O Agro produz, o Agro destrói

 

Charge de Martirena

 

Ninja

Juca Ferreira: O Agro produz, o Agro destrói

Leite com cal, carne apodrecida, químicos e agrotóxicos. A comida que vai para a mesa de brasileiras e brasileiros está temperada com corrupção e caixa 2, além da má qualidade dos alimentos.

 

O povo brasileiro está com nojo, escandalizado e inseguro diante das revelações de que carne podre vem sendo vendida para o consumo interno e exportada para outros países.

E, o que é pior, a Polícia Federal constatou que parte desta carne imprópria para consumo passa por um processamento com produtos químicos cancerígenos para disfarçar seu estado de putrefação para não ter a cor e o cheiro característicos.

Constatou ainda que a carne deteriorada é processada e misturada até com papelão e com partes não indicadas para consumo humano de carcaças de boi, porco e frango, na produção de linguiças, salsichas e outros produtos.

A percepção é de insegurança alimentar. E o povo brasileiro está se sentindo enganado e desrespeitado. Não é para menos. A imagem de uma agricultura moderna, orgulho nacional, construída por um marketing pesado, foi para o ralo.

Insustentável

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Há retrocesso na regulamentação dos agrotóxicos

 

Brasil de Fato/Reprodução

 

“Estamos vivendo um retrocesso na regulamentação dos agrotóxicos”, diz militante

Campanha pede aprovação pelo Congresso Nacional da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos

Por Rafael Tatemoto

 

O Brasil é o campeão mundial em consumo de agrotóxicos. De acordo com pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), cada pessoa ingere em média cerca de 5 litros dessas substâncias por ano. Na última década, enquanto o mercado mundial para esse tipo de substância cresceu cerca de 90%. No Brasil, o aumento chegou a quase 200%, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Caiu a casa da "inspeção" privatizada de produtos de origem animal

 

 

Caiu a casa da "inspeção" privatizada de produtos de origem animal

 

Aquilo que a AFISA-PR denuncia há muito tempo agora é desnudado para que todos saibam.

Está na Gazeta do Povo de hoje (22 de março): "Maior parte dos 'fiscais da carne' é contratada pelos próprios frigoríficos".

A ideia de nefastos segmentos, organizados em vistoso lobby, é privatizar a fiscalização agropecuária feita pelo Estado via os PLS 326 de 2016 e PL 334 de 2015 com o objetivo de "legalizar" o que atualmente opera à margem da lei (principalmente a inspeção de produtos de origem animal) em prejuízo da segurança alimentar da população brasileira.

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A esquerda, o pecado da carne e o pragmatismo masoquista

 

 

Brasil de Fato

A esquerda, o pecado da carne e o pragmatismo masoquista

Igor Fuser

 

Na campanha eleitoral de 2014, a Friboi fez um donativo de R$ 200 mil, declarados, em favor de Jair Bolsonaro, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. O mesmo frigorífico foi um dos maiores anunciantes da mídia burguesa durante todo o período em que os principais veículos de imprensa, rádio e TV do país levaram adiante a campanha golpista. 

Pois bem, como todos sabemos, os gigantes do oligopólio da carne, como a Friboi e a Brasil Foods, dona das marcas Sadia e Perdigão, foram denunciados por subornar fiscais da vigilância sanitária a fim de ocultar práticas ilegais que põem em risco a saúde dos consumidores. (Segundo o portal Sensacionalista, a carne da Friboi tinha até pelos do ator Tony Ramos.)

Diante do escândalo, qual é a reação de boa parte da esquerda?

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A fiscalização agropecuária foi tomada pelas indicações políticas

 

 

De Olho nos Ruralistas

"Carne Fraca": políticos ruralistas indicam quem fiscaliza sua comida

Superintendente de AL é afilhado político de Renan Calheiros; o da BA, de Geddel Vieira Lima; indicação no MT, em 2015, revoltou servidores

Por Alceu Luís Castilho

 

Políticos como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) indicaram os superintendentes de Agricultura em seus estados. Tanto o superintendente em Alagoas como o da Bahia são afilhados políticos desses parlamentares, que pertencem à bancada ruralista no Congresso e dominam os partidos em seus estados.

De Olho nos Ruralistas complementa informações divulgadas pelo Estadão nesta quarta-feira (22/03): "Indicação política é maioria em cargos de superintendência na Agricultura". Os repórteres Leonêncio Nossa e Lu Aiko Otta mostram que o PMDB, com dez indicações, o PP (cinco), o PSDB (duas), PTB e PR controlam as Superintendências de Agricultura, Pecuária e Abastecimento pelo país.

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