A indicação política é a espinha dorsal deste esquema...

 

 

O The Intercept Brasil, hoje, lança luz nesse questão ("Globo, Lula, Temer, Aécio e Dilma: Somos todos Friboi").

Igualmente a análise de Natuza Nery no Globo News ajuda a elucidar a vigorosa defesa exercida por setores da política1 (incluído alguns blogs) em favor dos grandes frigoríficos (imagine o que acontece nos pequenos e médios  frigoríficos sob "autofiscalização" que abatem para o consumo interno) apanhados na Operação Carne Fraca.

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Brazil meatpacking scandal over claimed exports of rotten product

 

 

The Guardian

Brazil meatpacking scandal over claimed exports of rotten product

Shan Goodwin

 

[Tradução livre] Todos os olhos no jogo de carne observam atentamente o escândalo que atingiu a produção de carne brasileira, sabendo que o fato tem o potencial para prejudicar gravemente os movimentos de um grande produtor sul-americano em alguns dos mercados mais lucrativos da Austrália.

A BBC informou que as autoridades do Brasil suspenderam 33 fiscais do governo em meio a alegações de que alguns dos maiores processadores de carne do país vinha vendendo carne e aves podres há anos.

Três fábricas de processamento de carne também foram fechadas e outras 21 estão sob escrutínio.

Grande parte da carne produzida pelas empresas acusadas é destinada à exportação.

A BBC diz que entre os acusados ​​está a JBS, maior exportadora de carne do mundo, e a BRF, a maior produtora de aves do mundo.

Analistas australianos da indústria da carne de bovina disseram que receberam relatórios de mostram que a investigação se estendeu por dois anos e revelou que inspetores do governo e políticos haviam sido subornados para negligenciar práticas não sanitárias e falsificação de documentos de exportação.  

Tobin Gorey, analista do banco Commonwealth, disse que o Ministério da Agricultura do Brasil alega que a questão não é sistêmica.

No entanto, relatos de carnes podres e quimicamente adulteradas vendidas em mercados domésticos e de exportação eram "stuff of PR nightmares", disse ele.  

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A "culpa" é da Polícia Federal?

 

 

 

A bombástica carta 031/2016 do ANFFA Sindical

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) informa que na data de 4 de agosto de 2016, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical) encaminhou carta 031/2016 ao Ministério Público Federal (MPF), Procuradoria da República no Paraná (PR-PR), alertando-o sobre a nomeação pelo ex-superintendente da SFA-PR, Gil Bueno de Magalhães (mantido no cargo pelo atual ministro da agricultura, pecuária e abastecimento), alvo do PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA Nº 5002951-83.2017.4.04.7000/PR, de Maria do Rocio Nascimento, alvo do PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA Nº 5002951-83.2017.4.04.7000/PR, como chefe do SIPOA-PR.

A carta da ANFFA Sindical ao MPR/PR-PR é assinada pelo auditor fiscal agropecuário federal Daniel Gouvêa Teixeira, delegado sindical no Estado do Paraná, que foi absurdamente perseguido pelos seus superiores hierárquicos em virtude de cumprir suas obrigações como servidor público federal.

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Globo, Lula, Temer, Aécio e Dilma: somos todos Friboi

 

 

The Intercept Brasil

Globo, Lula, Temer, Aécio e Dilma: Somos Todos Friboi

Helena Borges

 

As gigantes do setor alimentício JBS e BRF, alvos centrais da Operação Carne Fraca, já ativaram suas defesas. Estão cobrando a conta de seus dois maiores investimentos: as publicidades em redes televisivas e as doações a partidos políticos.

A operação investiga 22 empresas do ramo alimentício envolvidas em um esquema corrupção para liberação de frigoríficos irregulares. A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão nas contas da JBS e da BRF. Segundo a Polícia Federal, esta é a maior operação já realizada em toda sua história.

Os agentes também relataram uma lista das substâncias misturadas nas carnes e embutidos que deixou o brasileiro assustado com o que põe à mesa: cabeça de porco, ácido ascórbico, papelão e carne podre ou infectada com salmonella. A lista, no entanto, tem sido relativizada por especialistas. Depois da operação, ações das empresas despencaram e as importações foram suspensas.

Maior doadora na campanha de 2014, a JBS distribuiu R$ 61,2 milhões para 21 dos 28 partidos representados na Câmara dos Deputados. Para não demonstrar favoritismo na disputa pela Presidência da República, a empresa — que também foi a maior doadora das duas chapas do segundo turno — deu o mesmo valor para Dilma/Temer e Aécio/AloysioR$5 milhões para cada.

Logo após a polêmica aberta com a operação da Polícia Federal, Michel Temer foi a público colocar panos quentes: disse que apenas três dos 4.850 frigoríficos brasileiros foram interditados pela ação. O presidente ainda levou 40 embaixadores de países que importam carne brasileira para uma churrascaria em Brasília, na noite de domingo (19). Só esqueceu que o lugar não serve carne brasileira. “A gente não trabalha com carne brasileira, só europeia, australiana e uruguaia”, disse o gerente do local, de acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo. Em resposta, a assessoria de imprensa do planalto disse que todas as carnes servidas ao presidente e seus convidados eram de origem brasileira.

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Carne Fraca é mais um entre tantos outros ataques à segurança alimentar

 

 

Rede Brasil Atual

Carne Fraca é mais um entre tantos outros ataques à segurança alimentar

Direito humano, a alimentação adequada é dever do Estado, que não monitora e nem fiscaliza. Pouco saudáveis, alimentos são produzidos com agrotóxicos, transgênicos, muita gordura e açúcar

Por Cida de Oliveira

 

O esquema fraudulento denunciado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, na última sexta-feira (17), abalou a opinião pública, obrigou integrantes do governo de Michel Temer (PMDB) a se reunir com a diplomacia de países importadores da carne brasileira e arranhou a imagem dos grupos JBS BRF. Segundo a PF do Paraná, a mesma que conduz com estardalhaço a Lava Jato, essas empresas vendem carne imprópria para o consumo, adulterada com produtos químicos nocivos à saúde. No entanto, o episódio está longe de ser o único ataque à segurança alimentar. 

Na avaliação da professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Suzi Barletto Cavalli, a segurança alimentar não está no cerne da preocupação desse esquema perverso de propinas e apadrinhamento que sempre envolveu a fiscalização sanitária nas esferas municipal, estadual e federal. Tampouco que essas fraudes estejam limitadas à cadeia das carnes.

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