UE: eurodeputados aprovam proposta de regulamento que limitará o uso de antibióticos em animais

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UE: eurodeputados aprovam proposta de regulamento que limitará o uso de antibióticos em animais

Importações de produtos de origem animal pela União Europeia (UE): contra a proliferação das superbactérias, proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho impedirá o uso de antibióticos "como promotores de crescimento" em animais de criação. A UE, com essa medida, alerta os países altamente dependentes de exportação da carne e seus derivados, notadamente, os que "compensam sua pecuária de baixa qualidade"

EU: MEPs approve proposal for a regulation that will limit the use of antibiotics in animals & Imports of products of animal origin by the European Union (EU): Against the proliferation of Superbacteria, proposal for a regulation of the European Parliament and of the Council will prevent the use of antibiotics "as growth promoters" in breeding animals. The EU, with this measure, alerts highly dependent countries of exporting meat and its derivatives, notably those that "compensate for low-quality livestock"

 

EU limitacao uso antibioticos animais

Crédito imagem: The Guardian & Photograph: Alamy Stock Photo

 

A notícia MEPs back plans to halt spread of drug resistance from animals to humans do New European Parliament de 25 de outubro de 2018, informa que na última quinta-feira (25), os eurodeputados aprovaram por 583 votos favoráveis; 16 contra e 20 abstenções, uma proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho, que altera o Regulamento (CE) 726/2004 que atualmente "estabelece procedimentos comunitários de autorização e de fiscalização de medicamentos par auso humano e veterinário". Essa proposta, que em até 2022 se tornará lei, contempla um conjunto de limitações ao uso de antibióticos em animais saudáveis criados e posteriormente destinados à alimentação das pessoas. O objetivo dessa proposta é restringir a proliferação de bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, chamadas superbactérias, que são de difícil tratamento médico; preservar antibióticos viáveis para seres humanos; incentivar a inovação e submeter os produtos de origem animal importados pela União Europeia (UE) aos novos padrões.

Segundo a notícia do Parlamento Europeu, essa medida baseia-se no recente alerta feito pelo European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) — Centro Europeu de Controle e Prevensão de Doenças — de que as bactérias presentes nos seres humanos, nos alimentos e nos animais continuam a mostrar resistência aos antibióticos mais amplamente utilizados. Os cientistas dizem que a resistência à ciprofloxacina, um antibiótico que é extremamente importante para o tratamento de infecções humanas, é muito alta na bactéria Campylobacter, reduzindo assim as opções para o tratamento eficaz de graves infecções transmitidas pelo consumo de alimentos contaminados. A bactéria Salmonella, com cepas resistentes a múltiplos antibióticos, continua a se espalhar pela Europa.

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Segurança alimentar: alimentos inseguros custam US$ 110 bilhões por ano aos países de baixa e média renda

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Segurança alimentar: alimentos inseguros custam US$ 110 bilhões por ano aos países de baixa e média renda

Estudo do Banco Mundial: seu economista agrícola líder e co-autor do estudo, Steven Jaffee, afirmou que os governos dos países de baixa e média renda caso do Brasil, citado nesse estudo precisam ser mais inteligentes para investir em segurança alimentar e monitorar o impacto das intervenções que fazem

Food security: Unsafe food costs US $110 billion per year to low and middle-income countries & World Bank Study: it´s leading agricultural economist and co-author, Steven Jaffee, said the governments of the low-and middle-income countries — the case of Brazil, cited in this study — need to be smarter to invest in food security and Monitor the impact of interventions that make.


Alimentos inseguros prejuizo 110bi dolares ano

Crédito imagem: Food Safety News

 

A notícia Unsafe food in LMICs costs $110 billion a year – World Bank (por Joe Whitworth) do Food Safety News de 25 de outubro de 2018, alerta que o impacto dos alimentos inseguros custa às economias de países de baixa e média renda — low-and middle-income countries (LMICs) , em perda de produtividade e despesas médicas, cerca de US $ 110 bilhões a cada ano, segundo um estudo feito pelo Banco Mundial. O estudo, chamado The Safe Food Imperative & Accelarating Progress in Low-and Middle-Income Countries, que foi apoiado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, afirma que alguns custos poderiam ser evitados por meio de mudanças comportamentais e de infraestrutura em setores das cadeias da indústria alimentícia, muitas vezes de baixo custo.

Nos LMICs, a perda de produtividade decorrente das doenças transmitidas pelos alimentos, é estimada em US$ 95,2 bilhões por ano e o custo de seu tratamento médico é de cerca de US$ 15 bilhões por ano. Outros custos, incluindo redução das vendas dos agricultores e dos estabelecimentos agropecuários, perda de renda comercial, repercussões na saúde humana, evasão de consumidores de alimentos perecíveis e ricos em nutrientes e o ônus ambiental do desperdício destes alimentos, são mais difíceis de serem quantificados. Nos LMICs, a China responde por mais de US$ 30 bilhões da "carga total" de doenças transmitidas pelos alimentos e a Índia por US$ 15 bilhões, sendo que ambos países são responsáveis por 49% da "carga econômica" de países assim tipificados e 71% da "carga total" na Ásia.

