União Europeia (UE): Eurostat revela quais países consomem mais agrotóxicos

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União Europeia (UE): Eurostat revela quais países do Bloco consomem mais agrotóxicos

Espanha, França, Itália e Alemanha estão entre os maiores consumidores de agrotóxicos; eurodeputado francês rejeita e denuncia lobby e vice-campeã do consumo, França fracassa na sua tentativa de reduzir o uso de agrotóxicos

European Union (EU): Eurostat reveals which bloc countries consume more pesticides & Spain, France, Italy and Germany are between the largest consumers of pesticides; euro french deputy rejects and denounces lobbying and runner of consumption, France fails in its attempt to reduce the use of pesticides


Eurostat ec europa eu agrotoxicos

Fonte: Eurostat

 

A notícia Which EU countries consume the most pesticides? (por Sallyann Nicholls) do Euronews de 15 de outubro de 2018 informa que na União Europeia (UE) a Espanha, França, Itália e Alemanha "são de longe os maiores consumidores de agrotóxicos".

Os quatro países citados, que abrangem quase a metade do mercado agrícola da UE, em 2016 responderam por 79% do comércio e uso de agrotóxicos, segundo os dados divulgados em 15 de outubro último pela Comissão Europeia através do European Statistical System (Eurostat). Segundo a notícia, as informações divulgadas pelo Eurostat levantam preocupações sobre o impacto que o comércio e o uso de agrotóxicos podem ter em prejuízo da saúde das pessoas residentes da UE.

A Espanha é o país que mais consome agrotóxicos no Bloco, que são utilizados para "proteger as plantações de insetos e outros organismos que poderiam prejudicá-las ou matá-las".

Os agrotóxicos fungicidas e bactericidas representaram a maior parte das vendas na Espanha (38,9 mil toneladas), na Itália (37 mil toneladas) na França (31,9 mil toneladas).

Na Alemanha, os agrotóxicos inseticidas e acaricidas foram os mais comercializados (15.463 toneladas).

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União Europeia (UE): Comissão proporá a proibição de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos

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União Europeia (UE): Comissão proporá a proibição de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos

Entre os agrotóxicos na "lista de proibição" estão os ingredientes ativos  propiconazol, etoxazol, etofrofós, clorotalonil e indoxacarbe com monografia autorizada no Brasil

European Union (EU): Commission to propose the prohibition of 11 active ingredients of pesticides & Between pesticides in the "Prohibition list" are the active ingredients Propiconazole, etoxazole, Etofrofos, Chlorotalonil and Indoxacarb with monograph allowed in Brazil

 

Agrotoxicos UE banimento

Crédito imagem: Greenpeace

 

A notícia The pesticide merry-go-round keeps turning! da Pesticide Action Network (Pan Europe) de 16 de outubro de 2018 informa que na reunião que será realizada nos dias 23 e 24 de outubro de 2018, a Comissão Europeia vinculada à saúde e segurança de alimentos — Health and Food Safety – DG(Sante) — proporá aos Estados-membros da União Europeia (UE) a proibição de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos: flurtamone, propiconazol, chlorpropham, etoxazol, quinoxyfen, desmedipham, phenmedipham, etofrofós, clorotalonil, indoxacarbe e toclofos-methyl.

A maioria desses ingredientes ativos há décadas está disponível no mercado da UE e, em última análise, os riscos que representam para a saúde humana ou para o meio ambiente foram considerados inaceitáveis ​​pela European Food Safety Authority (EFSA) — autoridade europeia para a segurança dos alimentos.

O PAN Europe, segundo sua própria notícia, "congratula-se com a posição da Comissão Europeia de eliminar progressivamente a utilização de 11 ingredientes ativos de agrotóxicos". Embora os Estados-membros da UE sejam convidados a debater as propostas da DG(Sante) nessa reunião, o PAN Europa alertou que a maior parte desses agrotóxicos há décadas estão no mercado europeu, assim sendo, não é mais possível questionar as seus perigos à saúde humana e ao meio ambiente. Para o PAN Europe esses 11 agrotóxicos "são as relíquias de um modelo ultrapassado de agricultura e que bloqueiam a transição" para uma agricultura "que leve em consideração a adequada abordagem" do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

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União Europeia (UE): novo relatório questiona modelo de criação intensiva de frango

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União Europeia (UE): novo relatório questiona modelo de criação intensiva de frango

