Agrotóxicos nos alimentos: 'Segura este abacaxi!'

Greenpeace

Segura este abacaxi!

Greenpeace lança relatório sobre agricultura brasileira e novos testes de alimentos para mostrar como os agrotóxicos estão indo parar na mesa da sua família

 

 

Nosso modelo de produção, distribuição e comercialização de alimentos está totalmente distorcido. Produz muito, mas não produz comida saudável e ao alcance de todos. Baseado no uso intensivo de agrotóxicos, esse sistema causa sérios impactos no meio ambiente e na saúde da população. É sobre isso que trata o novo relatório do Greenpeace Segura este abacaxi: os agrotóxicos que vão parar na sua mesa”

Além de trazer um panorama sobre a agricultura brasileira, apresentamos neste relatório os novos testes toxicológicos que realizamos em diversos alimentos comuns da dieta dos brasileiros. É fato: estamos comendo comida com veneno todos os dias.

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Retorno às sementes

Brasil Debate

Retorno às sementes

No atual momento, é preciso retomar a discussão sobre as sementes como metáfora da resistência cultural e biológica e do antagonismo entre uma agricultura em bases familiares e agroecológicas e o 'agro (business)'

Márcia Tait*

 

"Quanto mais olhamos a semente e a biodiversidade mais temos noção do nível de inteligência na semente em si e do trabalho de reprodução que os agricultores têm feito para trabalhar com a semente; do nível mais alto de biodiversidade, de qualidade do alimento, de nutrição. […] Os camponeses/as não reproduzem apenas uma variedade, mas várias variedades de grãos por causa das mudanças climáticas; porque os valores nutricionais são diversos." (Trecho de entrevista com Vandana Shiva no documentário Sementes da Liberdade, 2012).

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A proibição do agrotóxico paraquat

Brasil de Fato

O Brasil proíbe o paraquat; o lobby prepara-se

A luta apenas começou, mas a decisão das autoridades brasileiras é um golpe duro para empresa sueca Syngenta

Public Eye*

 

 

  

O dia 19 de setembro não foi dia de festa para empresa sueca Syngenta. A Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (ANVISA), na sequência de uma avaliação completa, decidiu proibir a produção, importação, comercialização e utilização de paraquat.

Golpe duro para Syngenta, o Brasil decidiu proibir o paraquat devido a sua elevada toxicidade. A proibição entrará em vigor em 2020, depois de um período transitório de três anos. Mas essa decisão pode ser questionada se novos estudos conseguirem, entretanto, convencer as autoridades da inocuidade do produto.

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Opinião da Direx: O problema do agrotóxico paraquate

Afisa-PR

Opinião da Direx: O problema do agrotóxico paraquate 

É inaceitável que a avaliação toxicológica do paraquate tenha se arrastado desde 2008!

 

 

Segundo a notícia divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 19 de setembro passado intitulada "Anvisa finaliza reavaliação toxicológica do Paraquate", a deliberação é "pelo banimento do herbicida após três anos de prazo para transição. Chama a atenção o tempo dispensado para a reavaliação toxicológica do ingrediente ativo paraquate, iniciada em 2008.

Ora, o paraquate "foi produzido pela primeira vez, com propósitos comerciais pela Sinon Corporation, em 1961 para ICI, (atualmente pela Syngenta) e é hoje um dos herbicidas mais usados". Logo, em uso há 56 anos, sua toxicologia (toxicodinâmica e toxicocinética) para os  seres humanos é amplamente conhecida há muito tempo.

A Public Eye da Suíça, por exemplo, divulgou o relatório intitulado "Paraquat/Unacceptable health risks for users" (january 06/Rev. 1), antes mesmo do início da reavaliação toxicológico do paraquate pela Anvisa. Os resultados sumarizados desse relatório podem ser lidos abaixo.

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No Paraná, 14% do consumo de agrotóxicos no Brasil

De Olho nos Ruralistas

Agrotóxicos causam má-formação em bebês no Brasil e nos EUA, apontam estudos

Pesquisas mostram que tem aumentado risco de deformidades congênitas; abortos espontâneos no Paraná também estão relacionados ao uso de pesticidas

Por Izabela Sanchez

 

  

No Brasil, as notícias também não são nada boas. É o que descobriram pesquisadores do Instituto Fiocruz ao analisar a distribuição temporal das má-formações congênitas no Paraná, entre 1994 e 2004. O estudo descobriu nada menos que 41 pesticidas utilizados no Estado, com destaque para a região de Cascavel. Todos eles podem ter relação com diversas anomalias do nascimento.

Lidiane Silva Dutra e Aldo Pacheco lembram que no mercado brasileiro o uso de pesticidas cresceu cerca de 190% em 10 anos. O Paraná, um dos estados que mais utiliza os agrotóxicos, responde por 14% desse consumo. A substância mais utilizada no estado é o glifosato, também conhecido como roundup, menina dos olhos da gigante Monsanto (agora parte da corporativa Bayer, um negócio que custou R$ 66 bilhões à farmacêutica alemã).

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