pesticides


Fonte: Eurostat

 

A notícia Which EU countries consume the most pesticides? (por Sallyann Nicholls) do Euronews de 15 de outubro de 2018 informa que na União Europeia (UE) a Espanha, França, Itália e Alemanha "são de longe os maiores consumidores de agrotóxicos".

Os quatro países citados, que abrangem quase a metade do mercado agrícola da UE, em 2016 responderam por 79% do comércio e uso de agrotóxicos, segundo os dados divulgados em 15 de outubro último pela Comissão Europeia através do European Statistical System (Eurostat). Segundo a notícia, as informações divulgadas pelo Eurostat levantam preocupações sobre o impacto que o comércio e o uso de agrotóxicos podem ter em prejuízo da saúde das pessoas residentes da UE.

A Espanha é o país que mais consome agrotóxicos no Bloco, que são utilizados para "proteger as plantações de insetos e outros organismos que poderiam prejudicá-las ou matá-las".

Os agrotóxicos fungicidas e bactericidas representaram a maior parte das vendas na Espanha (38,9 mil toneladas), na Itália (37 mil toneladas) na França (31,9 mil toneladas).

Na Alemanha, os agrotóxicos inseticidas e acaricidas foram os mais comercializados (15.463 toneladas).

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União Europeia (UE): investigações do britânico The Independent e do Greenpeace revelaram tática de lobby em favor do glifosato

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União Europeia (UE): investigações do britânico The Independent e do Greenpeace revelaram tática de lobby em favor do glifosato

Ambientalistas acusaram os organizadores de uma "campanha de lobby de seis dígitos" destinada a defender um polêmico agrotóxico com o emprego de "táticas dos lobistas do tabaco"

European Union (EU): investigations by the British the Independent and Greenpeace revealed lobbying tactics in pro of glyphosate & Environmentalists accused the organizers of a "six-digit lobbying campaign" aimed at defending an agrotoxic polemic with the Use of "tobacco lobbyists ' tactics"

 

Crédito imagem: The Independent

 

A notícia PR company accused of using 'tobacco lobbyist tactics' to promote weedkiller linked to cancer (por James Moore) do britânico The Independent de 17 de outubro de 2018, diz que ambientalistas acusaram os organizadores de uma "campanha de lobby de seis dígitos" destinada a defender um polêmico agrotóxico com o emprego de "táticas dos lobistas do tabaco".

Segundo o The Independent, "O Roundup, um herbicida comercializado pela Monsanto, é a marca mais conhecida para o glifosato, um produto químico amplamente usado por agricultores e jardineiros domésticos".

A notícia afirma que a campanha chamada Freedom to Farm (liberdade para a exploração agrícola) — ativa nos oito países mais importantes da Europa — propaga-se para conquistar "um esforço liderado pelos agricultores em defesa do herbicida", que é considerado um "provável causador de câncer" em humanos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Freedom to Farm apresentou-se em exposições agrícolas em toda a Europa, onde "assumiu suas posições e supostamente empregou recepcionistas com a intenção de contratar agricultores para ajudar a defender" o agrotóxico em questão contra seus críticos. A campanha alerta para a "ameaça à agricultura" vinda daqueles que "procuram restringir" o uso do glifosato em "sites e mídias sociais".

De acordo com a notícia, investigações do The Independent e do Greenpeace revelaram que a campanha é administrada pela Red Flag, uma empresa de relações públicas e lobby de Dublin (Irlanda), com a ajuda da Lincoln Strategy, uma organização dos Estados Unidos com ligações estreitas com a campanha eleitoral de Donald Trump.

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União Europeia (UE): Comissão proporá a proibição de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos

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União Europeia (UE): Comissão proporá a proibição de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos

Entre os agrotóxicos na "lista de proibição" estão os ingredientes ativos  propiconazol, etoxazol, etofrofós, clorotalonil e indoxacarbe com monografia autorizada no Brasil

European Union (EU): Commission to propose the prohibition of 11 active ingredients of pesticides & Between pesticides in the "Prohibition list" are the active ingredients Propiconazole, etoxazole, Etofrofos, Chlorotalonil and Indoxacarb with monograph allowed in Brazil

 

Crédito imagem: Greenpeace

 

A notícia The pesticide merry-go-round keeps turning! da Pesticide Action Network (Pan Europe) de 16 de outubro de 2018 informa que na reunião que será realizada nos dias 23 e 24 de outubro de 2018, a Comissão Europeia vinculada à saúde e segurança de alimentos — Health and Food Safety – DG(Sante) — proporá aos Estados-membros da União Europeia (UE) a proibição de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos: flurtamone, propiconazol, chlorpropham, etoxazol, quinoxyfen, desmedipham, phenmedipham, etofrofós, clorotalonil, indoxacarbe e toclofos-methyl.