Para o Eurogroup for Animals, um novo relatório da AgriBusiness Consulting, é "um argumento convincente para repensar completamente o modelo de criação intensiva de frango que predomina na União Europeia (UE) e que ameaça a saúde pública, polui o meio ambiente e pouco faz para respeitar o bem-estar animal". A criação intensiva de frango vincula-se à resistência de importantes bactérias a múltiplas substâncias antibióticas 

European Union (EU): new report Questions intensive chicken farming model & For Eurogroup for Animals, a new report by AgriBusiness Consulting, is "a strong argument to completely rethink the intensive chicken farming model that predominates in the European Union (EU) and threatens public health, pollutes the environment and Little does to respect animal welfare." Intensive chicken breeding is linked to the resistance of important bacteria to multiple antibiotic

 

Eurogroup intensive broiler animal welfare

Crédito Imagem: Eurogroup for Animals

 

A notícia New report demonstrates detrimental impacts of intensive broiler chicken farming on public health and the environment, besides animal welfare do Eurogroup for Animals de 16 de outubro de 2018, informa que um novo relatório da AgriBusiness Consulting é um “argumento convincente para repensar completamente o modelo de criação intensiva de frango que predomina na União Europeia (UE) e que ameaça a saúde pública, polui o meio ambiente e pouco faz para respeitar o bem-estar animal”.

O relatório, publicado menos de uma semana depois que o Parlamento Europeu instou a Comissão Europeia a lidar com os grandes desafios sociais causados ​​pela criação intensiva de frangos de corte, concentra-se nas principais questões decorrentes das práticas de produção avícola da UE. Depois de descrever essas práticas e reunir evidências sobre seu impacto, o relatório conclui que a criação intensiva de frangos de corte contribui para o atual aumento da resistência antimicrobiana e causa a degradação do meio ambiente, além de estar intrinsecamente ligado ao bem-estar animal.

De acordo com este novo relatório, práticas intensivas de criação de frangos de corte estão contribuindo para o aumento da resistência antimicrobiana (Antimicrobial Resistance - AMR) em bactérias de importância zoonótica, como Campylobacter spp., Salmonella spp. e Escherichia coli (E. coli/EFSA/ECDC, 2016). Segundo a notícia, a luta contra a resistência antimicrobiana continua a ser uma prioridade fundamental na UE, mas até o momento não foram tomadas quaisquer medidas pela Comissão Europeia para apoiar concretamente a adoção de normas legais mais elevadas de bem-estar animal em benefício da criação de frangos, como um meio importante para reduzir sua dependência ainda elevada dos tratamentos antimicrobianos. As bactérias zoonóticas que são tipicamente encontradas na criação intensiva de frangos estão a desenvolver resistência a múltiplas substâncias antibióticas que são importantes para a saúde humana, fato que impõe à Comissão Europeia a adoção de medidas urgentes em toda a indústria de criação de frangos.

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União Europeia (UE): investigações do britânico The Independent e do Greenpeace revelaram tática de lobby em favor do glifosato

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União Europeia (UE): investigações do britânico The Independent e do Greenpeace revelaram tática de lobby em favor do glifosato

Ambientalistas acusaram os organizadores de uma "campanha de lobby de seis dígitos" destinada a defender um polêmico agrotóxico com o emprego de "táticas dos lobistas do tabaco"

European Union (EU): investigations by the British the Independent and Greenpeace revealed lobbying tactics in pro of glyphosate & Environmentalists accused the organizers of a "six-digit lobbying campaign" aimed at defending an agrotoxic polemic with the Use of "tobacco lobbyists ' tactics"

 

Independent lobbyist glifosato

Crédito imagem: The Independent

 

A notícia PR company accused of using 'tobacco lobbyist tactics' to promote weedkiller linked to cancer (por James Moore) do britânico The Independent de 17 de outubro de 2018, diz que ambientalistas acusaram os organizadores de uma "campanha de lobby de seis dígitos" destinada a defender um polêmico agrotóxico com o emprego de "táticas dos lobistas do tabaco".

Segundo o The Independent, "O Roundup, um herbicida comercializado pela Monsanto, é a marca mais conhecida para o glifosato, um produto químico amplamente usado por agricultores e jardineiros domésticos".

