O que torna tão difícil erradicar a PSA?

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O que torna tão difícil erradicar a PSA?

Torna-se crucial incluir a ciência social ao planejar medidas de prevenção, controle ou erradicação da peste suína africana (PSA).  Considerando-se apenas suas particularidades biológicas, contagiosidade, tenacidade e taxa de letalidade, mas ignorando os aspectos humanos, sua atual epidemia de PSA não será controlada

What makes ASF so difficult to eradicate? & It´s crucial to include social science when planning measures to prevent, control or eradicate African Swine fever (ASF). Considering just their biological particularities, contagiosity, tenacity and lethality rate, but ignoring human aspects, their current ASF epidemic will not be controlled

 

Peste porcine Belgica

Crédito imagem: RTBF & Jean-Luc Fremal

 

Segundo a notícia What makes ASF so difficult to eradicate? (por Erika Chenais, Klaus Depner, Vittorio Guberti, Klaas Dietze, Arvo Viltrop e Karl Ståhl1) do The Pig Site de 18 de janeiro de 2019, com base em experiências, conhecimentos e dados obtidos a partir da atual epidemia de peste suína africana (PSA), a revisão Epidemiological considerations on African swine fever in Europe 2014–20181 destaca alguns recentes desenvolvimentos na compreensão epidemiológica dessa gravíssima epizootia.

Segundo os autores, as qualidades de três características epidemiológicas: contagiosidade, tenacidade e taxa de letalidade, tornam o VPSA (vírus da peste suína africana) eficiente tanto na persistência quanto na transmissão. A alta tenacidade garante a persistência a longo prazo do VPSA no meio ambiente, a alta taxa de letalidade torna-o amplamente disponível e a relativamente baixa contagiosidade impede o esgotamento completo da sua população hospedeira. A interação desses três parâmetros maximiza a persistência local e a disseminação geográfica do VPSA, situações que tornam sua erradicação um desafio.

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UE: avaliação da renovação do uso do agrotóxico glifosato foi baseada em plágio?

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UE: avaliação da renovação do uso do agrotóxico glifosato foi baseada em plágio?

Relatório para o Parlamento Europeu sustenta que a renovação do uso do agrotóxico glifosato na União Europeia (EU) foi baseada em texto plagiado produzido pela própria Monsanto. Members of the European Parliament (MEPs) afirmam que relatório para o Parlamento Europeu "explica por que os reguladores da UE descartaram alertas sobre o perigo desse agrotóxico"

EU: Evaluation of the renewal of the use of agrotoxic glyphosate was based on plagiarism? & Report to the European Parliament maintains that the renewal of the use of glyphosate in the European Union (EU) was based on plagiated text produced by Monsanto itself. Members of the European Parliament (MEPs) state that a report to the explains why EU regulators have ruled out warnings about the danger of agrochemicals"

 

Protestos contra renovacao uso glifosato UE

Credito imagem: Yves Herman/Reuters

 

Segundo a notícia EU glyphosate approval was based on plagiarised Monsanto text, report finds [Study for European parliament 'explains why EU assessors brushed off warnings of pesticide's dangers', says MEP] (por Arthur Neslen) do The Guardian de 15 de janeiro de 2019, os reguladores de agrotóxicos da EU basearam sua decisão de renovar por mais 5 anos o registro do controverso agrotóxico glifosato em uma avaliação plagiada de estudos feitos pela própria indústria, de acordo com um relatório feito para o Parlamento Europeu.

Um grupo interpartidário de deputados do Parlamento Europeu encomendou uma investigação sobre as alegações, reveladas pelo jornal inglês The Guardian, de que o Federal Institute for Risk Assessment (BfR) da Alemanha "copiou e colou" extensões de estudos feitos pela própria Monsanto.

As descobertas dessa investigação foram divulgadas horas antes de uma apertada votação parlamentar sobre o escrutínio independente na renovação de licença de uso de agrotóxicos na UE.

Os autores do relatório entregue ao Parlamento Europeu disseram que encontraram "evidências claras da pretensão deliberada do BfR de uma avaliação independente, enquanto que, na realidade, os reguladores estavam apenas ecoando" as avaliações produzidas pela própria indústria requerente da renovação do uso do glifosato.  

Molly Scott Cato, uma eurodeputada do Grupo dos Verdes, disse que a escala de supostos plágios dos autores do documento do BfR é "extremamente alarmante". "Isso ajuda a explicar por que a avaliação da Organização Mundial de Saúde sobre o glifosato como provável carcinógeno humano foi tão conflitante com [as conclusões] os reguladores da UE, que concederam a esse agrotóxico um atestado mais limpo de saúde, descartando alertas sobre seus perigos", disse ela.

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China cria suínos transgênicos resistentes à PSC

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China cria suínos transgênicos resistentes à PSC

O uso de suínos transgênicos pode reduzir as perdas econômicas relacionadas à peste suína clássica (PSC), sustentam pesquisadores chineses

China creates CSF-resistant transgenic pigs & The use of transgenic pigs can reduce the economic losses related to classical swine fever (CSF), say Chinese researchers

 

Suino

 

A notícia Chinese create transgenic pig resistant to CSF (por Vincent ter Beek) do Pig Progress de 5 de janeiro de 2019, os chineses criam suínos transgênicos resistentes à peste suína clássica (PSC).