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UE: o lobby de alguns Estados-membros que tentam enfraquecer as regras contra o uso dos agrotóxicos disruptores endócrinos, Reino Unido à frente

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UE: o lobby de alguns Estados-membros que tentam enfraquecer as regras contra o uso dos agrotóxicos disruptores endócrinos, Reino Unido à frente

Segundo a notícia do britânico The Independent, evidências crescentes sugerem que alguns agrotóxicos disruptores endócrinos ​​estão ligados a tudo, desde cânceres — não geneticamente vinculados — de mama e tireoide a testículos em homens jovens

EU: The lobby of some Member States trying to weaken the rules against the use of endocrine disruptors, UK ahead & According to the british news the Independent, increasing evidence suggests that some agrochemicals endocrine disruptors are linked to everything from cancers — no genetically linked — from breast and thyroid to testicles in young men

UE lobby agrotoxico

Crédito imagem: Euractiv

 

A notícia 'Illegal' attempt to weaken EU pesticides rules backed by UK could increase cancer risk, lawyers warn (por Josh Gabbatiss) do britânico The Independent de 22 de outubro de 2018, afirma que advogados ambientalistas do ClientEarth advertem que o governo do Reino Unido atua para tentar enfraquecer as regras que visam bloquear o uso na União Europeia (UE) de determinados agrotóxicos disruptores endócrinos ligados a uma série de consequências à saúde, aos animais e ao meio ambiente.

Segundo a notícia, a exposição a esses produtos químicos, cujos resíduos acabam transportados para os alimentos disponíveis nas prateleiras dos supermercados, pode aumentar o risco de câncer, distúrbios do sistema nervoso e problemas de desenvolvimento nas pessoas. Porém, apesar desses riscos, alguns países tendo o Reino Unido à frente, pressionam a Comissão Europeia em uma tentativa de enfraquecer as regras da União Europeia (UE), uma ação que, segundo alertam os advogados ambientalistas, é ilegal.

Evidências crescentes sugerem que alguns agrotóxicos disruptores endócrinos ​​estão ligados a tudo, desde cânceres — não geneticamente vinculados — de mama e tireoide a testículos em homens jovens. Respondendo a essa ameaça, a UE tenta adotar ações que visam remover da cadeia alimentar o uso desses agrotóxicos. Os primeiros passos para proibir nos domínios da UE o uso de agrotóxicos disruptores endócrinos vieram há nove anos, quando o Bloco concordou com uma proibição efetiva. O Reino Unido foi o único Estado membro a votar contra a moção. Segundo a notícia, desde então, o lobby da indústria de agrotóxicos apoiado pelo Reino Unido, Holanda e alguns países do Leste Europeu, exerce repetidas tentativas para enfraquecer as regras que visam proibir o uso de agrotóxicos disruptores endócrinos, enquanto a UE atua para tentar esclarecer quais deles serão atingidos pelas novas restrições, mais rigorosas. 

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Reino Unido: relatório sobre Brexit mostra resultados sombrios para a saúde animal e sanidade vegetal no pós-UE

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Reino Unido: relatório sobre Brexit mostra resultados sombrios para a saúde animal e sanidade vegetal no pós-UE

No pós-UE, relatório1 Brexit could significantly compromise UK’s ability to manage threats from animal and plant diseases do Lords Committee do Reino Unido, chama a atenção para o déficit de fiscalização agropecuária pública nos âmbitos: compartilhamento de informações; capacidade na estrutura veterinária oficial; fiscalizações e auditorias; acesso ao financiamento de pesquisa; aplicação da legislação votada para o setor; capacidade nos departamentos e setores  governamentais e quadro legislativo — não se subestima a avançada fiscalização agropecuária pública da União Europeia (UE)

United Kingdom: Report1 on Brexit shows grim results for animal health and plant sanity in post-EU & In the post-EU report Brexit could significantly compromise UK's ability to manage threats from animal and plant diseases of the Lords Committee of the United Kingdom, draws attention to the deficit of public agricultural inspection in the areas: sharing  information capacity in the official veterinary structure; Inspections and audits; access to research funding; Implementation of the legislation voted on for the sector; Capacity in government departments and sectors and legislative framework — the advanced public Agricultural surveillance adopted by the European Union (EU) can´t be underestimated

Reino Unido relatorio Brexit regulamentacao

Crédito imagem: Parlamento Europeu

 

Segundo a notícia Brexit report shows bleak outcomes for animal health after leaving the EU do The Poultry Site de 24 de outubro de 2018, o Reino Unido pode perder o acesso a alertas vitais da União Europeia (EU) sobre ameaças de doenças der animais e de pragas de vegetais depois do Brexit, de acordo com um relatório1 do comitê Energy and Environment (EE) da Câmara dos Lordes.