A notícia afirma que a campanha chamada Freedom to Farm (liberdade para a exploração agrícola) — ativa nos oito países mais importantes da Europa — propaga-se para conquistar "um esforço liderado pelos agricultores em defesa do herbicida", que é considerado um "provável causador de câncer" em humanos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Freedom to Farm apresentou-se em exposições agrícolas em toda a Europa, onde "assumiu suas posições e supostamente empregou recepcionistas com a intenção de contratar agricultores para ajudar a defender" o agrotóxico em questão contra seus críticos. A campanha alerta para a "ameaça à agricultura" vinda daqueles que "procuram restringir" o uso do glifosato em "sites e mídias sociais".

De acordo com a notícia, investigações do The Independent e do Greenpeace revelaram que a campanha é administrada pela Red Flag, uma empresa de relações públicas e lobby de Dublin (Irlanda), com a ajuda da Lincoln Strategy, uma organização dos Estados Unidos com ligações estreitas com a campanha eleitoral de Donald Trump.

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EUA: surto de Salmonella resistente a antibióticos e contestado déjà vu como "política de segurança alimentar"

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EUA: surto de Salmonella resistente a antibióticos e contestado déjà vu como "política de segurança alimentar"

Lições a serem aprendidas: é preciso pode contar com uma fiscalização agropecuária pública plena e de excelência; é preciso valorizar o fiscal agropecuária público; é preciso contestar a inconstitucional e ilegal privatização em detrimento da fiscalização pública de produtos de origem animal — já levada a cabo em alguns estados, inclusive, no Paraná — e é preciso resguardar a segurança alimentar da população 

U.S.A.: Antibiotic-resistant Salmonella outbreak and contested déjà vu as "food safety policy" & Lessons to be learned: it´s necessary to have a full and excellent public agricultural inspection; It´s necessary to value the public agricultural inspector; It´s necessary to challenge the unconstitutional and illegal privatization to the detriment of public oversight of animal products — already put into practice in some states, including in Paraná — and it´s necessary to safeguard the food security of the population

Food Safety News Lawmaker says poultry

Crédito imagem: Food Safety News

 

A notícia Lawmaker says new outbreak shows USDA, poultry industry need to act (por Coral Beach) da Food Safety News de 18 de outubro de 2018, informa que 92 pessoas foram infectadas em virtude de um novo surto de Salmonella Infantis resistente ao tratamento tradicional com múltiplos antibióticos. Poucas horas depois desse surto, a deputada norte-americana Rosa DeLauro divulgou um comunicado onde solicita uma ação da indústria da carne, do  U. S. Departament of Agriculture (USDA) e do Congresso dos EUA para que este problema seja resolvido.

Segundo a notícia divulgada pela Food Safety News, DeLauro afirmou em seu comunicado que "Cinco anos atrás, escrevi uma carta com minha ex-colega, a falecida congressista Louise Slaughter, ao CDC [Centers for Disease Control and Prevention] e ao USDA sobre a mal administrada investigação e a falta de ação em resposta a uma cepa de [da bactéria] Salmonella resistente a antibióticos que contaminou os [à base de carne] produtos de frango do país. [À época] Foram infectadas 634 pessoas em 29 estados" e "Agora, cinco anos depois, o CDC informou ao público sobre outro surto de Salmonella resistente a antibióticos em [produtos derivados de carne de] frangos que vem acontecendo desde janeiro. [Este surto] Já afetou 92 pessoas, 21 das quais foram hospitalizadas. Isso é completamente inaceitável". O CDC em questão, sob o título Outbreak of Multidrug-Resistant Salmonella Infections Linked to Raw Chicken Products (surto de infecções por Salmonella resistente a múltiplos medicamentos associadas a produtos de frango cru), divulgou um Aviso de Investigação.  

DeLauro afirmou ainda que "O governo federal e a indústria avícola precisam levar esse problema a sério. Déjà vu [em alusão à resposta inaceitável dada pelo USDA aos frequentes surtos de Salmonella resistente a múltiplos antibióticos] não é uma política aceitável para lidar com a segurança alimentar. Precisamos ser proativos. As vidas das pessoas estão em jogo".

DeLauro pediu a seus colegas do Congresso dos EUA para que aprovem a Preservation of Antibiotics for Medical Treatment Act (lei de preservação de antibióticos para tratamento médico), que almeja proibir o uso de antibióticos de importância médica na criação de animais destinados à alimentação humana, a menos que eles sejam imprescindível para tratar suas reais doenças. "O uso excessivo de antibióticos no setor pecuário só piora esse problema, e já passou da hora de lidarmos com ele de frente, em vez de repassarmos repetidas vezes as mesmas questões", alertou DeLauro.

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