A maioria desses ingredientes ativos há décadas está disponível no mercado da UE e, em última análise, os riscos que representam para a saúde humana ou para o meio ambiente foram considerados inaceitáveis ​​pela European Food Safety Authority (EFSA) — autoridade europeia para a segurança dos alimentos.

O PAN Europe, segundo sua própria notícia, "congratula-se com a posição da Comissão Europeia de eliminar progressivamente a utilização de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos". Embora os Estados-membros da UE sejam convidados a debater as propostas da DG(Sante) nessa reunião, o PAN Europa alertou que a maior parte desses agrotóxicos há décadas estão no mercado europeu, assim sendo, não é mais possível questionar as seus perigos à saúde humana e ao meio ambiente. Para o PAN Europe esses 11 agrotóxicos "são as relíquias de um modelo ultrapassado de agricultura e que bloqueiam a transição" para uma agricultura "que leve em consideração a adequada abordagem" do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

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União Europeia (UE): novo relatório questiona modelo de criação intensiva de frango

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União Europeia (UE): novo relatório questiona modelo de criação intensiva de frango

Para o Eurogroup for Animals, um novo relatório da AgriBusiness Consulting, é "um argumento convincente para repensar completamente o modelo de criação intensiva de frango que predomina na União Europeia (UE) e que ameaça a saúde pública, polui o meio ambiente e pouco faz para respeitar o bem-estar animal". A criação intensiva de frango vincula-se à resistência de importantes bactérias a múltiplas substâncias antibióticas 

European Union (EU): new report Questions intensive chicken farming model & For Eurogroup for Animals, a new report by AgriBusiness Consulting, is "a strong argument to completely rethink the intensive chicken farming model that predominates in the European Union (EU) and threatens public health, pollutes the environment and Little does to respect animal welfare." Intensive chicken breeding is linked to the resistance of important bacteria to multiple antibiotic

 

Crédito Imagem: Eurogroup for Animals

 

A notícia New report demonstrates detrimental impacts of intensive broiler chicken farming on public health and the environment, besides animal welfare do Eurogroup for Animals de 16 de outubro de 2018, informa que um novo relatório da AgriBusiness Consulting é um “argumento convincente para repensar completamente o modelo de criação intensiva de frango que predomina na União Europeia (UE) e que ameaça a saúde pública, polui o meio ambiente e pouco faz para respeitar o bem-estar animal”.

O relatório, publicado menos de uma semana depois que o Parlamento Europeu instou a Comissão Europeia a lidar com os grandes desafios sociais causados ​​pela criação intensiva de frangos de corte, concentra-se nas principais questões decorrentes das práticas de produção avícola da UE. Depois de descrever essas práticas e reunir evidências sobre seu impacto, o relatório conclui que a criação intensiva de frangos de corte contribui para o atual aumento da resistência antimicrobiana e causa a degradação do meio ambiente, além de estar intrinsecamente ligado ao bem-estar animal.

De acordo com este novo relatório, práticas intensivas de criação de frangos de corte estão contribuindo para o aumento da resistência antimicrobiana (Antimicrobial Resistance - AMR) em bactérias de importância zoonótica, como Campylobacter spp., Salmonella spp. e Escherichia coli (E. coli/EFSA/ECDC, 2016). Segundo a notícia, a luta contra a resistência antimicrobiana continua a ser uma prioridade fundamental na UE, mas até o momento não foram tomadas quaisquer medidas pela Comissão Europeia para apoiar concretamente a adoção de normas legais mais elevadas de bem-estar animal em benefício da criação de frangos, como um meio importante para reduzir sua dependência ainda elevada dos tratamentos antimicrobianos. As bactérias zoonóticas que são tipicamente encontradas na criação intensiva de frangos estão a desenvolver resistência a múltiplas substâncias antibióticas que são importantes para a saúde humana, fato que impõe à Comissão Europeia a adoção de medidas urgentes em toda a indústria de criação de frangos.

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