O EE destaca que doenças de plantas e animais, e espécies invasoras não nativas, são uma constante ameaça à ecologia e à economia do Reino Unido. Somente no ano passado, 300 diferentes pragas e doenças foram barradas nas fronteiras do Reino Unido.

Segundo a notícia do The Poultry Site, atualmente, [no Reino Unido] a maioria das decisões sobre como reagir às ameaças de biossegurança [fiscalização agropecuária pública, segurança alimentar, saúde animal, sanidade vegetal etc.] é tomada o âmbito da UE. O Reino Unido também se beneficia de sistemas de coleta de informações e notificações de doenças em toda a UE, sistemas para rastrear transportes de plantas e animais e de coordenação de esforços de pesquisa. Quando o Reino Unido deixar de ser um Estado-membro da UE, automaticamente, também deixará de fazer parte de sua avançada estrutura de fiscalização agropecuária pública.

Tendo em conta a proximidade geográfica, o volume de comércio e as viagens que ocorrem entre o Reino Unido e a UE, a cooperação continuada é crítica, mas o Comitê da Câmara dos Lordes identificou pelo menos sete áreas, nas quais o Brexit poderia levar o Reino Unido a um déficit de fiscalização agropecuária pública, ou  seja: compartilhamento de informações; capacidade na estrutura  veterinária oficial; fiscalizações e auditorias; acesso ao financiamento de pesquisa; aplicação da legislação votada para o setor; capacidade nos departamentos e setores  governamentais e quadro legislativo.

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Estudo francês: alimentos orgânicos sem agrotóxicos reduzem em 86% o risco de câncer no sangue

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Estudo francês: alimentos orgânicos sem agrotóxicos reduzem em 86% o risco de câncer no sangue

O maior impacto foi observado no risco de linfoma não-Hodgkin, que despencou entre aqueles que evitavam alimentos pulverizados com agrotóxicos, de acordo com um estudo feito em quase 70 mil adultos franceses

French study: Organic foods without pesticides reduce in 86% the blood cancer risk in the blood & the greatest impact was observed in the risk of non-Hodgkin's lymphoma, which crashed among those who avoided food sprayed with pesticides, according to a study made in almost 70000 french adults

 

Organicos estudo frances

Crédito imagem: Mieux Vivre Autrement

 

A notícia Pesticide-free organic food lowers your blood cancer risk by 86% - and slashes breast and skin cancer risk by more than a third, study finds (por Mia de Graaf Health Editor for dailymail.com e Dailymail.com reporter) do britânico Daily Mail de 22 de outubro de 2018, diz que cortar os agrotóxicos pelo consumo de alimentos orgânicos reduz o risco de câncer no sangue em 86% e no de mama e pele em mais de um terço, segundo um estudo — Association of Frequency of Organic Food Consumption With Cancer Risk— realizado por pesquisadores franceses.

O maior impacto foi observado no risco de linfoma não-Hodgkin, que despencou entre aqueles que evitaram consumir alimentos pulverizados com agrotóxicos, de acordo com a pesquisa feita em quase 70 mil adultos franceses.

No geral, os consumidores orgânicos tinham uma probabilidade 25% menor de desenvolver qualquer tipo de câncer, e seus riscos de câncer de pele e mama caíram em um terço.

A descoberta ocorre em meio ao crescente interesse pelos riscos de câncer de causados pelos agrotóxicos, estimulado pelo recente julgamento nos EUA, quando um júri originalmente concedeu U$ 289 milhões — a juíza do caso rejeitou o apelo para derrubar o veredicto, porém, reduziu a indenização por danos punitivos para US$ 39 milhões — a um ex-jardineiro de escola com linfoma não-Hodgkin1 em fase terminal, depois de chegar à conclusão que seu câncer estava vinculado a um agrotóxico.

"Nossos resultados indicam que o maior consumo de alimentos orgânicos está associado a uma redução no risco de câncer em geral", disse a autora Julia Baudry, PhD, do Centre of Research in Epidemiology and Statistics Sorbonne Paris Cité.

Baudry relatou que foram observados "riscos reduzidos para cânceres em órgãos específicos — câncer de mama na pós-menopausa, linfoma não-Hodgkin e todos os linfomas —- entre os indivíduos com frequência maior de consumo de alimentos orgânicos" e "Embora nossos resultados ainda precisem de confirmação, promover o consumo de alimentos orgânicos entre a população em geral pode ser uma promissora estratégia preventiva contra o câncer."

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