A criação de suínos transgênicos pode reduzir os prejuízos econômicos relacionadas à PSC, sustentam os pesquisadores chineses.

Esses pesquisadores, em sua maioria ligados à Universidade de Jilin, publicaram suas descobertas no periódico PLOS Pathogens na publicação Genetically modified pigs are protected from classical swine fever vírusnetically modified pigs are protected from classical swine fever vírus.

Em seu artigo, os pesquisadores descreveram como eles combinavam a tecnologia de interferência de RNA (RNAi) e a tecnologia CRISPR/Cas9 para criar esses porcos transgênicos, que poderiam lidar melhor com a PSC.

 

Criando suínos transgênicos anti-PSCv

A equipe de pesquisadores chineses descreveu como pequenos "grampos de cabelo" antivirais, chamados "shRNAs", foram selecionados e, em seguida, inseridos no loco porcino Rosa26 (pRosa26) através da estratégia knock-in mediada por CRISPR/Cas9. A equipe produziu suínos transgênicos anti-PSCv por transferência nuclear somática (SCNT, sigla em inglês).

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Contra a desregulamentação de agrotóxicos: Afisa-PR representa no MPPR

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Contra a desregulamentação de agrotóxicos: Afisa-PR representa no MPPR

A Resolução Conjunta nº 001/2018 SEMA/IAP/SEAB/ADAPAR/CC pode estar vinculada a interesses privados alheios aos interesses da população do Paraná

Against the deregulation of pesticides: Afisa-PR represents in the MPPR & Joint Resolution No. 001/2018 SEMA/IAP/SEAB/Adapar/CC may be linked to private interests unrelated to the interests of the Paraná population

 

Afisa PR 16 JPEG

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), com base em uma série de considerações, representou no Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) contra a Resolução Conjunta nº 001/2018 SEMA/IAP/SEAB/ADAPAR/CC

Para a Afisa-PR, a revogação da Resolução nº 22/85-SEIN é prejudicial ao interesse público, pois desregulamentou várias e importantíssimas exigências regulatórias que visavam a proteção da saúde das pessoas, do meio ambiente e dos recursos hídricos, sobretudo a limitação de distâncias mínimas de aplicação de agrotóxicos a mananciais de captação de água para abastecimento de populações, a núcleos populacionais, a escolas, a habitações, a culturas susceptíveis a danos etc.

Entre as considerações da Afisa-PR estão duas supostas inconformidades, visto que a resolução conjunta em questão cita a "Resolução SEMA nº 57/2017" que, com base no Sistema Estadual de Legislação da Casa Civil do governo do Paraná, Resoluções SEMA 2017, pode não existir, além da não vigente "ABNT NBR 9843 de 2004" substituída pelas partes 1 a 4 da NBR 9843:2013.

Para a Afisa-PR, a resolução conjunta em questão é um despropósito visto que, entre outros gravíssimos problemas, o Paraná tem o maior número de suicídios por consumo de agrotóxicos; não conta com programa estadual de redução de agrotóxicos e, na Região Sul, é o "campeão" do uso (quantidade utilizada, 2012-2014) de agrotóxicos. Além do mais, essa resolução conjunta apresenta justificativas propositalmente não verídicas, ou seja, o princípio da motivação é prejudicado pela suposta ausência de moralidade, finalidade, razoabilidade e, sobretudo, interesse público.

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Influenza aviária: recente relatório avalia sua ameaça ao Reino Unido

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Influenza aviária: recente relatório avalia sua ameaça ao Reino Unido

A considerar os aspectos semelhantes, os alertas do relatório Living and Dying with Avian Influenza também são válidos para nós

Avian Influenza: Recent report assesses it´s threat to the United Kingdom & Considering the similar aspects, the alerts of the Living and Dying with Avian Influenza report are also valid for us

 

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Crédito imagem: Labiotech.eu

 

De acordo com a notícia Assessing the threat of AI (por Jake Davies) do Poultry World de 28 de dezembro de 2018, o Reino Unido deve investir mais na sua preparação para enfrentar um surto em larga escala de influenza aviária (IA), de acordo com uma nova análise feita por Daniel Roberts, autor do recente relatório Living and Dying with Avian Influenza de julho de 2018. O autor afirma que atualmente o Reino Unido teria dificuldade em administrar um grande surto dessa doença.

A pesquisa de Roberts levou-o a vários países que já sofreram grandes surtos de IA incluindo os EUA, o Canadá, os Países Baixos e Hong Kong. Um consenso formado em todos esses países foi a falta de preparação contra a IA antes da ocorrência de um surto em larga escala.

Não obstante exista uma série de sistemas e procedimentos de controle, a afirmação de Roberts é a de que o Reino Unido "atualmente não tem capacidade para enfrentar um grande surto [de IA] e precisa investir significativamente para mitigar o risco de uma devastadora incursão [da doença]".

Roberts alerta que a incursão da IA é inevitável, e preventivamente se preparar conta essa doença exigirá a melhoria dos atuais protocolos de controle.

Para começar, Roberts identifica problemas com as criações de aves de quintal e recomenda que todos os criadores, independentemente da quantidade de aves, sejam obrigados ao registro. "É preciso encontrar uma solução que permita identificar todas as criações de aves — não importa quão pequenas sejam". Ele cita como exemplo o registro de cães na Nova Zelândia como um potencial modelo para essa medida de controle.

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