Opinião da Direx: A "antecipação do fim da vacinação" contra febre aftosa

 

 

Imagem crédito: www.gmoutlook.com

 

Um abaixo-assinado subscrito por sindicatos ruralistas patronais, sociedades rurais, associações, entidades, cooperativas e pessoas físicas, declara “apoio à antecipação do fim da vacinação contra febre aftosa”. O abaixo-assinado foi entregue ao governador de turno sob a “alegação” de que o Estado “tem condições de se tornar uma 'área livre de febre aftosa sem vacinação' antes do que prevê inicialmente" o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA).

Qual é a posição dos atuais gestores da fiscalização agropecuária do Estado, nomeados pelo próprio governador de turno, ou seja, devem-lhe deveres de confiança e lealdade?

Neste Estado é setor privado e suas lideranças empresariais e sindicais que se impõem sobre uma questão técnica/legal de alçada exclusiva da fiscalização agropecuária do Estado?

A Afisa-PR ratifica sua posição de que a fiscalização agropecuária do Estado ainda não reúne as plenas condições em (i) infraestrutura (especialmente na fiscalização do trânsito de animais e seus produtos derivados) e (ii) contingente de fiscais agropecuários e de assistentes, que constituem exigências preliminares para sustentar por médio e longo prazos a área livre de febre aftosa sem vacinação.

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Download this file (Despacho do MP-PR de 24-10-2017.pdf)Despacho do MP-PR de 24-10-2017.pdf["Oficie-se à ADAPAR, com cópia desta promoção, para que encaminhem relatório em 30 (trinta) dias, informando a atual situação das 6 (seis) PFTAs que não estariam em condições de regular de funcionamento."]169 kB
Download this file (Despacho do MP-PR de 31-07-2017.pdf)Despacho do MP-PR de 31-07-2017.pdf["Oficiada novamente em agosto do ano passado, a ADAPAR (fl. 434), em setembro, alegou que o projeto de reestruturação física dos FFTAs não está concluído devido a entraves legais e financeiros. Tendo em vista a imprescindivilidade da reestruturação (...)]288 kB

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Agrotóxicos nos alimentos: 'Segura este abacaxi!'

 

 

Greenpeace

Segura este abacaxi!

Greenpeace lança relatório sobre agricultura brasileira e novos testes de alimentos para mostrar como os agrotóxicos estão indo parar na mesa da sua família

 

Nosso modelo de produção, distribuição e comercialização de alimentos está totalmente distorcido. Produz muito, mas não produz comida saudável e ao alcance de todos. Baseado no uso intensivo de agrotóxicos, esse sistema causa sérios impactos no meio ambiente e na saúde da população. É sobre isso que trata o novo relatório do Greenpeace Segura este abacaxi: os agrotóxicos que vão parar na sua mesa”

Além de trazer um panorama sobre a agricultura brasileira, apresentamos neste relatório os novos testes toxicológicos que realizamos em diversos alimentos comuns da dieta dos brasileiros. É fato: estamos comendo comida com veneno todos os dias.

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Opinião da Direx: O problema do agrotóxico paraquate

 

 

Segundo a notícia divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 19 de setembro passado intitulada "Anvisa finaliza reavaliação toxicológica do Paraquate", a deliberação é "pelo banimento do herbicida após três anos de prazo para transição. Chama a atenção o tempo dispensado para a reavaliação toxicológica do ingrediente ativo paraquate, iniciada em 2008.

Ora, o paraquate "foi produzido pela primeira vez, com propósitos comerciais pela Sinon Corporation, em 1961 para ICI, (atualmente pela Syngenta) e é hoje um dos herbicidas mais usados". Logo, em uso há 56 anos, sua toxicologia (toxicodinâmica e toxicocinética) para os  seres humanos é amplamente conhecida há muito tempo.

A Public Eye da Suíça, por exemplo, divulgou o relatório intitulado "Paraquat/Unacceptable health risks for users" (january 06/Rev. 1), antes mesmo do início da reavaliação toxicológico do paraquate pela Anvisa. Os resultados sumarizados desse relatório podem ser lidos abaixo.

O fato é que o governo do Brasil, através dos órgãos responsáveis, precisa avaliar os riscos nas condições prevalecentes de uso de agrotóxicos perigosos. Ele deve identificar medidas para reduzir o risco e considerar o imediato cancelamento do registro de agrotóxicos em que o risco para os trabalhadores é alto e os padrões de proteção não são suficientes para reduzir o risco. Para o paraquate, este continua a ser o caso na maioria dos países, especialmente no Brasil.

Logo, é inaceitável que a avaliação toxicológica do paraquate tenha se arrastado desde 2008 e, o que é pior, ao seu término  tenha sido anuída uma carência de três anos para seu total banimento do Brasil, postergado pela Anvisa para o ano de 2020. 

Lobby formiert sich

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Retorno às sementes

  

Brasil Debate

Retorno às sementes

No atual momento, é preciso retomar a discussão sobre as sementes como metáfora da resistência cultural e biológica e do antagonismo entre uma agricultura em bases familiares e agroecológicas e o 'agro (business)'

Márcia Tait*

 

"Quanto mais olhamos a semente e a biodiversidade mais temos noção do nível de inteligência na semente em si e do trabalho de reprodução que os agricultores têm feito para trabalhar com a semente; do nível mais alto de biodiversidade, de qualidade do alimento, de nutrição. […] Os camponeses/as não reproduzem apenas uma variedade, mas várias variedades de grãos por causa das mudanças climáticas; porque os valores nutricionais são diversos." (Trecho de entrevista com Vandana Shiva no documentário Sementes da Liberdade, 2012).

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A proibição do agrotóxico paraquat

 

 

 

Brasil de Fato

O Brasil proíbe o paraquat; o lobby prepara-se

A luta apenas começou, mas a decisão das autoridades brasileiras é um golpe duro para empresa sueca Syngenta

Public Eye*

 

O dia 19 de setembro não foi dia de festa para empresa sueca Syngenta. A Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (ANVISA), na sequência de uma avaliação completa, decidiu proibir a produção, importação, comercialização e utilização de paraquat.

Golpe duro para Syngenta, o Brasil decidiu proibir o paraquat devido a sua elevada toxicidade. A proibição entrará em vigor em 2020, depois de um período transitório de três anos. Mas essa decisão pode ser questionada se novos estudos conseguirem, entretanto, convencer as autoridades da inocuidade do produto.

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